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Minho vai ter grande estabelecimento prisional, cadeias vão ter obras e parte do trabalho será feito “com mão de obra prisional”

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O Minho vai ter um grande estabelecimento prisional, mas haverá obras nas atuais cadeias regionais a começar pela de Braga, onde parte do trabalho será com mão de obra prisional, conforme salientou já a secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Maria Helena Ribeiro.

A governante, que falava em Braga a O MINHO, quando acompanhada pelo diretor-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, elogiou “a forma motivada e organizada como se trabalha”, referindo-se ao sistema criado no Estabelecimento Prisional Regional de Braga.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

“Em Braga há um estabelecimento prisional com grande dignidade e muito bem cuidado, bem arejado, onde são prestadas condições à população reclusa para as pessoas poderem crescer enquanto ali estão e como acontece com as aulas de formação que ali decorrem”.

“As salas de aula sairão do edifício principal, através de obras a realizar com mão de obra prisional, dando assim mais espaço à área prisional, tendo sido construído já em agosto um bom campo de futebol num local onde existia uma entulheira”, salientou a governante.

“Fiquei agradada com aquilo que vi no Estabelecimento Prisional de Braga e sei que as coisas ainda vão melhorar admitindo-se que as obras terminem ainda este ano”, de acordo com informação da secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Maria Helena Ribeiro, para quem “percebe-se bem que as pessoas são tratadas aqui com muito carinho, o que se percebe pela aragem e ainda pela energia positiva que libertam quando falam connosco”.

A questão de sobrelotação também foi abordada, pois “com uma lotação de 91 reclusos, tem agora 115 quando chegou a ter há uns meses 151 reclusos”, acrescentou a governante, salientando que “estão ali a cumprir uma pena, só que não estão a cumprir um martírio”.

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Viana do Castelo

Surfista Marta Paço é a Cidadã de Mérito “mais nova de sempre” de Viana

Medalha entregue hoje

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A surfista portuguesa Marta Paço, de 14 anos, que em dezembro conquistou a medalha de bronze no mundial de surf adaptado, nos Estados Unidos, é a Cidadã de Mérito, “mais nova de sempre” de Viana do Castelo.

Hoje, na atribuição do galardão, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, destacou que, na altura “com apenas 13 anos e cega de nascença, a Marta Jordão Paço foi a atleta mais jovem” do ISA World Adptative Surfing Championship que decorreu em dezembro na praia de La Jola,em San Diego, Califórnia.

José Maria Costa, que falava durante a sessão comemorativa dos 171 anos de elevação de Viana do Castelo a cidade, classificou aquele evento desportivo como “histórico” para o surf e agradeceu à atleta e ao treinador Tiago Prieto pelo “contributo para a promoção da inclusão no desporto”.

“Esta edição do mundial de surf Adaptado, além de ter sido placo da primeira competição na categoria feminina com deficiência visual, registou um recorde ao nível de participações. Mais de 120 surfistas de 24 países”, reforçou.

Marta Paço, invisual, atleta do Surf Clube de Viana há dois anos, terminou a final com 3,73 pontos, menos 11,11 pontos do que a vencedora, a britânica Melissa Reid.

No total, a Câmara de Viana do Castelo homenageou hoje, 23 personalidades ligadas à cultura e ao ensino, empresas e instituições locais de várias áreas, propostas pela maioria socialista na autarquia, pelos vereadores do PSD e da CDU.

Também com o título de Cidadã de Mérito foi homenageada Raquel Gaião, bióloga de 23 anos, natural do concelho, aluna de mestrado em biodiversidade e conservação marinha na Universidade do Algarve que, em setembro de 2018, se transformou na primeira mulher portuguesa a ganhar o prémio mundial atribuído pela Global Biodiversity Information Facility Young Researchers Award (GBIF).

Os membros do comité destacaram o potencial da investigadora vianense ao nível dos impactos relacionados com o clima das macroalgas, uma ordem taxonómica de importância ecológica, social e económica nas comunidades costeiras ao redor do mundo”, sublinhou.

A coreógrafa Tânia Carvalho, a escritora Marlene Ferraz, o professor catedrático da Universidade de Lisboa, António Maria Feijó e o bispo auxiliar do Porto, Pio, Gonçalo Alves de Sousa, foram entre outras, as figuras distinguidas com aquele título.

No discurso que proferiu na sessão, o presidente da Câmara anunciou, a propósito das comemorações dos 140 anos da ponte Eiffel sobre o rio Lima, que estão a decorrer até junho, a intenção de criar um centro interpretativo da obra do arquiteto francês na estação de caminhos de ferro da cidade.

O projeto de mestrado em Património e Turismo Cultural de Rui Maia, da Universidade do Minho, “assenta na ponte Eiffel de Viana do Castelo, obra do século XIX, integrada no vasto património industrial português”, explicou, acrescentando que a intenção é criar um espaço físico “dedicado à ponte, proporcionando a fruição do legado de Gustave Eiffel”.

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Ave

Atleta de 16 anos morre em Santo Tirso

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O atleta Tiago Silva morreu este domingo na sequência de um AVC, confirmou o Ginásio Clube de Santo Tirso, clube onde era praticante de voleibol.

Segundo informação avançada pelo Jornal de Notícias, na sua edição online, o jovem, de apenas 16 anos, já tinha sofrido um AVC no passado dia 11 de janeiro, em casa, após um treinado. Desde então, o atleta estava internado em coma induzido.

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Ave

Designer de moda Luís Carvalho, de Vizela, nomeado para prémio em França

Vencedores conhecidos em junho

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Foto: DR

O designer de moda Luís Carvalho, assim como outra portuguesa, Susana Bettencourt, está entre os premiados das oito edições do OpenMyMed selecionados para a edição de 2019, que celebra os 30 anos da Maison Méditerranéenne dês Métiers de la Mode (MMMM), em França.

“Este ano, a MMMM modificou o programa para valorizar a nova vaga de criadores mediterrâneos, vencedores do concurso Prémio OpenMyMed desde 2010. Um júri composto pelo conselho de administração da MMMM selecionou 30 jovens vencedores, que participarão entre 26 e 29 de junho num programa a eles dedicado”, lê-se no site da francesa MMMM.

Os nomes de Susana de Luís Carvalho (vencedor na 8.ª edição, no ano passado) e de Susana Bettencourt (uma das vencedoras na 7.ª edição, em 2017) surgem na lista divulgada pela MMMM.

O prémio OPENMYMED, atribuído anualmente desde 2010, tem como missão “apoiar os jovens vencedores em três setores fundamentais para estabelecerem as suas marcas: estratégia, comunicação e comercialização”.

Os vencedores são escolhidos por um júri composto por profissionais da área da moda.

Luís Carvalho, que nasceu em 1987 em Vizela, licenciou-se em Design de Moda e Têxtil no Instituto Politécnico de Castelo Branco e trabalhou como assistente nos ateliês de Filipe Faísca e de Ricardo Preto.

Em 2013, estreou-se na ModaLisboa onde, desde então, tem apresentado as suas coleções duas vezes por ano.

Em 2016, foi distinguido com o prémio GQ Men of The Year, na categoria de Designer de Moda e, em 2017, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Estilista.

Susana Bettencourt, de 34 anos, é natural de Lisboa, mas passou parte da infância e adolescência nos Açores. Viveu em Londres durante dez anos, onde fez uma licenciatura na escola de artes Central Saint Martins e um mestrado na London College of Fashion.

A designer de moda aprendeu em criança técnicas de artes açorianas, como o croché, a renda de bilros, a malha de tricô, a escama de peixe e o bordado a ouro, que aplica nas peças que cria.

As coleções de Susana Bettencourt já chamaram a atenção de artistas internacionais como Rita Ora, Alexander Burke e Lady Gaga.

Em 2011 estreou-se no Portugal Fashion, onde apresenta habitualmente coleções.

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