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Viana do Castelo

Miniautocarros elétricos de Viana já transportaram mais de meio milhão de pessoas

Transportam 22 passageiros a 33 quilómetros por hora

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Foto: CM-Viana / Divulgação

Os dois miniautocarros elétricos que percorrem a cidade de Viana atingiram, recentemente, a marca de meio milhão de passageiros transportados, anunciou a autarquia no seu site oficial.

Ativos desde 2005, os dois miniautocarros, com os nomes Caramuru e Himalaia, totalizaram, até 31 de dezembro de 2019, 500.519 pessoas transportadas.

A progressão do serviço das viaturas foi notória, com um alcance de 39.362 utentes em 2019, sendo que, no ano de abertura foram registados apenas 4.370 passageiros.

De acordo com a autarquia, a “fiabilidade destes veículos é uma das bases da opção da autarquia, tal como a faceta sustentável e agilidade que estes permitem dentro dos centros urbanos”.

Cada autocarro tem capacidade para 22 passageiros e está apetrechado com sistemas para facilitar o transporte de idosos e utentes com problemas de mobilidade.

Estas viaturas cobrem as principais artérias da cidade e ligam os extremos. A 33 quilómetros por hora, têm-se mostrado uma solução de “lazer e utilidade” tornando mais acessíveis pontos de interesse citadinos como escolas, hospitais, EDP, Segurança Social e Mercado Municipal.

O Caramuru e o Himalaia estão pintados com as cores de Viana do Castelo (amarelo e preto), funcionando de segunda a sexta-feira, das 09:30 às 13:00 e das 14:00 às 18:30.

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Viana do Castelo

Só Viana do Castelo e Portalegre não ativaram plano distrital de emergência

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Dezasseis dos 18 distritos de Portugal continental têm o seu plano de emergência ativo devido à pandemia de covid-19, vigorando em paralelo com o plano nacional Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com uma resposta enviada à Lusa pela ANEPC, este foi o número de planos distritais acionados até terça-feira (31 de março), data em que apenas não estavam ativos os planos distritais de emergência de Viana do Castelo e Portalegre.

Ao longo dos últimos 15 dias, estes mecanismos foram acionados nos distritos de Coimbra, Beja, Santarém, Bragança, Vila Real, Évora, Castelo Branco, Braga, Lisboa, Setúbal, Aveiro, Leiria, Faro, Porto, Guarda e Viseu.

Foram também ativados mais de 100 planos municipais de emergência de norte a sul do país.

De acordo com a Proteção Civil, os planos distritais e municipais de emergência são ativados pelas autoridades territorialmente competentes em função da avaliação que é realizada no respetivo espaço geográfico.

“A ativação do plano nacional de emergência não obriga a que os planos de nível inferior sejam ativados, sendo tal decisão ponderada caso a caso”, frisou a entidade, adiantando que o plano nacional ficará ativado até determinação em contrário por parte da Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC).

A CNPC deliberou a sua ativação tendo em conta o estado de emergência em vigor no país, além das circunstâncias “excecionais” da crise de saúde pública “e os seus efeitos em cascata” que determinam a necessidade de um “acompanhamento reforçado” para assegurar a sinalização precoce de problemas e constrangimentos e a difusão atempada de diretrizes e orientações.

Além disso, a medida foi decidida tendo em conta a ativação já ocorrida de planos municipais e distritais de emergência de proteção civil, “por forma a garantir o acompanhamento permanente e reforçado da evolução da situação epidemiológica” causada pela covid-19.

A ativação do plano nacional de emergência significa que, de modo faseado, estão a ser colocados em prática “todos os mecanismos e instrumentos ao dispor do sistema de proteção civil”, para apoiar a gestão da crise de saúde publica que atualmente se vive.

De acordo com a ANEPC a mais-valia da medida é permitir “formalizar os mecanismos de coordenação, controlo e articulação institucional”.

A nível nacional, a Proteção Civil destaca os funcionamentos da Subcomissão da Comissão Nacional de Proteção Civil, uma estrutura interministerial especificamente criada para acompanhar em permanência os impactos da situação epidemiológica, e do Centro de Coordenação Operacional Nacional, estrutura em que se assegura a gestão operacional, a coordenação dos recursos, a recolha de informação relevante e o acompanhamento de ocorrências.

O estado de emergência foi decretado em Portugal em 18 de março, entrando em vigor às 00:00 do dia 19.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decide hoje sobre o seu prolongamento por um novo período de 15 dias, com parecer do Governo, que reunirá o Conselho de Ministros para esse efeito.

De entre as medidas do plano nacional de emergência destacam-se o dever de “recolhimento domiciliário” para a generalidade da população, um “dever especial de proteção” para as pessoas “com mais de 70 anos ou com morbilidades” e o isolamento obrigatório apenas para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa.

Neste caso, se o isolamento obrigatório não for cumprido, os doentes incorrem no crime de desobediência e o Governo admite, se necessário, vir também a definir um quadro sancionatório para punir quem quebre o dever especial de proteção e de recolhimento.

Nas atividades económicas, o executivo definiu como regra que os estabelecimentos com atendimento público deviam encerrar, à exceção dos de bens essenciais “à vida do dia-a-dia”, e que os restantes devem manter-se abertos.

Já os estabelecimentos ligados à restauração devem estar “encerrados no seu atendimento público”, mas o Governo incentiva a que se possam manter em funcionamento para serviços de entrega ao domicílio e ‘take-away’ (recolha na loja).

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto de covid-19 espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera, e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira.

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Viana do Castelo

Lar em Viana do Castelo confirma infeção em utente de 90 anos

Covid-19

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Foto: Divulgação

A direção do centro social e paroquial de Darque, em Viana do Castelo, disse hoje ter sido confirmada a infeção por covid-19 numa utente de 90 anos do lar da instituição, conduzida ao hospital por “problemas renais e respiratórios”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da direção, Xavier Moreira, adiantou que o caso foi confirmado na segunda-feira à tarde no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde “a idosa deu entrada devido ao problemas renais e respiratórios de que já padecia”.

“A direção já pôs em marcha o plano de contingência e está a tomar todas as medidas necessárias em articulação com as autoridades de saúde e o Centro Distrital da Segurança Social. Hoje mesmo vamos começar a testar todos os idosos e funcionários da instituição”, acrescentou o pároco da freguesia.

Além do lar, com 42 idosos, o Centro Paroquial de Promoção Social e Cultural de Darque, na margem esquerda do rio Lima, dispõe ainda de uma unidade de cuidados continuados de média e longa duração, com 32 utentes.

“Estamos a fazer todos os esforços, seguindo as orientações da autoridades competentes. Vão testar os utentes das duas respostas e os 90 funcionários. Uma da equipa funcionários vai em quarentena num espaço confinado que a instituição dispõe”, acrescentou o padre.

A unidade de cuidados continuados de média e longa duração foi construída pelo Centro Paroquial de Promoção Social e Cultural de Darque, ligado à Igreja Católica, que custou mais de 1,5 milhões de euros, dos quais cerca de 800 mil euros foram suportados pela instituição através de verbas próprias e com donativos da população.

A unidade de cuidados continuados de Darque abriu em agosto de 2013 com as primeiras 16 camas, no âmbito de um acordo assinado com o Estado, mais de um ano depois de estar concluída. Em 2014, no âmbito de um acordo assinado com o Estado, aumentou a capacidade para o dobro de camas.

Esta unidade de cuidados continuados integra um projeto mais alargado daquele centro e no qual foram investidos 3,8 milhões de euros – 2,3 milhões provenientes de fundos comunitários -, para instalar outras valências de apoio social como um lar de idosos, apoio domiciliário, centro de dia, creche e ATL (atividades de tempos livres).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%)

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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Viana do Castelo

Mephisto coloca 500 trabalhadores em ‘lay-off’ em fábrica de Viana do Castelo

Covid-19

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Foto: DR

A Mephisto, empresa francesa de calçado instalada há 34 anos em Viana do Castelo, vai colocar os cerca de 500 trabalhadores em regime de ‘lay-off’, por falta de matéria-prima devido à pandemia da covid-19, disse hoje fonte autárquica.

A mesma fonte da autarquia de Viana do Castelo adiantou que “os trabalhadores vão para ‘lay-off’ a partir de quarta-feira e durante um mês, estimando-se o retomar da laboração em maio”.

A fonte disse que a “empresa está a sentir dificuldade no fornecimento da matéria-prima, oriunda de França, Itália e Índia, países também muito afetados pelo surto do novo coronavírus”.

A agência Lusa contactou a administração da empresa, instalada desde 1986 na segunda fase da zona industrial de Neiva, em Viana do Castelo, mas sem sucesso.

O ‘lay-off’ simplificado (que permite a redução temporária do período normal de trabalho ou a suspensão de contrato de trabalho) entrou em vigor na sexta-feira e é uma das medidas excecionais aprovadas pelo Governo para manutenção dos postos de trabalho no âmbito da crise causada pela pandemia de covid-19.

As empresas que aderirem podem suspender o contrato de trabalho ou reduzir o horário dos trabalhadores que, por sua vez, têm direito a receber dois terços da remuneração normal ilíquida, sendo 70% suportada pela Segurança Social e 30% pela empresa.

Em 2016, em nota então enviada à imprensa, a Câmara de Viana do Castelo informou ter celebrado um contrato de investimento com a Mephisto Portugal na fábrica instalada no concelho.

O investimento então anunciado, no montante de seis milhões de euros, previa a criação de uma nova unidade de produção industrial com mais de 3.000 metros quadrados de área de implantação e cerca de 50 novos postos de trabalho.

Na altura, a nota referia que a empresa francesa já empregava 450 trabalhadores.

Criada em 1965, “a empresa tem como principais mercados a Áustria, a Suíça, a Alemanha e o Benelux, para onde exporta roupa em pele, calçado de mulher e de homem e artigos de marroquinaria diversos”.

Possui “mais de trezentas lojas espalhadas por mais de cinquenta países e está classificado entre o “top ten” nacional do setor da indústria do calçado”.

Em maio de 2017, Martin Michaeli, o empresário alemão proprietário da Mephisto, recebeu da Câmara de Viana do Castelo a distinção de Cidadão de Honra, título com que tinha sido agraciado no dia da cidade que se assinala a 20 de janeiro.

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