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Ministro da Defesa garante solução ainda hoje para dívida do sistema de ação social dos militares

Exército

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Foto Governo de Portugal

O ministro da Defesa Nacional garantiu para “hoje ou amanhã [terça-feira]” ainda um anúncio conjunto com o Ministério das Finanças sobre regularização da dívida do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), que ascende a cerca de 90 milhões de euros.

A rádio TSF noticiou hoje um alerta da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) para a situação “insustentável” do IASFA, que não procede aos pagamentos em falta há ano e meio, sobretudo a operadores privados de saúde, devendo hoje mesmo ser suspensa a convenção que permite os tratamentos de militares nas unidades de saúde Lusíadas, por exemplo.

“Trata-se de uma matéria que não é de hoje. Tem uns 15 anos, à vontade. Temos vindo a trabalhar intensamente com o Ministério das Finanças. Creio que ainda durante o dia de hoje ou de amanhã, o mais tardar, teremos oportunidade de fazer um anúncio sobre uma posição conjunta dos ministérios com vista a atenuar as dívidas acumuladas ao longo destes anos, fruto de um sistema mal desenhado e, convenhamos, de uma gestão que não tem sido a melhor no IASFA”, disse João Gomes Cravinho.

O responsável pela tutela respondia a perguntas de jornalistas à margem do seminário “Promoção da Igualdade de Género na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), no Instituto Universitário Militar, em Lisboa, mas recusou adiantar pormenores sobre a iniciativa ministerial conjunta, além de que se vai tratar de “abatimento da dívida e, sobretudo, planeamento do que se espera para os próximos anos”, prevendo-se a normalização da situação do IASFA, “em quantidades suficientes”.

“O mais importante é assegurar à família militar que esses esforços estão a fazer o seu caminho e que não se devem preocupar em relação à possibilidade de continuarem a aceder aos tratamentos de que tenham necessidade”, afirmou ainda.

Ainda segundo a TSF, a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) avisou que os militares estão “zangados” com a questão, temendo que mais unidades de saúde privadas possam vir a suspender os acordos que mantêm com o IASFA para atendimento de elementos das FA em virtude da falta de cumprimento das dívidas.

No passado dia 27 de setembro, o Grupo Lusíadas Saúde já tinha tomado a decisão de suspender as convenções com o Instituto de Ação Social das Forças Armadas, devido a uma dívida de cerca de 7,8 milhões de euros, de acordo com um documento a que a Lusa teve então acesso.

No documento diz-se que o Conselho de Administração vai suspender as atuais convenções no regime concessionado do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA) e que só aplica o atual acordo a beneficiários com consultas, exames e cirurgias até 21 de outubro.

O Grupo falava de “incumprimento reiterado” dos pagamentos e diz que nos últimos meses tentou junto do Instituto que houvesse um plano de regularização da dívida.

Apesar da abertura para resolver o problema, o IASFA não chegou a fazer qualquer proposta, “alegadamente devido à inexistência das condições e autorizações necessárias por parte das tutelas”, segundo o documento a que a Lusa teve acesso.

A manutenção da atual situação, com as dividas a acumularem-se diariamente, é “absolutamente insustentável para a Lusíadas Saúde”, refere também o documento.

Apesar de dizer que se mantém disponível para uma solução, o Grupo afiança que a partir de dia 21 de outubro as consultas, exames ou cirurgias fazem-se mediante o pagamento dos preços previstos no regime livre.

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Covid-19: Mais 14 mortos, 285 casos confirmados e 526 recuperados

Direção-Geral da Saúde

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Foto: DR

Portugal regista hoje 1.356 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que na terça-feira, e 31.292 infetados, mais 285, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. Há 18.349 recuperados, mais 526.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.342 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (31.292), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 285 casos do que na terça-feira (31.007), representando uma subida de 0,9%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (755), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (335), do Centro (235), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

(em atualização)

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Desconfinamento: Portugueses com receio de comer fora, fazer ginásio e andar de transportes

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Os portugueses vivem a época de desconfinamento com receio. A maioria declara temer voltar a frequentar cafés, restaurantes e bares, de usar os transportes públicos e aponta um timing entre um e dois meses para voltar à normalidade. Estas são conclusões de um estudo conjunto da Multidados – The Research Agency e da Guess What.

Regresso a restaurantes só daqui a um mês

Os portugueses admitem receio ao voltar a atividades normais antes da pandemia. Numa escala de 0 (pouco receio) a 10 (muito receio), os portugueses atribuem um valor de 7 à ida a bares e discotecas e 6 à ida a restaurantes e bares. Em termos temporais, a intenção da maioria dos portugueses é de regressar a restaurantes e cafés apenas daqui a um mês. Antes, metade dos portugueses almoçava ou jantava em restaurantes pelo menos uma vez por semana e cerca de 60% frequentava cafés mais de uma vez por semana. A frequência em bares e discotecas era também grande, sobretudo ao fim de semana, quando 32% dos portugueses frequentavam esses espaços.

Ginásios: inscrições canceladas e regresso com receio

Mais de 60% dos inquiridos frequentava o ginásio mais de uma vez por semana, mas, nesta fase, o receio de regressar é grande (8 em 10). Os que admitem regressar referem que vão frequentar estes espaços menos vezes do que antes, apontando o retorno para daqui a dois meses. 90% dos portugueses que utilizam ginásios garantem que vão ter maior cuidado na seleção do seu ginásio.

Transporte próprio vai ser mais utilizado

26% dos portugueses utilizavam o automóvel para as suas deslocações, número que deve estar prestes a subir, uma vez que o uso de autocarro, metro ou comboio causa receio e a intenção de um uso menor. A maioria dos inquiridos admite só voltar a usar um transporte público daqui a mais de dois meses.

83% dos portugueses iam arrendar casa de férias em 2020

Nos últimos 12 meses, 49% dos portugueses arrendaram casa de férias em Portugal uma vez e 48% entre duas e três vezes. Para 2020, a intenção de mais de 80% era de arrendar novamente casa, sendo que, daqueles que tinham formalizado essa intenção, 60% cancelaram a sua reserva.

Receio moderado no convívio com amigos

Na hora de regressar ao convívio com amigos e família, os portugueses mostram ter receio, mas moderado. De 1 a 10, o receio de estar com amigos é de 5 e um pouco mais baixo quando se trata de estar com a família. Um dado é certo: 60% dos inquiridos vai diminuir o número de pessoas reunidas em convívio.

O estudo foi realizado por via dos métodos CATI (Telefónico) E CAWI (online) a uma base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com. Foram recolhidas e validadas 1.000 respostas entre os dias 20 e 23 de maio.

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Investigadores identificam vírus que está a afetar mortalmente esquilos em Portugal

Segundo investigação da Universidade do Porto

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Foto: DR / Arquivo

Uma equipa multidisciplinar liderada por investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), da Universidade do Porto, identificou um vírus que está a infetar e “afetar mortalmente” esquilos em Portugal, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o CIBIO-InBIO avança hoje que o estudo, publicado na revista Transboundary and Emerging Diseases, identificou, pela primeira vez, um “adenovírus” que está a afetar a população de esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) e que é “diferente do existente na Europa”.

O instituto explica que o esquilo-vermelho se extinguiu em Portugal no século XVI devido à destruição e fragmentação dos ‘habitats’ florestais, mas que, desde a década de 1980, se têm vindo a expandir novamente, “tanto por processos naturais como através de projetos de reintrodução”.

Apesar desta ser uma boa notícia, a população de esquilos está sob uma “forte ameaça”, assegura o CIBIO-InBIO, acrescentando que em diversos países europeus, como Itália, Alemanha e no Reino Unido, a população tem “sofrido mortalidades significativas devido à presença de um adenovírus que provoca infeções respiratórias e gastrointestinais”.

Nesse sentido, a equipa de investigadores isolou e sequenciou um adenovírus num esquilo-vermelho morto com sinais clínicos e quadro lesional, descritos por veterinários da Vetnatura e da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, como “sendo sugestivos de infeção por este vírus”.

Citado no comunicado, João Corte-Real, o primeiro autor do estudo, refere que a sequenciação do vírus demonstrou que este é “muito diferente do detetado noutros países europeus”, sendo “praticamente idêntico” ao identificado nas populações de esquilo-vermelho da Coreia do Sul.

Por sua vez, Pedro Esteves e Joana Abrantes, autores seniores do estudo e investigadores do grupo Imunidade e Doenças Emergentes do CIBIO-InBIO, defendem que os resultados evidenciam a existência de “duas linhagens do vírus muito divergentes a circular” nas populações de esquilo-vermelho na Europa, questionando como terá esta linhagem “tão diferente” chegado a Portugal.

Também Pedro Beja, autor do artigo, considera que os resultados reforçam a “importância de monitorizar a presença deste e doutros vírus” nas populações de esquilo-vermelho em Portugal, de forma a que os programas de reintrodução da espécie tenham “sucesso”.

“Este trabalho vem demonstrar a importância da caracterização de vírus em circulação na natureza uma vez que este conhecimento é fundamental para identificar possíveis ameaças para os animais selvagens e domésticos, mas também para o homem”, defende o instituto da Universidade do Porto.

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