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Ministro realça contributo das forças de segurança durante pandemia

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

O ministro da Administração Interna realçou hoje o “contexto singular” em que decorreu o compromisso de honra dos 571 novos agentes da PSP, saudando a forma como as forças de segurança intervieram durante o estado de emergência.


Eduardo Cabrita presidiu à cerimónia de compromisso de honra dos 571 alunos do 15.º curso de formação de agentes e do 2.º curso de formação de agentes da banda de música da PSP, assistindo ao ato solene que decorreu na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas (Santarém), em simultâneo com outros 37, em vários pontos do país, cada um com a presença de duas dezenas de alunos e sem a presença de familiares e amigos, devido às medidas decorrentes da pandemia da covid-19.

No discurso proferido numa parada quase vazia, com os novos agentes a guardarem uma distância de mais de dois metros entre si, o ministro afirmou que, durante o período de 45 dias do estado de emergência, num regime de exceção vivido pela primeira vez em democracia, as forças de segurança foram “decisivas” para a forma como as populações cumpriram as regras de confinamento.

Eduardo Cabrita realçou a forma “proporcional” e “adequada” da atuação policial, sublinhando que “nunca houve qualquer alegação de abuso de autoridade” e que a forma pedagógica, de aconselhamento e apoio às populações foi determinante para a aplicação das medidas de recolhimento, sem comprometer as liberdades, sinal de que Portugal vive numa “democracia madura”.

“Ao contrário do que alguns previam, neste período, a segurança foi mantida, a criminalidade baixou e a confiança dos portugueses nas instituições foi reforçada”, disse.

O ministro recordou que Portugal surgiu em 2019 no 3.º lugar no ranking do Global Peace Índex, subindo 15 lugares em cinco anos, afirmando-se “como um dos países mais seguros do mundo”.

Eduardo Cabrita declarou que a entrada de 571 novos agentes na PSP se insere no esforço de “rejuvenescimento” desta força policial, lembrando que o plano plurianual de admissões aprovado no orçamento do Estado para 2020 prevê o recrutamento de mil novos agentes até 2023.

“Esta situação de estado de emergência provou mais do que nunca, ainda mais do que antevíamos no início do ano quando a Assembleia [da República] aprovou o plano plurianual de admissões, que uma polícia reforçada, próxima das populações, com sangue novo, orgulhosa da experiência dos que a servem há muito tempo, é essencial”, disse.

Por outro lado, afirmou que, no esforço de consolidação da perspetiva de evolução profissional nas forças de segurança, este ano a Escola Prática de Polícia receberá o segundo curso consecutivo de acesso à carreira de chefes, estando ainda previstos cursos para formação de chefes coordenadores e para agentes coordenadores.

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública considerou a “renovação” dos recursos humanos “essencial”, sublinhando que os “dias excecionais” da pandemia obrigam a uma “grande capacidade de adaptação por parte organizações”.

Magina da Silva apontou a cerimónia de hoje, desdobrada em 37 atos solenes, como um exemplo desta capacidade de adaptação.

Aos novos agentes, garantiu que estará presente para os defender se forem acusados injustamente, mas também para os responsabilizar caso violem as suas obrigações, sublinhando que o poder de que foram hoje investidos “não confere prerrogativas discricionárias”, mas sim “responsabilidades acrescidas”.

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DGS anuncia visitas de “carácter pedagógico” aos lares de idosos

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A diretora-geral da Saúde anunciou hoje que vão ser feitas nos próximos meses visitas de “caráter pedagógico” aos lares de idosos para “minimizar o risco” de transmissão de covid-19.

“Vão ser mantidas e intensificadas todas as medidas que têm estado a ser feitas, como vai haver um reforço sobretudo muito centrado num plano de visitas conjuntas não só da saúde, mas também da segurança social, a estas instalações”, disse Graça Freitas na conferência de imprensa regular sobre atualização dos dados da pandemia em Portugal.

Questionada sobre as medidas previstas para estas instituições que acolhem idosos, a diretora-geral da Saúde sublinhou que nos lares estão as pessoas mais vulneráveis, sendo, por isso, essencial trabalhar com os profissionais e com as entidades que gerem estas instituições” de forma a “minimizar o risco”.

“As medidas que devem ser tomadas pelos profissionais que trabalham nestas instituições, é com estes profissionais que queremos trabalhar e com as entidades que geram estas instituições no sentido das pessoas percecionarem de facto o risco que se corre, o risco que se pode transmitir a terceiros, que medidas podem ser tomadas para minimizar esse risco”, precisou.

Segundo Graça Freitas, estão programadas para os próximos meses um conjunto de visitas.

DGS garante que dados em Portugal são fiáveis

A diretora-geral da Saúde disse ainda que, quando se aproximar a época do outono, as visitas também irão servir para iniciar a campanha de vacinação contra a gripe.

Sobre a situação em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales disse que não é intenção fechar esta localidade devido ao surto de covid-19, que contabiliza mais de 160 casos.

A diretora-geral sublinhou que este surto “é relativamente grande”, estando a situação a estabilizar, apesar de poderem aparecer novos casos.

Na conferência de imprensa e respondendo a questões dos jornalistas, o secretário de Estado disse que a maioria dos passageiros que chegam aos aeroportos portugueses já vêm com os testes feitos, não sendo necessário fazê-los à chegada.

António Lacerda Sales garantiu também que está a ser feito “um esforço grande de recuperação” para remarcar consultas e cirurgias que foram adiadas devido à pandemia.

Covid-19: Mais nove mortos, 328 infetados e 245 recuperados no país

O secretário de Estado estimou que, até ao final do ano, sejam recuperadas “entre 230 a 250 mil consultas” e “25% das cirurgias”.

Por sua vez e questionado sobre o atraso na divulgação dos resultados dos testes de diagnóstico à covid-19, o presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa), Fernando Almeida, afirmou que “não é fácil muitas vezes fazer os teste e dá-los imediatamente”.

Fernando Almeida disse que não se trata de um atraso, mas sim de “um ‘delay’ que muitas vezes dá esses dias”, sustentando que “já foi maior”.

“Neste momento não é de todo preocupante a não ser casos pontuais”, disse, ressalvando que isso não invalida um risco aumentado porque a pessoa que fez o teste já está à partida confinado e já não constitui qualquer risco de transmissão para outras pessoas.

Portugal regista hoje mais seis óbitos por covid-19, em relação a domingo, e mais 232 casos de infeção confirmados, dos quais 195 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgados.

De acordo com o boletim epidemiológico diário, o total de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia é agora de 1.620 e o total de casos confirmados é de 44.129.

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IKEA vai devolver 500 milhões ao Estado

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A IKEA Portugal vai devolver 500 milhões de euros ao Estado, um montante que foi concedido no âmbito das medidas para travar o impacto da pandemia de covid-19, confirmou à Lusa fonte oficial da cadeia sueca que tem uma loja em Braga, no centro comercial Nova Arcada, desde 2016.

“O valor, incluindo apenas salários, é de 474 milhões de euros”, indicou, em resposta à Lusa, fonte oficial da IKEA Portugal, explicando que a este montante acresce o referente à devolução da isenção de contribuições, perfazendo 500 milhões de euros.

Porém, este valor corresponde “apenas à componente de salários”, notou a mesma fonte, sem precisar se o montante total poderá ser superior.

Apesar de não avançar uma data para a devolução dos apoios, fonte da empresa sublinhou que as equipas de recursos humanos da IKEA Portugal e os técnicos da Segurança Social estão em contacto “para agilizar essa situação assim que possível”.

IKEA vai devolver ao Estado apoio do lay-off

Em 13 de junho, o Financial Times avançou que o grupo IKEA estava em negociações com os governos de nove países, incluindo Portugal, para a devolver os apoios concedidos no âmbito das medidas para mitigar o impacto da covid-19.

Citado pela mesma publicação, o responsável pelas operações de retalho do Ingka Group, principal retalhista da IKEA, Tolga Oncu, disse que o grupo iniciou conversações com a Bélgica, Croácia, República Checa, Irlanda, Portugal, Roménia, Sérvia, Espanha e Estados Unidos.

De acordo com o mesmo responsável, o grupo previa, inicialmente, uma quebra nas vendas entre 70% e 80% devido à pandemia de covid-19, mas a procura registada após a reabertura das lojas tem permitido mitigar o impacto, optando assim a cadeia sueca de mobiliário por devolver os montantes em causa.

Na mesma altura, fonte oficial da IKEA Portugal disse à Lusa que estava a ser estudada a melhor forma para proceder à devolução dos apoios.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 534 mil mortos e infetou mais de 11,47 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal morreram 1.620 pessoas das 44.129 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Ordem defende aumento da resposta com enfermeiros especialistas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Ordem dos Enfermeiros (OE) apelou hoje ao Ministério da Saúde para um aumento da resposta do sistema de vigilância epidemiológica, com recurso aos enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária e saúde pública, “atendendo ao seu perfil de competências”.

“Este reforço deve ser assente em recursos humanos científica e tecnicamente preparados, como são os cerca de 2.800 enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária/saúde Pública, até aqui pouco aproveitados no esforço coletivo realizado, e desvalorizados pela tutela”, escreve a OE, que, já a 05 de Março, manifestara a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades competentes de forma a garantir as respostas atempadas e adequadas à pandemia de covid-19.

De acordo com um comunicado da Ordem dos Enfermeiros, “esta necessidade é agora ainda mais premente face à situação que se vive na Área Metropolitana de Lisboa, bem como aos sucessivos surtos que têm vindo a ser detetados em diversos pontos do país na sequência do desconfinamento”.

Em Portugal existem 2.865 enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária e saúde pública, sendo que, destes, 804 exercem funções em diferentes entidades da Região de Lisboa e Vale do Tejo, “podendo ser afetos à resposta ora necessária”.

“Estes Enfermeiros são, no presente contexto, um recurso inegável no SNS, representando uma mais-valia na implementação e gestão das medidas de vigilância e controlo necessárias”, defende a OE na carta ao Ministério, reiterando a sua disponibilidade para colaborar ativamente na proteção dos interesses da população e da Saúde Pública.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 534 mil mortos e infetou mais de 11,47 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.620 pessoas das 44.129 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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