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Viana do Castelo

Ministro diz que moradores “têm de sair” do prédio Coutinho em Viana do Castelo

“Aqui os abusados somos nós, os poderes públicos”

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O ministro do Ambiente afirmou hoje que os “abusados” no processo do prédio Coutinho são os poderes públicos e não os moradores, que “não podem estar ali” e sabem que têm de abandonar aquele edifício em Viana do Castelo.


Questionado se seria um abuso da Sociedade VianaPolis deixar os últimos nove residentes daquele prédio em Viana do Castelo sem gás, luz e água, Matos Fernandes respondeu: “Aqui os abusados somos nós, os poderes públicos, porque [os moradores] há 19 anos que sabem que têm de sair de lá”.

Começou a demolição do prédio Coutinho, com nove pessoas lá dentro

“As pessoas não podem estar ali, é um edifício público, que foi expropriado e que tem de começar a ser desconstruído”, disse Matos Fernandes, acrescentando que os moradores “estão a ocupar um espaço que não é deles”, estão a “incumprir” uma decisão judicial e “correm o risco de estar a cometer um crime”.

O ministro sublinhou que os moradores interpuseram um conjunto de ações em tribunal para tentarem impedir a demolição do edifício e “perderam-nas todas”.

Lembrou também que foram dados 90 dias para os moradores saírem, mas ainda há “seis famílias” que permanecem no prédio.

O prédio Coutinho é um edifício de 13 andares, situado no centro histórico de Viana do Castelo, cuja demolição está prevista há 19 anos, no âmbito do Programa Polis.

Advogado dos moradores do prédio Coutinho impedido de entrar no edifício

Como hoje disse Matos Fernandes, é tido como um “abcesso urbano, numa cidade tão bonita como Viana do Castelo”.

Para o lugar do prédio, está prevista a construção do novo mercado municipal de Viana do Castelo.

“Há 19 anos que estamos a faltar à palavra aos comerciantes do mercado municipal, que viram o seu mercado demolido e mandados para a periferia da cidade”, referiu o ministro do Ambiente.

Reiterou que as pessoas “têm de sair” do prédio Coutinho e o edifício tem de ser demolido, “em prol do interesse público”.

O ministro disse ainda que os moradores têm “casas à espera deles” no centro da cidade ou então as indemnizações fixadas pelo tribunal.

A sociedade VianaPolis iniciou cerca das 08:30 de hoje os trabalhos de desconstrução das frações desocupadas no prédio Coutinho, em Viana do Castelo, sendo que no interior do edifício permanecem nove moradores que se recusam a entregar seis habitações.

O ministro apelou para que as pessoas saiam, porque “vão mesmo ter de sair”.

Matos Fernandes falava esta manhã, em Viana do Castelo, à margem da cerimónia que assinalou a entrada em funcionamento do sistema de abastecimento em alta localizado em Barroselas.

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Viana do Castelo

Detido em Viana com cocaína e heroína para vender

Tráfico

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Foto: O MINHO / Arquivo

A GNR de Viana do Castelo informou hoje ter detido um homem de 50 anos por tráfico de droga no concelho, tendo apreendido cerca de 108 doses de cocaína e heroína.

Em comunicado hoje enviado às redações, o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo explicou que a detenção ocorreu na quinta-feira quando abordou o carro em que seguia o homem “que apresentou um comportamento suspeito, o que levou a que os militares apurassem que o mesmo possuía diverso material estupefaciente na sua posse”.

Foto: Divulgação / GNR

O detido, com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, foi constituído arguido e os factos remetidos para o Tribunal Judicial de Viana do Castelo.

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Viana do Castelo

Já é conhecido o cartaz da Romaria d’Agonia 2020

Autoria de Luís Carlos Araújo Lagadouro

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O distanciamento social imposto pela pandemia de covid-19 inspirou o autor do cartaz escolhido para ser a imagem da edição 2020 da Romaria d’Agonia, em Viana do Castelo, por retratar uma festa “sentida à distância, através das plataformas digitais”.

O fotógrafo Luís Lagadouro, de 31 anos, natural da freguesia de Outeiro venceu o concurso com um cartaz que junta tradição e tecnologia.

Cartaz da Romaria d’Agonia 2020. Foto: Luís Carlos Araújo

A imagem, hoje apresentada publicamente no teatro municipal Sá de Miranda, retrata uma mordoma, sentada numa cadeira, com a imagem da santa padroeira, a Senhora d’Agonia, colocada numa parede e, em frente para um computador. Sorrindo olha para o monitor, simulando a visualização de um dos números da romaria que este ano se cumprirá através das plataformas digitais.

“A ideia surgiu em conversa com amigos, brincando com a inundação de transmissões em direto nas redes sociais. Comentamos que as Festas d’Agonia 2020 seriam praticamente todas virtuais. Comecei a pensar que por ser virtual não teria de perder a alma e poderia passar uma imagem de esperança. E daí veio a ideia de estar a (vi)ver as festas em casa, mas igualmente trajado como se faz durante a festa, pois há sempre alguém que leva um lenço, uma camisa ou um colete vestido”, explicou.

A mordoma Teresa Viana, de 27 anos e residente em Vila Nova de Anha, também em Viana do Castelo, escolheu envergar um traje de domingar, que inclui um lenço com cem anos.

“Tenho de ter sempre presente no meu pensamento que, para além de um ano atípico, só tenho de sentir orgulho e alegria por me darem esta oportunidade. Queremos demonstrar a todos os vianenses e a todos aqueles que querem viver a romaria connosco que este ano também será possível. E que para o ano estaremos todos juntos e com mais paixão pelas nossas festas”, afirmou a jovem.

O cartaz da romaria voltou, este ano, a ser selecionado em concurso público, que decorreu entre 03 de março e 29 de maio, tendo recebido propostas de 16 candidatos, num total de 21 propostas.

Em 2019, segundo dados então avançados pela VianaFestas, contaram-se 83 propostas, maioritariamente de Viana do Castelo, mas também de Coimbra, Braga, Porto e Lisboa.

Romaria decorre de 19 a 23 de agosto

A edição 2020 da Romaria Nossa Senhora da Agonia vai decorrer entre os dias 19 e 23 de agosto.

“Será uma festa diferente, mas também por isso ainda mais emotiva, por ser vivida desta vez apenas à distância. As preocupações com a saúde pública, numa festa que envolve a concentração de tantas pessoas, não podia ser colocada em segundo plano, tendo em conta o momento que todos vivemos. Este ano vamos sentir a romaria, mas para o ano estaremos, todos, a vivê-la como sempre”, disse António Cruz, presidente da Comissão de Festas da Romaria d’Agonia.

Este ano, a capital do Alto Minho não vai festejar nas ruas, pela primeira vez em 248 anos, os números emblemáticos da Romaria d’Agonia devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Além do cartaz foi também apresentada a programação digital da festa, um momento que habitualmente se realizava num restaurante da cidade com mais de uma centena de pessoas e que este ano se realizou no teatro da cidade, com cerca de 50 pessoas, cumprindo as regras impostas pela pandemia de covid-19.

A programação será disponibilizada num sítio na Internet, num espaço designado “A festa de todos”, e através das redes sociais com os números principais da romaria, informação e memórias de uma romaria com cerca de dois séculos e meio de história.

A página criada disponibilizará conteúdos multimédia sobre momentos das festas, acessíveis para telemóveis por códigos de barras bidimensionais (QR Code) disponíveis na Exposição de Rua “Sentir as Festas d’Agonia”, em vários locais pela cidade de Viana do Castelo.

O dia 20 de agosto, dedicado a Nossa Senhora d’Agonia, padroeira dos homens do mar, será celebrado presencialmente, na igreja que lhe está dedicada no Campo d’Agonia, mas com limitações determinadas pelas autoridades de saúde e pela Confederação Episcopal Portuguesa relativamente às celebrações litúrgicas.

Haverá ainda outros momentos celebrados presencialmente, como exposições, a apresentação da revista “A falar de Viana, entre outros.

“Vamos dar o exemplo, quer ao Estado, quer à sociedade civil”

Para o presidente da câmara, José Maria Costa, esta foi a forma que Viana do Castelo encontrou para que as festas “não sejam um motivo de preocupação ou que quem a organiza fique com peso na consciência por não serem cumpridas as regras que todos são exigidas”.

“Perante os devaneios a que temos assistido em algumas zonas do país, vamos dar o exemplo, quer ao Estado quer à sociedade civil, que fazemos a festa de forma diferente. Será uma lição de que em Viana do Castelo a romaria assume-se de corpo inteiro, mesmo em ano de pandemia”, sustentou.

O autarca socialista admitiu que o formato eminentemente digital que a romaria assume este ano “vai afetar a vida económica do nosso concelho” , mas também um “desafio à reflexão que dará mais sentido às raízes e à essência de uma festa que convoca todos para um encontro de partilha”.

Anteriormente à Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, estimou que o cancelamento, no formato habitual, da edição 2020 representará uma “perda direta de receita de 10 milhões de euros, sobretudo nos setores do comércio, restauração e hotelaria.

(notícia atualizada às 20h49)

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Viana do Castelo

Trabalhadores da Auto Viação Cura, em Viana, exigem pagamento de salários

Empresa refuta acusações

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Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores da Auto Viação Cura, de Viana do Castelo, exigiram hoje o pagamento integral dos salários de março, maio e junho e estão dispostos a concentrarem-se à porta da empresa até receberem uma garantia da administração.

“A empresa pagou metade do salário de março. A partir de abril entrou em ‘lay-off’ e pagou a todos os trabalhadores. Em maio, continuou em ‘lay-off’ mas metade dos trabalhadores não receberam nem os 70% assegurados pela Segurança Social, nem o restante pago pela empresa. Sabemos que a empresa já recebeu a comparticipação da Segurança Social relativa ao mês de junho, mas ainda não pagou a nada a nenhum trabalhador”, explicou hoje à agência Lusa o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), José Manuel Silva.

O dirigente sindical avançou que “os trabalhadores vão reunir-se em plenário, na segunda-feira e que, na terça-feira, irão concentrar-se em frente aos escritórios da empresa para exigir uma garantia de pagamento dos ordenados”.

José Manuel Silva adiantou que “hoje foi enviado um ofício para à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a denunciar a situação”.

“Os trabalhadores estão dispostos a ficar em frente à empresa e não vão arredar pé até terem garantia de que vão receber os salários. Se a empresa alegar que não tem dinheiro, que é o costume, pelo menos que pague aos trabalhadores a parte que já recebeu da Segurança Social”, defendeu José Manuel Silva.

Segundo o coordenador do STRUN, “a empresa emprega cerca de 30 trabalhadores, sendo que apenas entre cinco a seis trabalhadores não estão em regime de ?lay-off’.

Contactado pela Lusa, o porta-voz daquela empresa de transporte público, Rui Matos, explicou que “os meses de março, abril e maio estão totalmente liquidados”.

Arresto “insólito” põe em risco continuidade de transportadora em Viana

O responsável admitiu “que o mês de junho está por liquidar, que a empresa já recebeu os 70% de comparticipação da Segurança Social, mas que tem um acordo com a comissão de trabalhadores para que os salários possam ser pagos até ao dia 15 do mês seguinte, o que faz ainda mais sentido nesta fase de pandemia de covid-19 que estamos a viver e ,em que não temos trabalho”.

Os salários não são só a comparticipação da Segurança Social. Não percebo tanto barulho, nem sabia deste plenário porque há um acordo com a comissão de trabalhadores que os salários podem ser pagos até ao dia 15 do mês a seguir. Hoje ainda é dia 10 e, de facto, o que está em atraso é o mês de junho”, especificou Rui Matos.

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