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Ministro justifica menos chumbos de alunos desfavorecidos com plano de sucesso escolar

Escolas

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Foto: DR / Arquivo

O ministro da Educação justificou hoje o aumento do sucesso escolar de alunos desfavorecidos com medidas do atual Governo, nomeadamente o reforço da ação social escolar e o apoio tutorial.

“Através do Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, do apoio tutorial específico e de um reforço significativo nas verbas ação social escolar, a escola pública tem conseguido combater insucesso escolar”, disse Tiago Brandão Rodrigues à margem da 3.ª Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais – INCoDe.2030.

O governante comentava questões de jornalistas sobre dados revelados na segunda-feira pelo Ministério da Educação que mostram que, em cinco alunos carenciados, só um não chumba até ao 9.º ano.

“Existe um certo determinismo económico. Mas o que diz este estudo é que, ao longo destes últimos quatro anos, conseguimos diminuir esse determinismo socioeconómico. Há cada vez mais alunos de meios desfavorecidos com percursos de sucesso, a conseguir completar o ensino obrigatório e o secundário”, destacou o ministro.

De acordo com os dados divulgados pela tutela, os alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário estão a chumbar menos ao longo do seu percurso escolar, com o sucesso a crescer para percentagens de 47% e 44%.

De acordo com um relatório que apresenta os resultados para os principais indicadores nas provas finais do ensino básico e exames nacionais do ensino secundário, há em ambos os casos, no ano letivo passado, um aumento dos percursos diretos de sucesso.

No 3.º ciclo o aumento dos percursos diretos de sucesso foi de dois pontos percentuais, dos 45% em 2017-2018 para os 47% em 2018-2019.

No ensino secundário o crescimento foi de 37% para os 44% no mesmo período.

No entanto, o contexto socioeconómico continua a determinar as hipóteses de sucesso, algo que se comprova no fosso entre alunos com e sem Apoio Social Escolar (ASE).

Entre os alunos do 3.º ciclo colocados no escalão máximo de ASE (escalão A) há 21% de percursos diretos de sucesso, mais de 30 pontos percentuais abaixo dos 56% sem apoios que conseguem um percurso sem retenções e com aprovação nas provas finais.

Já no ensino secundário a diferença é entre 29% de percursos diretos de sucesso entre alunos com ASE e 45% nos alunos sem ASE.

O peso do contexto socioeconómico dos alunos foi na segunda-feira sublinhado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, num encontro sobre a atualização de dados no portal InfoEscolas.

Nos percursos diretos de sucesso do 3.º ciclo os resultados são melhores em Coimbra e Braga e piores em Setúbal e Beja, sendo que neste último distrito este indicador piorou em 2018-2019 face ao ano letivo anterior.

Para afinar “estratégias específicas” de trabalho nas escolas face aos resultados de cada uma, João Costa disse que o Ministério da Educação está a trabalhar com o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) de análise de resultados nas provas de aferição do ensino básico e, especificamente, do uso que é feito dos relatórios de desempenho enviados às escolas, referindo que a “coincidência entre resultados no PISA e nas provas de aferição convocam a um trabalho especifico com as escolas”.

Ainda em conjunto com o IAVE o Ministério da Educação está a desenvolver uma avaliação qualitativa dos resultados dos alunos do ensino secundários nos últimos 10 anos nos exames nacionais, para perceber quais os itens que colocam maiores dificuldades aos alunos que, referiu o secretário de Estado da Educação, não são os que implicam memorização de conteúdos, mas sim os de raciocínio, interpretação e análise de dados.

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Infetado com covid-19 fez 100 anos num hospital do Porto. E deve ter alta em breve

Covid-19

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Foto: Divulgação / CHUSJ

Não se sabe muito sobre a vida particular deste utente, apenas que se chama Luciano e que completou o centésimo aniversário internado no serviço de doenças infeciosas do Hospital de São João, no Porto.

Hospitalizado desde o passado dia 24 de março com quadro de insuficiência respiratória associada ao novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, Luciano teve direito a celebrar o centenário com os colaboradores do Centro Hospitalar Universitário São João.

“Uma comemoração simbólica”, aponta o site do hospital, referindo que o aniversário de Luciano foi “cumprindo com todas as medidas de segurança exigidas” e houve “direito a bolo e um presente constituído por um desenho feito pelo filho de uma enfermeira, como se do seu avô se tratasse”.

Marlene Teixeira, enfermeira-chefe do serviço de doenças infeciosas, diz ser “um orgulho enorme fazer parte de uma equipa tão dedicada, que não deixa de prestar um serviço altamente qualificado e humanizado, mesmo perante a situação pandémica que vivemos”.

“O Sr. Luciano mostrou-se muito emocionado e grato com o gesto da equipa”, assegurou a responsável, deixando as melhores notícias para o fim: “De acordo com evolução clínica, e apesar de ser um utente de risco pela idade avançada, prevê-se que possa ter alta a curto prazo, melhorado, com o quadro clínico estabilizado e já centenário”.

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Quase 32 mil empresas portuguesas já recorreram ao ‘lay-off’

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Quase 32 mil empresas portuguesas já se candidataram ao ‘lay-off’ simplificado, mecanismo de salvaguarda dos postos de trabalho posto em prática para apoiar as empresas durante a pandemia de covid-19, segundo um balanço feito hoje pelo Governo.

O número de trabalhadores por conta de outrem declarado em fevereiro pelo conjunto das 31.914 empresas candidatas ao ‘lay-off’ corresponde a um universo de 552 mil trabalhadores, adiantou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), em comunicado enviado à agência Lusa.

A maioria das empresas candidatas ao apoio laboram nas áreas de alojamento e restauração, reparação de veículos e indústrias transformadoras, especifica-se no documento, que refere ainda que a maior parte dos pedidos surge de microempresas, com 10 ou menos trabalhadores (cerca de 74%), e de pequenas empresas, com menos de 50 trabalhadores (cerca de 20%).

Tendo em conta as zonas geográficas, a maioria dos pedidos surge em Lisboa e Porto, que, juntos, somam quase 14 mil, dividindo-se os restantes por Braga, Aveiro e Faro.

O mecanismo de ‘lay-off’ simplificado – adotado no contexto excecional da pandemia de covid-19, que já causou 266 mortos e infetou mais de dez mil pessoas em Portugal – apoia as empresas a troco de não fazerem despedimentos.

Em março, indicou o MTSSS, foram comunicados 59 processos de despedimento coletivo (face aos 36 declarados em fevereiro), abrangendo 843 trabalhadores.

No mesmo comunicado, o MTSSS comunica que os números oficiais de desemprego relativos a março serão conhecidos a 20 de abril, adiantando que “os dados preliminares apontam para um aumento marginal”, face aos dados de fevereiro, com mais “cerca de 28 mil pessoas desempregadas”, aumentando o número total para cerca de 321 mil pessoas desempregadas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 60 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

O país, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

O Governo declarou, no dia 17 de março, o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Ordem faz “apelo urgente” a enfermeiros disponíveis para que ajudem no combate

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A Ordem dos Enfermeiros (OE) fez hoje um “apelo urgente” a todos os profissionais com disponibilidade, para que ajudem no combate à pandemia da covid-19, nomeadamente aqueles que se encontram desempregados ou em situação de ‘lay off’.

Num email enviado aos enfermeiros, a que a agência Lusa teve acesso, a OE, em colaboração com as autoridades de saúde, apela também a todos os profissionais que “tenham experiência em cuidados intensivos que se encontrem em unidades de cuidados de saúde primários e que possam, temporariamente, em regime de mobilidade, reforçar as unidades de cuidados intensivos”.

É ainda feito um apelo a todos os enfermeiros que se “encontrem desempregados e que possam, de imediato, celebrar contrato de trabalho com instituição de saúde/social”.

A OE pede também aos enfermeiros que trabalham no setor privado ou social e que se encontrem em “situação de ‘lay off’” (programas de suspensão de contratos de trabalho), ou “cujas entidades se encontrem temporariamente encerradas por força da atual situação de emergência”, para que possam integrar uma bolsa, com vista ao reforço de unidades de saúde.

O email, assinado pelo vice-presidente do conselho diretivo da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, pede a estes profissionais para que acedam e façam a inscrição no site https://balcaounico.ordemenfermeiros.pt/ .

A Ordem lembra que os “enfermeiros, sendo os profissionais que se encontram na primeira linha de contacto com todos aqueles que procuram os serviços, são chamados a desempenhar um papel fundamental”.

“Face ao período de Emergência de Saúde Pública Internacional em que nos encontramos, atenta a propagação global do novo coronavírus e à ameaça que o mesmo já representa para a Saúde Pública nacional, compete à Ordem dos Enfermeiros e à totalidade dos seus membros, em articulação com as autoridades de saúde e as entidades competentes, colaborar na efetiva implementação das medidas de contenção consideradas adequadas”, refere o email.

A covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

Dos infetados, 1.075 estão internados, 251 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

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