Ministra anuncia delegação do instituto de reabilitação urbana em Guimarães

Ministra anuncia delegação do instituto de reabilitação urbana em guimarães

A ministra da Habitação, Marina Gonçalves, reconheceu na quinta-feira, em Guimarães, que se terá que “fazer uma reaproximação do IHRU dos inquilinos”, após críticas ao instituto de reabilitação, garantindo que a abertura de uma delegação em Guimarães irá facilitar esse processo.

A governante falava numa sessão promovida pelo PS de Guimarães, relacionada com a habitação, lembrando que o trabalho do IHRU é “difícil, numa instituição que foi ela mesma descapitalizada, mas que poderá começar a curto prazo, por exemplo com a instalação, junto de alguma comunidades, de equipas permanentes de acompanhamento”.

A ministra espera que isso “venha a acontecer em Guimarães, com a abertura de uma delegação que permita servir diretamente e em proximidade os utentes das habitações do Estado ”.

Perante uma pergunta acerca da articulação necessária entre o Estado central e o Estado local, Marina Gonçalves, citada numa nota enviada pelo PS de Guimarães a O MINHO, defendeu que “o Estado central tem que conceber os programas, financiá-los e ajudar na sua execução, mas que terão que ser os municípios a intervir mais diretamente, porque é essa a sua vocação”.

Para Ricardo Costa, presidente do PS de Guimarães, moderador que interveio na sessão, vive-se “um momento de excecional gravidade e stress económico para as famílias, em virtude das altíssimas taxas de juro”.

Para o líder socialista “compete ao Governo intervir de modo a convencer os bancos a partilharem os seus imensos lucros, resultado de financiamentos próprios que foram realizados a valores muito baixos e que estão, agora, a ser emprestados às famílias a valores exorbitantes”.

“Há mecanismos que permitem ao Governo moderar a atual situação de lucros bancários desproporcionados e que devem ser usados”, conclui Ricardo Costa.   

Marina Gonçalves sublinhou ainda que “a reforma estrutural da habitação em Portugal é a do reforço do parque público da habitação que é, neste momento, de apenas 2%” e defendeu que “o país tem de olhar para a habitação como olha para a saúde ou a educação, como um direito fundamental, constitucional”.

                

 
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