Monção e Melgaço continuam a ter a uva mais valorizada do país na vindima de 2020

Vinho Verde
Foto: DR

A valorização da uva da casta Alvarinho vai manter-se durante este ano, mesmo com todas as condicionantes face à pandemia de covid-19, anunciou o Clube de Produtores de Monovarietais do Vinho Verde.

Em comunicado, a Quinta do Soalheiro associa esta continuidade da valorização com o objetivo de “reconhecer o trabalho dos produtores de uva associados ao clube, valorizando a uva na próxima vindima tal como na fase pré-covid para reforçar a sustentabilidade económica da região de Monção e Melgaço”, que apelida da “Origem do Alvarinho”.

“Um sinal de confiança para todas as famílias que, direta ou indiretamente, trabalham com a marca”, explica aquele organismo.

Luís Cerdeira, enólogo e gestor do Soalheiro, considera que “está a ser, sem dúvida, um ano difícil, mas a resiliência da nossa equipa é enorme e as decisões difíceis também têm de ser tomadas”.

“Por isso, queremos que o Alvarinho e o Vinho Verde continuem a ter as uvas mais valorizadas do país e que os viticultores dos Vinhos Verdes e de Monção e Melgaço tenham uma viticultura sustentável. Estamos confiantes e focados no desenvolvimento sustentável e acreditamos no potencial dos nossos vinhos”, disse.

Paulo Abreu, um dos viticultores mais antigos do clube, acrescenta que “o investimento feito na viticultura pretende criar um rendimento complementar para as famílias e, caso não haja valorização, pode existir uma tendência para o abandona da vinha. Numa atividade tão vulnerável às condições climatéricas, é ainda mais importante existir estabilidade na valorização do nosso trabalho”.

Luís Cerdeira afirma que, num setor como o dos vinhos, é necessário olhar para estas decisões de uma forma integrada: “Esta valorização depende também do trabalho das instituições que participam na regulação e controlo do setor: Instituto da Vinha e do Vinho, ASAE, Comissão dos Vinhos Verdes e Direção Regional da Agricultura, por isso, a colaboração de todos é fundamental. Não podemos esquecer todos aqueles que têm contribuído, a nível nacional e internacional, para as vendas dos vinhos e para o crescimento deste setor que constitui um dos maiores motores da agricultura e do desenvolvimento do interior em Portugal”.

Com o objetivo de continuar a contribuir para a afirmação de Monção e Melgaço como uma região vitivinícola de excelência, a primeira marca de Alvarinho de Melgaço vai, em conjunto com o clube de produtores, promover a plantação de mais 35 hectares de Alvarinho, no próximo ano, ao abrigo da candidatura, recentemente aprovada, ao programa VITIS.

 
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