Ministro diz que habitação não deve ser arma de arremesso político

Foto: Lusa

O ministro Miguel Pinto Luz defendeu hoje que a habitação “não deve ser arma de arremesso do jogo político” e agradeceu aos partidos terem aceitado dialogar com o Governo.

“Não tenho dúvidas que se há matéria que une este hemiciclo é o sentimento de urgência para com a crise na Habitação. Mais do que apontar culpados, do que fazer o habitual jogo de passa culpas, o Governo está concentrado em desenvolver soluções”, defendeu Pinto Luz, na abertura do debate setorial com o ministro das Infraestruturas e Habitação.

O ministro acrescentou que, “se há matéria que pela sua urgência não deve ser arma de arremesso do jogo político, é sem sombra de dúvida a Habitação”.

“É justo agradecer-vos por terem aceitado este repto e pelo sentido de responsabilidade que todos, sem exceção, trouxeram para estes encontros. Para esta dialética saudável que honra a democracia e nos eleva a todos enquanto agentes políticos”, disse, referindo-se às reuniões com as bancadas da oposição, que decorreram no parlamento na quinta-feira.

Na sua intervenção, o ministro destacou não só o pacote de medidas apresentado na semana passada pelo Governo para a habitação, como as decisões anunciadas na terça-feira quanto ao futuro aeroporto de Lisboa, que se vai localizar no Campo de Tiro de Alcochete e chamar-se Luís de Camões.

Miguel Pinto Luz recordou o processo de criação de uma comissão técnica independente, em conjunto com o anterior Governo.

“Cumpriu-se o tempo dos técnicos e chegámos ao tempo dos políticos. Ao tempo das decisões. E a decisão tão adiada foi tomada. Mais de 50 anos passaram, mais de 15 localizações foram estudadas, e agora finalmente sabemos que o novo Aeroporto de Lisboa tem lugar e tem nome”, afirmou, dizendo que esta “epopeia se arrastava há tempo demais e condicionava a evolução” do país.

Na sua intervenção inicial, Pinto Luz deu uma resposta indireta a dúvidas que têm sido colocadas pelo secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, sobre o aumento do número de voos no atual aeroporto Humberto Delgado.

“O Aeroporto Humberto Delgado há muito que não dá a necessária resposta. Ocupando permanentemente os piores lugares nos ‘rankings’ de serviço. É preciso intervir, é preciso aumentar o número de movimentos possíveis, é preciso que, mesmo sabendo que de forma temporária – de forma temporária – o Aeroporto Humberto Delgado sirva condignamente Lisboa e Portugal”, afirmou.

“Por isso também aqui serão feitas intervenções. Se modernizará e se aumentará a capacidade deste nosso velhinho e agora provisório aeroporto”, assegurou.

Na abertura do debate, Pinto Luz salientou que o Governo está em funções há pouco mais de um mês, mas já tomou decisões “que implicam para uma vida inteira”.

 
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