Ministra do Ambiente elogia salvação das matas de Albergaria, Palheiros e Cabril

Maria da Graça Carvalho confirma que a prioridade é para as obras urgentes
Ministra do ambiente elogia salvação das matas de albergaria, palheiros e cabril
Foto: Sara Matos/MAEN

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, elogiou a salvação das “Relíquias” (Matas) do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), na zona de proteção das Matas de Albergaria, de Palheiros e de Cabril, nos grandes fogos florestais.

Em balanço da visita ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, esta sexta-feira, que decorreu em Ponte da Barca e Terras de Bouro, Maria da Graça Carvalho disse que “conseguiram proteger completamente todas as áreas de proteção total do parque nacional”.

A eventual chegada do fogo às matas geresianas, consideradas “Relíquias”, pela ministra do Ambiente, que são reserva mundial de biosfera da Unesco, poderiam comprometer o estatuto de parque nacional da Peneda-Gerês, pelas instâncias internacionais.

A ministra do Ambiente e Energia destacou o trabalho dos profissionais do ICNF, que com os Bombeiros da Região do Cávado, travaram o fogo de Ponte da Barca em Vilarinho das Furnas, impedindo chegar ao “coração” do parque, a Mata de Albergaria.

Referindo-se à operação histórica, de 1 de agosto de 2025, faz esta sexta-feira precisamente um mês, Maria da Graça Carvalho, salientou que “só assim se protegeram as espécies e a biodiversidades únicas, em climas mediterrânico, atlântico e continental”.

Nessa data, dezenas de Sapadores Florestais, agentes do Corpo Nacional de Agentes Florestais (CNAF) e de Vigilantes da Natureza, todos do ICNF, tiveram um papel decisivo a impedir a progressão do fogo da Serra Amarela para a Serra do Gerês.

A par dos profissionais do ICNF, as Corporações de Bombeiros do Comando Subregional do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) travaram o fogo florestal nas aldeias de Terras de Bouro, segundo afirmou a ministra.

Os habitantes das aldeias de Cutelo, Vergaço, Cortinhas, Levada, Cabenco e Figueiredo, em Terras de Bouro, foram poupadas, com Posto de Comando em Brufe, Terras de Bouro, evitando a progressão das chamas da Serra Amarela para a Serra do Gerês.

Elementos do ICNF posicionaram-se acima de Vilarinho das Furnas, fazendo também linhas de corte, impedindo a progressão do fogo florestal às Antenas da Louriça, Peito de Gemessura, Chã de Cima, Corguinha Má, Musguenda e Vilarinho das Furnas.

No final da visita ao PNPG, Maria da Graça Carvalho revelou que no incêndio de Ponte da Barca (distrito de Viana do Castelo), mas travado já em Terras de Bouro (distrito de Braga), arderam mais de cinco mil hectares no único parque nacional português.

“A nossa orientação política e a que já transmitimos ao ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas] é ter mais gente no local”, explicou a ministra do Ambiente e Energia, sobre como evitar mais incêndios e em especial grandes incêndios.

O secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, anterior presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, também participou nesta visita, assim como o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado.

A explicar o desenrolar dos trabalhos esteve entre outros responsáveis, a diretora regional do Norte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestais (ICNF), Sandra Vinhais Sarmento, dando conta à ministra de todas as prioridades já em execução.

Prioridade para as obras urgentes

“Neste contrato programa estamos já a fazer a listagem de todas as obras urgentes, muitas delas já estão até em execução, não esperaram pelo contrato programa, essa foi a nossa indicação para a APA e para o ICNF, conjunto de obras urgentes, como a retenção dos solos, evitar a contaminação das águas, retirar o material ardido, evitar que haja derrocadas”, afirmou a ministra.

Maria da Graça Carvalho anunciou que “numa segunda fase, adotaremos medidas mais estruturais,”, designadamente, “a parte de renaturalização, de restauro da natureza, sempre que possível, vamos fazer um restauro natural, a regeneração natural, mas tendo sempre a preocupação de evitar o risco futuro”, explicando que serão essas as prioridades do Governo sobre essa matéria.

Haverá restauro com zonas tampão, usando o máximo possível de árvores que são mais resistentes ao fogo, que retêm mais a humidade, temos de ter esses corações verdes neste restauro que vamos fazer e vamos ter zonas de contenção e mosaicos com diversidade de árvores que sirvam também para contenção”, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

Segundo Maria da Graça Carvalho, a parte das compensações, por perda de rendimento, na agricultura e no setor empresarial, está já a ser tratada pelos ministros da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, e da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que igualmente já tinham estado ambos, em Ponte da Barca e em Terras de Bouro, no dia 8 de agosto.

“A minha responsabilidade é em relação à rede nacional de áreas protegidas, é neste momento naquilo que estou focada, pois infelizmente, tivemos vários incêndios, aqui arderam mais de cinco mil hectares, no Parque Nacional Peneda-Gerês, é aí que estamos focados a fazer obras de emergência e já depois a recuperação do parque”, afirmou a ministra do Ambiente e Energia.

 
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