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Braga

Ministério Público pede 18 anos de cadeia para homem que estrangulou mulher até à morte em Vieira do Minho

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) pediu 18 anos de cadeia por homicídio qualificado para o homem acusado de estrangular até à morte a mulher no restaurante de ambos em Salamonde, Vieira do Minho.


Nas alegações finais, que decorreram hoje no Tribunal de Braga, a defesa do arguido, Manuel Fidalgo, pediu a sua absolvição com base no princípio in dubio pro reu.

O advogado João Magalhães alegou que o inquérito criminal foi mal feito, porque da acusação não constaria o relatório da autópsia da vítima e porque faltariam imagens relevantes na documentação, como as que foram vistas a pedido da defesa mostrando um homem a entrar no local de crime e que a Polícia Judiciária não terá incluído no inquérito.

Posto isto, conclui o advogado, o inquérito e a fase de instrução violaram princípios constitucionais de defesa do arguido.

Por seu turno, a família, representada pela advogada Arminda Melo, pediu a pena máxima e uma indemnização de 500 mil euros.

Tanto o MP como a família pedem a indignidade sucessória do arguido, isto é, que Manuel Fidalgo não tenha direito a receber como herança os bens da mulher.

Sobre o crime

Manuel Fidalgo, de 45 anos, terá assassinado, em março de 2019, a mulher, Ana Paula, de 31 anos, por estrangulamento, no restaurante/residencial que ambos possuíam em Salamonde, Vieira do Minho.

Na última audiência do julgamento, o coletivo de juízes ouviu duas testemunhas, uma delas, uma antiga empregada, sazonal, do restaurante, a qual garantiu que nunca viu qualquer problema, e muito menos violência, entre o casal, mas sublinhando que alguns membros da família “apoucavam” Manuel Fidalgo, a quem apelidavam de “boneco”.

Foi, ainda, ouvida uma outra testemunha, um homem que apareceu nas imagens de videovigilância a entrar para a lavandaria, o local onde a vítima foi encontrada já sem vida, ou quase a falecer.

O homem contou que entrou no local porque era hóspede e dormia num quarto da zona, e revelou que foi a filha do casal que o alertou para a ocorrência, tendo até, uma vez que tem alguns conhecimentos de primeiros socorros, tentado prestar-lhe auxílio, antes da chegada do INEM.

Apertou-lhe o pescoço

A acusação diz que o arguido, António Manuel Fidalgo, de 45 anos, – em prisão preventiva – ,motorista de profissão, terá “apertado o pescoço” da mulher, Ana Paula, de 41 anos, “com o que lhe causou a morte por asfixia”. O alegado crime ocorreu, supostamente por razões amorosas, no dia 7 de março de 2019, pelas 21 horas, na lavandaria da pensão/restaurante que ambos exploravam no local.

A morte da mulher ocorreu um dia antes de o casal assinar escrituras sobre bens que possuíam em conjunto, um ato preparatório do divórcio.

O Ministério Público especifica que, ao fim da tarde, o arguido chegou ao restaurante e encontrou, atrás do balcão, um homem de nome Jorge, que pensava ser amante da mulher, e que é testemunha no processo. Pelas 20h00, numa discussão – na lavandaria – sobre as desavenças que mantinham por causa dele, o arguido, desagradado, e com ciúmes, “colocou-lhe as mãos no pescoço, e apertou-o com força, impedindo-a de respirar. Até lhe tirar a vida”.

O alegado homicida casou com a vítima em Agosto de 1998, e dela teve dois filhos.

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Braga

Bombeiros Voluntários de Braga resolvem incêndio em 20 minutos

Incêndios

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Foto: Arquivo

Um incêndio que deflagrou em zona de mato, durante esta manhã, em Braga, foi rapidamente resolvido em 20 minutos, não tomando maiores dimensões, disse a O MINHO fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro.

As chamas deflagraram cerca das 10:15 horas em zona rural da freguesia de Sobreposta, na zona Este da cidade, levando à mobilização dos Bombeiros Voluntários de Braga e de um helicóptero da Proteção Civil.

“Os nove operacionais apoiados por duas viaturas resolveram o incêndio em cerca de 20 minutos, não havendo necessidade de intervenção à chegada do helicóptero”, disse a mesma fonte.

A GNR deslocou uma patrulha para o local para tentar apurar as causas do fogo.

Ao longo desta manhã e durante a madrugada foram registados mais quatro incêndios no distrito de Braga, em Cabeceiras de Basto, Famalicão, Amares e Terras de Bouro, nenhum a atingir grandes dimensões.

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Braga

Restaurantes de Braga criticam Ricardo Rio. Autarca diz que apoios estão a ser cumpridos

URBAC-19

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Foto: DR

A URBAC- União de Restaurantes de Braga de Apoio ao covid-19, que agrega 140 restaurantes,, emitiu um comunicado, no qual critica o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, garantindo que “nunca afirmou que pretendia a aprovação de estacionamento ilegal como fórmula de estímulo”.

“ Propusemos sim, o fim do excesso de zelo por parte das autoridades, no que diz respeito a multas passadas em lugares de estacionamento com parquímetro. Uma medida, que não apoiaria apenas a restauração, mas, sim, todo o comércio e serviços”, sustenta.

E continuando, diz: “Para além disso, a URBAC propôs um projeto que a autarquia apenas utilizou para tirar aproveitamento publicitário, pois, e voltamos a repeti-lo, do anúncio do projeto “Braga de porta aberta” à sua existência vai uma grande diferença”.

Os restaurantes acentuam que, em pleno no mês de julho, “poucos são aqueles que viram as suas propostas de esplanada aprovadas”, e desafiam o autarca a ir a uma das novas esplanadas para “almoçar (ou jantar) connosco”.

E, prosseguindo nas críticas:  “pedimos “encarecidamente, que esclareçam a URBAC e, sobretudo, os bracarenses o porquê de não ser possível colocar estrados, temporários, para esplanadas em ruas com pisos irregulares e com desnível”. Pede, ainda que, “este  esclarecimento não se esconda atrás de falsas questões de circulação ou de segurança que não existem (seguindo o exemplo de outras câmaras)”.

Para além disso, a URBAC desafia a Câmara a que, também, torne público “o valor já reembolsado aos estabelecimentos que requereram as taxas camarárias de ocupação de espaço público”, relembrando que “prometeu, como estímulo, não cobrar taxas de ocupação e reembolsar quem já o  tinha feito”.

“Braga é uma cidade Romana, linda, fantástica de se visitar, mas Braga vazia, não é tão bonita. Senhor Presidente, não a mantenha vazia, simplesmente com lugares vazios pintados de amarelo (motociclos) e vermelhos (trotinetes), encha-a… “, apelam, a concluir.

Rio: esplanadas criadas

Em resposta aos repartos da URBAC, o presidente da Câmara, Ricardo Rio disse a O MINHO que, “quanto às esplanadas, a iniciativa Braga de Portas Abertas já permitiu a extensão ou criação de dezenas de esplanadas, sempre que tal foi tecnicamente possível dentro das regras e salvaguardas estabelecidas pela Câmara desde o seu anúncio”.

E acrescenta: “Ao mesmo tempo, foi assegurada a isenção total de taxas a todos os estabelecimentos comerciais (incluindo os  de restauração) em todo o ano de 2020, o que representou uma perda de receita muito significativa para a autarquia. As entidades que solicitaram o reembolso têm vindo a receber o mesmo à medida que os mesmos são processados, sem qualquer tipo de atrasos”.

O autarca garante, também, que “a Câmara vai corresponder ao anseio dos responsáveis do URBAC de fiscalizar e punir os operadores que instalam de forma ilegal, estrados e esplanadas, assim tenha conhecimento dos mesmos”.

E a concluir, afirma: O Município vai continuar a colaborar com a Associação Comercial de Braga e com todos os agente económicos, na promoção, animação e estímulo à actividade comercial, quer junto dos consumidores locais, quer numa perspectiva de dinamização turística, dentro das regras que as actuais circunstâncias determinam”.

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Braga

Autoridades resgatam vítima ferida após queda em cascata no Gerês

Resgate

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Foto: DR

Mais uma queda em cascatas do Gerês a motivar resgate. Pelas 15:50 horas deste sábado, um homem de 26 anos caiu num dos trilhos das cascatas do rio Arado, na serra do Gerês, sofrendo ferimentos.

A operação de resgate da vítima decorreu com elementos da Cruz Vermelha de Rio Caldo, militares da GNR e bombeiros de Terras de Bouro.

O homem foi estabilizado no local e transportado para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros, depois de ter sofrido uma entorse.

(notícia atualizada às 20h14)

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