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Ministros do Conselho da Europa pedem cimeira por causa da guerra na Ucrânia

Política
Ministros do conselho da europa pedem cimeira por causa da guerra na ucrânia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 46 Estados-membros do Conselho da Europa manifestaram hoje a necessidade de realizar uma reunião de chefes de Estado e Governo para abordar a guerra na Ucrânia, o quarto encontro em 70 anos.

Os chefes da diplomacia reuniram-se hoje em Turim para a sua sessão anual, a primeira desde que a Rússia se retirou da organização devido à invasão da Ucrânia, tendo a Irlanda substituído a Itália na presidência rotativa do Comité de Ministros.

“Durante a sessão, surgiu o desejo de organizar uma cimeira dos 46 chefes de Estado dos países do Conselho da Europa”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Luigi di Maio, na conferência de imprensa final, na qual participaram o homólogo irlandês, Simon Coveney, e a secretária-geral do Conselho da Europa, Marija Pejcinovic Buric.

A intenção, acrescentou o italiano, é abordar a situação na Ucrânia, “ajudá-la a superar os dramáticos danos da guerra e acompanhá-la na sua reconstrução”.

A cimeira vai servir para “relançar a organização e esta ordem europeia” e a sua importância reside no facto de que “seria a quarta cimeira nos 70 anos da história do Conselho da Europa”, apontou por seu lado o ministro espanhol, José Manuel Albares, à agência espanhola Efe.

O presidente da Assembleia Plenária do Conselho da Europa, Tiny Kox, argumentou que essa reunião vai reforçar o organismo para que este possa “funcionar como uma pedra angular da arquitetura política europeia”, numa altura em que “a guerra unilateral da Rússia contra a Ucrânia” aumentou a “necessidade urgente de reforçar essa arquitetura multilateral”.

Relativamente à presidência rotativa irlandesa, que vai durar até novembro, o país tem três prioridades, salientou Coveney: reforçar os direitos humanos e a proteção dos civis na Europa, promover a democracia participativa e o compromisso dos jovens, e fomentar uma Europa de inclusão e diversidade.

“O objetivo será reafirmar que esta organização promove a paz”, vincou Coveney, uma questão-chave na opinião da secretária-geral do Conselho da Europa, que realçou que a “paz não pode ser tomada como certa” no continente, tal como sido demonstrado pela invasão da Ucrânia.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros recomendaram também o aumento da proteção das mulheres e raparigas que fogem de conflitos e a adoção de um quadro jurídico regulamentar para combater o discurso de ódio e impedir a sua propagação na Internet.

 
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