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Guimarães

Ministra da Saúde em Guimarães para avaliar situação do hospital

Hospital aumentou número de camas

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Foto: DR / Arquivo

A ministra da Saúde, Marta Temido, está na manhã desta quarta-feira reunida com a administração do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães. A visita faz parte de uma ronda pelos hospitais da região mais afetada pela pandemia, nesta altura.

A reunião destina-se a avaliar a forma como o Hospital de Guimarães se tem adaptado em função da pressão causada pelo aumento de casos de infeção por covid-19, nomeadamente casos críticos a necessitarem de cuidados intensivos. Antes da visita ao Hospital de Guimarães a ministra esteve reunida com a direção do Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Ave.

O Hospital Senhora da Oliveira aumentou, nos últimos dias, o número de camas em cuidados intensivos para doentes covid-19. Há agora 23 camas e 14 doentes covid-19 internados.

Este novo alargamento foi necessário num momento em que, das 15 camas disponíveis, já só havia uma livre. As quinze camas já representavam um alargamento, alcançado através da utilização de três salas de operações para aumentar a capacidade da Unidade de Cuidados Intensivos Covid, em nove camas.

Este aumento mais recente da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes Covid fez-se pela ocupação de uma zona de recobro. O recobro é uma zona intermédia, onde os doentes recuperam depois das intervenções cirúrgicas, antes de regressarem aos serviços ou de terem alta, dependendo da complexidade do procedimento. Esta zona de recobro estava afeta às salas de operações que, entretanto, foram adaptadas para os cuidados intensivos, portanto, não estaria a ser usada.

Guimarães

Marcelo vence em Guimarães. Ana Gomes em segundo (e Tiago Mayan em quarto)

Eleições presidenciais 2021

Já está fechada a contagem dos votos em Guimarães, apontando uma vitória expressiva a Marcelo Rebelo de Sousa. Ana Gomes surge em segundo lugar, seguindo-se André Ventura. Tiago Mayan é quarto.

Resultados em Guimarães. Fonte: MAI

No concelho de Guimarães, Marcelo Rebelo de Sousa conquistou o primeiro lugar obtendo 45.360 votos, Ana Gomes o segundo lugar, com 9.144 votos, André Ventura foi terceiro, com 7.984 votos, Tiago Mayan quarto , com 3.023, Marisa Matias surge em quinto, com 2.640, João Ferreira em sexto, com 2.632 e Vitorino Silva, por último, com 2.620.

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Guimarães

Freguesia de Guimarães aproveita poda para aquecer casa dos mais desfavorecidos

Solidariedade

Foto: Divulgação / JF Ponte

Os mais desfavorecidos da vila de Ponte, em Guimarães, têm agora oportunidade de recolher sobrantes da poda das árvores localizadas em espaços públicos para aquecer as casas e também para cozinhar no fogão a lenha.

De acordo com uma nota daquela Junta de Freguesia, os resíduos, não só da poda mas também da desmatação de caminhos, estão disponíveis na Loja Social através do apoio da Brigada Verde, que procedeu ao corte dos sobrantes.

Segundo a mesma nota, esta iniciativa não visa apenas ajudar os mais desfavorecidos, mas também promover uma estratégia de economia circular e de sustentabilidade ambiental, rentabilizando-se ao máximo os recursos disponíveis, protegendo-se o meio ambiente.

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Guimarães

Presos em Guimarães sem água quente, passam frio e não podem ligar aquecedores

Estabelecimento Prisional de Guimarães

Foto: DR (Arquivo)

A denúncia é do secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), Vítor Ilharco, na mesma altura em que os presos do Estabelecimento Prisional de Guimarães fizeram chegar à associação uma reclamação relacionada com o frio e a falta de água quente.

Na reclamação os presos referem-se a problemas infraestruturais no edifício, já referenciados num relatório da Provedoria de Justiça de 1996. “É uma cadeia em que as más condições objetivas têm sido superadas graça a um trabalho de equipa”, lê-se nesse relatório com 25 anos.

Os presos queixam-se do frio e da falta de água quente para os banhos. Numa altura em que a região tem enfrentado temperaturas muito baixas, a situação torna-se mais preocupante. A reclamação dos presos estende-se à falta de roupa de cama quente. “A Direção Geral dos Serviços Prisionais (DGRSP) distribui dois cobertores a cada recluso e não deixa que as famílias levem mais”, explica Vítor Ilharco. “A DGRSP diz que vai distribuir lençóis de flanela e mais um cobertor, mas neste momento estamos à espera”, afirma o secretário-geral da APAR.

Vítor Ilharco reconhece, até, que esta DGRSP “é bastante preocupada com o bem-estar dos presos, o problema é que não tem dinheiro”.  A situação tenderá a agravar-se, uma vez que o Orçamento de Estado para 2021 reduz em 52,5 milhões de euros o financiamento da DGRSP. 

O Estado paga, por dia, 3,40 euros para alimentar cada preso

“Atualmente a DGRSP paga à empresa de catering que fornece a alimentação das cadeias, 3,40 euros, por dia, por recluso. São 85 cêntimos por refeição. Isto dá uma ideia da qualidade da alimentação dos presos. Com a redução do financiamento, pode imaginar” – Avalia Vítor Ilharco. “No mesmo ano em que se retiram 52,5 milhões de euros a DGRSP, o Governo aumentou em 15 milhões as verbas destinadas à proteção animal”, crítica o responsável da APAR.

Relativamente às condições denunciadas pelos presos de Estabelecimento de Prisional de Guimarães, Vítor Ilharco confirma-as e diz que “infelizmente é a triste realidade das 48 prisões pelo país”.

Na prisão de Guimarães não é possível ligar aquecedores porque o quadro elétrico não aguenta

Em Guimarães, o problema do frio torna-se ainda mais grave por não se poderem usar aquecedores, uma vez que a instalação elétrica, antiga, não suporta a sobrecarga. “Os presos resistem aos dias de frio, como os que atravessamos, sem nenhum tipo de aquecimento”. A idade do edifício é também a causa de múltiplas infiltrações, algumas através de placas de fibrocimento, com amianto. A remoção destas placas, de material cancerígeno, está prevista, desde 2018, mas até agora ainda não avançou.

A DGRSP diz não ter registo de queixas sobre a temperatura da água. Relativamente ao quadro elétrico, a DGRSP afirma que o problema está “sinalizado” e que já estão orçamentados os custos para a resolução, embora não adiante nenhum prazo para a execução das obras. Até, afirmam, que os reclusos podem usar termos e têm acesso a bebidas quentes no bar.

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