Ministra do Ambiente visita Parque Nacional um mês após Serra do Gerês ter sido salva do fogo

Grande incêndio do único parque nacional português ficou pela Serra Amarela
Ministra do ambiente visita parque nacional um mês após serra do gerês ter sido salva do fogo
Um helicóptero Kamov na linha que separa as Serras Amarela e do Gerês. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, visitará esta sexta-feira a área mais afetada do Parque Nacional da Peneda-Gerês, no dia em que se completa exatamente um mês, de ter sido salva das chamas a Serra do Gerês e as suas matas, em que o grande fogo do único parque nacional português ficou pela Serra Amarela e não passou para a Serra do Gerês.

As Matas de Palheiros e de Albergaria foram salvas, in extremis, por Bombeiros, Sapadores Florestais, GNR e Corpo Nacional de Agentes Florestais, centrando a ação na freguesia de Brufe, em Terras de Bouro, onde a extensa frente de dez quilómetros de fogo, oriunda da Serra Amarela, foi travada, poupando-se vidas humanas e animais, além de bens agrícolas, evitando-se que passasse para a Serra do Gerês, poupando as zonas altas de Vilarinho das Furnas e as Matas de Palheiros e de Albergaria.

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Posto de Vigia de Calvos, no Gerês, teve um papel estratégico. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O dia 01 de agosto de 2025 ficou assim na história, não só a do Parque Nacional da Peneda-Gerês, como para a das populações de várias aldeias de Brufe e de outras freguesias do concelho de Terras de Bouro, o caso do Campo do Gerês, já que o incêndio, não passou da altitude alto da antiga aldeia de Vilarinho das Furnas, impedindo a destruição da Mata do Cabril e das Antenas de Telecomunicações da Louriça, onde o incêndio não chegou, acabando por ser consumida pouca área já em Terras de Bouro.

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Os Bombeiros controlando a progressão das chamas no Gerês. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Longe dos holofotes televisivos, numa iniciativa operacional até hoje praticamente desconhecida, comandava a linha da frente o próprio comandante da Subregião do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o major Manuel Moreira, e o comandante das operações de socorro, globalmente, por estar na origem do grande incêndio de Ponte da Barca foi o comandante Elísio Lázaro de Oliveira, oriundo já do Comando Regional de Lisboa e do Vale do Tejo, da ANEPC.

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Chegada a Vilarinho das Furnas dos operacionais do ICNF. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Ao todo, cerca de uma centena de homens e mulheres estiveram no local, incluindo elementos do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para além dos que estão baseados no Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro, acima da Vila do Gerês, em Terras de Bouro, fizeram toda a diferença, dada a conjugação de esforços, com as diversas Corporações de Bombeiros da Subregião do Cávado, à cabeça das quais os Bombeiros de Terras de Bouro, com o seu comandante, José Amaro.

Enquanto os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, apoiados por outras Corporações de Bombeiros do Cávado, protegiam as populações, do perigo iminente do fogo chegar principalmente até dentro das aldeias de Cutelo, Vergaço, Cortinhas, Levada, Cabenco e Figueiredo, com o Posto de Comando em Brufe, elementos do ICNF posicionaram-se acima da zona de Vilarinho das Furnas, fazendo outra linha de corte, impedindo a progressão do fogo à zona da Louriça, mantendo-se ali no fim de semana.

As operações protegeram principalmente as aldeias da freguesia de Brufe, onde vivem várias famílias, com muitas vacarias e outras explorações pecuárias, mas ainda os ecossistemas geresianos, entrando a partir da Barragem de Vilarinho das Furnas uma segunda frente de prevenção ativa, com os operacionais do ICNF a subirem sucessivamente pelo Peito de Gemessura, Chã de Cima, Corguinha Má, Musguenda e Furnas, estancando in extremis o fogo, na charneira das Serras Amarela e do Gerês.

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A presença constante da GNR na aldeia da Ermida, em Ponte da Barca. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O trabalho, conjugado com militares da Unidade de Emergência, Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, baseados em Arcos de Valdevez, impediu a chegada das chamas até às matas contíguas de Palheiros e de Albergaria (Terras de Bouro), bem como da Mata de Cabril (Ponte da Barca), que são das zonas mais protegidas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), incluindo as áreas de proteção total, onde os habitats corriam já seriamente o risco de serem arrasados, como sucedeu em Ponte da Barca.

Um fator importante foi também o das brigadas do Corpo Nacional de Agentes Florestais (CNAF) do ICNF, bem como toda a monitorização, em tempo real, que nessa mesma tarde de uma sexta-feira, faz hoje precisamente um mês, era realizado pelo Posto de Vigia de Calvos, numa zona da Área de Proteção Total (APT) da Mata de Palheiros, de onde o vigia, Nuno Machado, com uma vista privilegiada, para o Vale e para a Albufeira do Rio Homem, ia controlando a tendência de progressão do fogo.

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O incêndio da Serra Amarela foi travado já na Serra do Gerês. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A proteção das pessoas, das aldeias e dos habitats foi sempre a principal preocupação das autoridades de socorro salvamento, em colaboração com a Guarda Nacional Republicana, uma situação hoje a constatar pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, com o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, o anterior edil de Arcos de Valdevez.

 
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