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Ministro da Economia destaca papel da Concertação Social na fixação de quadros no país

Economia

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Foto: Divulgação

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, destacou hoje a importância que a Concertação Social vai ter nos próximos anos para que, “em articulação com as empresas”, o Governo consiga garantir a fixação de recursos humanos no país.

“Aquilo que desejamos todos é que Portugal seja capaz de se afirmar como país que, ao mesmo tempo que cresce como uma sociedade assente no investimento, no conhecimento e na inovação, não deixa ninguém para trás. Precisamos de criar condições para aproveitar o melhor que temos neste país – as pessoas, os nossos recursos humanos – e para as fixar em Portugal, temos que oferecer a todos os portugueses a certeza de que neste país têm a possibilidade de ter um trabalho condigno e com rendimentos que permitam viver uma vida à altura das aspirações de um qualquer europeu”, afirmou Siza Vieira à margem do congresso da International Textile Manufacturers Federation (ITMF)”, que decorre até terça-feira no Porto.

Instado a comentar declarações do presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal em entrevista ao Negócios e à Antena 1, em que António Saraiva diz esperar que Siza Vieira ganhe mais protagonismo na Concertação Social, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital indigitado destacou que esta capacidade de fixação de quadros no país terá de ser feita “com uma afirmação muito grande de políticas públicas em benefício do crescimento do rendimento e da melhoria das condições de trabalho”.

Contudo, salientou, “é um trabalho que também tem que ser feito em articulação com as empresas, porque sem o investimento empresarial e a melhoria dos processos de produção” não é possível “criar as condições” necessárias.

“E isso tem que ser feito na Concertação Social, tem que ser feito em conjunto com os empresários e tem que ser feito também em conjunto muito claramente com os sindicatos. Portanto, julgo que a Concertação Social vai ser importante nos próximos anos”, concluiu.

Destacando a importância da realização em Portugal do maior congresso mundial da indústria têxtil e vestuário, 50 anos depois de o país ter pela primeira vez acolhido o evento, Pedro Siza Vieira considerou que o setor “está com grande força na vanguarda da transformação digital, trabalhando em conjunto com as universidades e com os centros tecnológicos para se colocar na frente do desenvolvimento tecnológico e da inovação”.

Contudo, alertou, “o impacto da transformação digital” e das “questões da sustentabilidade” vai obrigar a “investimentos significativos e exigentes” por parte das empresas na alteração de equipamentos e de modelos de negócio e de produção e “só aqueles que investirem nesta altura vão estar à altura dos desafios do futuro”.

“Cada vez mais os consumidores vão exigir que os produtos que compram sejam amigos do ambiente e apoiem a sustentabilidade do nosso desenvolvimento. Para isso, vai ser necessário investir e para investir é preciso haver recursos financeiros”, sustentou, assegurando que “há recursos ao abrigo dos programas que o Governo está a pôr em prática, seja na execução dos fundos de investimento europeus, seja através de recursos nacionais a canalizar para o apoio ao investimento”.

“Vamos ver o que é que reserva o programa do futuro Governo”, disse, quando questionado sobre os apoios específicos previstos, acrescentando que, “num ambiente de taxas de juro historicamente baixas, [este] é o momento para as empresas aproveitarem para investir”.

Mais de 360 delegados de cerca de 30 países debatem desde o passado domingo até terça-feira, no Porto, o impacto da digitalização e da sustentabilidade na indústria têxtil, na edição de 2019 do maior congresso do setor do mundo.

Em declarações à agência Lusa, o diretor-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), anfitriã do evento, destacou que este será, “provavelmente, o maior congresso de sempre da International Textile Manufacturers Federation (ITMF)”.

O programa de trabalhos do congresso prolonga-se por três dias, incluindo no seu programa social a passagem pelas cidades de Famalicão, Matosinhos e Guimarães, destacadas como “polos relevantes e diversificados da indústria têxtil e vestuário nacional”.

Com sede em Zurique, na Suíça, a ITMF realiza as suas reuniões magnas desde 1904, tendo o Porto já recebido a “ITMF Convention” em 1969 e em 1993.

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País

Cristas despede-se em 13 minutos no congresso do CDS e prefere que seja o tempo a julgá-la

Congresso CDS-PP

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Foto: Divulgação / CDS

Assunção Cristas usou este sábado 13 minutos para fazer o discurso de despedida da presidência do CDS, em que admitiu ter falhado, mas não partilhou qual a sua análise pessoal para “dissecar” os erros da sua liderança.

“O tempo encarregar-se-á dessa análise detalhada”, afirmou Assunção Cristas, aplaudida no início e no fim da intervenção, na abertura do 28.º congresso nacional do partido, no Parque de Feiras e Exposições de Aveiro.

“Cumpri o caminho traçado e a estratégia proposta, mas cumpre-me hoje reconhecer uma evidência: falhei o resultado”, afirmou.

Assunção Cristas ouviu o que foi dito desde as legislativas de outubro e que “uns dirão que a estratégia estava errada, outros que se cometeram erros táticos ou de comunicação ou que falhámos na avaliação das circunstâncias”.

“Ouvi muitas análises e, naturalmente, tenho a minha própria. Não julgo útil, nem este seria este o momento apropriado para dissecar os erros desse roteiro. O tempo encarregar-se-á dessa análise detalhada”, disse.

Logo após o discurso, Cristas deixou o pavilhão, minutos antes de os congressistas começarem a discutir as moções de estratégia global.

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País

Líder parlamentar espera que Congresso do CDS/PP “não sirva para dizer mal uns dos outros”

Congresso decorre durante este fim de semana

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Foto: Divulgação / CDS

A líder parlamentar do CDS-PP, Cecília Meireles, afirmou esperar que o 28.º Congresso centrista, que se inicia hoje em Aveiro, seja “vivo e animado” mas “não sirva para dizer mal uns dos outros”.

“Espero que este congresso decorra num debate vivo de ideias e de propostas que não tem de ser um debate em que nós estamos a dizer mal uns dos outros. Tem de ser um debate onbde nós debatemos projetos e ideias”, afirmou.

À chegada ao Parque de Exposições de Aveiro, onde hoje começa o 28.º Congresso do CDS-PP, a vice-presidente dos centristas reconheceu que o partido vive “um momento muito difícil”, mas tem expectativa que após o congresso o CDS “vá à luta e que se saiba concentrar no país”.

“Aquilo que vimos na campanha faz-me temer que tenhamos aqui uma sucessão de casos e de discursos que acho que nos ficam mal a todos. Espero que saiamos daqui amanhã com esperança e com orgulho do trabalho que fizemos neste dia e não tristes pelo que mostrámos ao país”, afirmou à Lusa Cecília Meireles.

Cecília Meireles reiterou ainda que apoia a candidatura do deputado João Almeida à liderança do partido.

“Não fiz nenhum mistério à volta de quem apoiava. Disse desde o início que ia votar no João Almeida. Estive praticamente ausente da campanha. Achei que o fundamental nesta altura era concentrar-me na representação externa do partido”, afirmou.

Cinco candidatos disputam hoje a liderança do CDS-PP: Abel Matos Santos, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), o deputado e porta-voz João Almeida, o antigo parlamentar Filipe Lobo d´Ávila, do grupo “Juntos pelo Futuro”, o ex-presidente da concelhia de Viana do Castelo, Carlos Meira, e o líder da Juventude Popular (JP), Francisco Rodrigues dos Santos.

O programa do Congresso, no qual são esperados cerca de 1400 delegados, começa hoje com o discurso de despedida de Assunção Cristas, a ex-ministra da Agricultura que sucedeu a Paulo Portas como presidente, em 2016, e que anunciou a sua saída na noite das legislativas de outubro de 2019, quando o CDS perdeu 13 deputados, e ficou reduzido a cinco, com 4,2% dos votos.

Um dos momentos decisivos do Congresso é a votação das moções dado que é uma espécie de primeira volta para escolher o líder. E quem vencer, por norma, apresenta uma lista candidata à comissão política nacional e demais órgãos do partido.

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Exportações portuguesas para Londres abrandam 0,2%

Economia

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Foto: DR / Arquivo

As exportações de bens portugueses para o Reino Unido abrandaram 0,2% até novembro, face a igual período de 2018, para 3.383 milhões de euros, enquanto as importações subiram 13,2% para 1.972 milhões de euros.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), até novembro do ano passado, o saldo da balança comercial era positivo para Portugal em 1.411 milhões de euros.

O Reino Unido é o quarto cliente de Portugal e o seu oitavo fornecedor.

A saída do Reino Unido da UE está prevista para 31 de janeiro, às 23:00 (locais e GMT) da UE, iniciando-se então um período de transição até 31 de dezembro de 2020, durante o qual os britânicos continuarão a aplicar e a beneficiar das regras europeias, mas sem estarem representados nas instituições europeias nem o direito de intervir nas suas decisões.

Portugal é o 31.º cliente do Reino Unido e seu 27.º fornecedor, de acordo com dados do ITC – International Trade Centre.

Em 2018, havia 3.033 empresas portuguesas a exportar para o Reino Unido, mais 129 (2.904) do que em 2017, seguindo a tendência dos últimos anos.

Em 2014, o número de operadores económicos a exportar para o Reino Unido ascendia a 2.618.

Entre 2014 e 2018, as exportações de bens portugueses para Londres aumentaram 5,8% para 3.668 milhões de euros e as importações subiram 1,1% para 1.892 milhões de euros.

Entre o grupo de produtos mais importados estão as máquinas e aparelhos (peso de 19,8% em 2018), veículos e outro material de transporte (18,8%), metais comuns (8,3%) e vestuário (7,1%).

Do lado das importações, as máquinas e aparelhos ocupam o primeiro lugar (peso de 24,5% em 2018), seguidas dos químicos (22,6%), dos veículos e outro material de transporte (11,7%) e metais comuns (10,9%).

As exportações de serviços registaram um aumento de 7,6% até outubro último, face a igual período de 2018, para 4.906 milhões de euros, e as importações cresceram 26,8% para 1.758 milhões de euros, o que corresponde a um saldo da balança comercial positivo de 3.147 milhões de euros para Lisboa.

No total, as exportações de bens e serviços portugueses para Londres até outubro subiram 5% para 8.020 milhões de euros e as importações avançaram 20,7% para 3.586 milhões de euros, o que corresponde a um saldo da balança comercial positivo para Portugal em 4.434 milhões de euros.

Relativamente às receitas de turismo do Reino Unido em Portugal até outubro, de acordo com dados do Banco de Portugal, estas subiram 7,8% para 2.931 milhões de euros.

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