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Região

Minho tem este ano seis praias Zero Poluição e nenhuma fica no interior

Anunciou a associação ambientalista Zero

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Praia Forte do Cão, em Vila Praia de Âncora. Foto: DR / Arquivo

Sessenta e oito praias do país, mais 55% do que no ano passado, são este ano áreas Zero Poluição, seis no Minho, anunciou hoje associação ambientalista Zero, que não distinguiu zonas balneares no interior.


No dia em que abre a época balnear em várias zonas do país, a associação revelou que as praias Zero Poluição, por si avaliadas, representam 11% do total das 621 zonas balneares em funcionamento.

No total, este ano há mais 24 praias na lista, em relação às 44 classificadas no ano passado.

Os concelhos com maior número de praias Zero Poluição são Torres Vedras (distrito de Lisboa), que repete a boa classificação do ano anterior com 10 espaços, Peniche (Leiria), com cinco, Angra do Heroísmo (Açores), também com cinco, e Tavira (distrito de Faro) e Praia da Vitória (Açores), com quatro praias cada.

No Minho, seis praias foram distinguidas, duas em Esposende (Fão-Ofir e Ramalha), uma em Caminha (Forte do Cão) e três em Viana do Castelo (Afife, Ínsua e Paçô).

A associação adiantou, contudo, que este ano, ao contrário do que havia sido registado em todos os anos anteriores desde 2016 (ano em que a Zero iniciou esta avaliação), não há qualquer zona balnear interior com esta classificação.

“Este facto é um indicador do muito que ainda há a fazer para garantir uma boa qualidade da água dos rios e ribeiras em Portugal, o que requer esforços adicionais ao nível do saneamento urbano e das empresas”, sublinha a Zero.

De acordo com a associação, uma praia Zero Poluição “é aquela em que não foi detetada qualquer contaminação microbiológica nas análises efetuadas às águas balneares ao longo das três últimas épocas balneares”.

Esta análise teve em conta os parâmetros da legislação em vigor, tendo-se verificado que todas as 68 zonas balneares são costeiras.

“De salientar que é extremamente difícil conseguir um registo incólume ao longo de três anos nas zonas balneares interiores, muito mais suscetíveis à poluição microbiológica”, é referido.

No dia em que abre a época balnear em zonas como o Algarve, Cascais, a Costa da Caparica ou a Nazaré – este ano mais tarde devido à pandemia de covid-19 -, a Zero lembrou que por razões ambientais e de segurança só devem ser frequentadas praias classificadas como zonas balneares, onde há vigilância e onde se conhece a qualidade da água.

A associação destacou também que devido à pandemia devem ser salvaguardados os distanciamentos adequados relativamente a terceiros e alerta para que a população não deixe quaisquer resíduos na praia, tendo cuidados ao deitar fora luvas e máscaras.

“Mais de 80% dos 12,2 milhões de toneladas de plástico que entram no ambiente marinho em cada ano vêm de fontes terrestres, sendo o maior contribuinte o lixo de plástico, incluindo itens como garrafas de bebidas e outros tipos de embalagens”, sublinhou, acrescentando que este ano também estão a ser detetadas máscaras e luvas no Mediterrâneo.

A Zero transmitiu os dados utilizados nesta análise à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), responsável pela coordenação destas matérias, designadamente pela classificação das águas balneares.

A monitorização das águas balneares é uma competência legal da APA no continente, da Direção Regional dos Assuntos do Mar nos Açores e da Direção Regional do Ordenamento do Território e Ambiente na Madeira.

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Ave

Idoso em estado grave após atropelamento em passadeira na estrada Famalicão-Guimarães

Atropelamento rodoviário

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Foto: O MINHO / Arquivo

Um homem de 71 anos sofreu ferimentos graves na sequência de um atropelamento na Estrada Nacional 206, em Pousada de Saramagos, concelho de Famalicão, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

A vítima estaria a atravessar uma passadeira quando foi colhido pelo automóvel nesta estrada que liga as cidades de Famalicão e Guimarães.

Para o local foi mobilizada uma ambulância dos Bombeiros de Famalicão apoiada pela equipa médica da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM.

A vítima foi transportada para o Centro Hospitalar do Médio Ave.

A GNR registou a ocorrência.

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Aqui Perto

GNR resgata raposa atropelada e deixada para morrer no Parque Peneda-Gerês

PNPG

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Foto: Facebook de Pi Gomes

Uma raposa vítima de atropelamento na Estrada Nacional 103, em Montalegre, foi encontrada por um popular e resgatada com vida pela GNR local, confirmou O MINHO junto do comando da Guarda em Vila Real.

O animal terá sido atropelado na zona de Viade de Baixo e foi deixada na berma da estrada, ao que tudo indica, inconsciente.

“A raposa apresentava ferimentos coincidentes com os de um atropelamento animal”, disse fonte do comando.

Nas redes sociais, um automobilista explica que encontrou a raposa inconsciente e acompanhou a sua recuperação enquanto solicitou aos militares da GNR do posto em Montalegre que a resgatassem.

A GNR disse a O MINHO que deslocou para lá uma patrulha que fez a recolha do animal, entregando-a com vida no Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.

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Alto Minho

Monção: Junta prometeu e cumpriu. Caminho arranjado para homem com mobilidade reduzida

Promessa eleitoral

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Foto: JF Pias

Um habitante da freguesia de Pias, em Monção, conta agora com maior facilidade para se deslocar ao pé de sua casa, depois da requalificação de um caminho que tinha sido uma promessa eleitoral da atual presidente da junta.

O caminho do lugar de Vila Nova deixou de ser composto por terra batida e pedras, passando agora a uma via alcatroada com todas as condições para os moradores caminharem pelo local, num investimento de cerca de 2.500 euros.

Em declarações à Rádio Vale do Minho, o secretário da Junta explica que estes “pequenos gestos fazem a diferença”.

“O objetivo foi melhorar as condições de acessibilidade, até porque neste troço há vários moradores seniores, sendo um deles portador de mobilidade reduzida”, disse Agostinho Correia àquela rádio.

“O bem estar da nossa população será sempre o nosso foco. É pelas pessoas e pelas suas reais necessidades que existimos”, acrescentou o responsável político.

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