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Minho com 25 incêndios num dos dias “mais complicados” para a Proteção Civil

Incêndios

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Proteção Civil diz que hoje foi dos dias “mais complicados” em termos de incêndios, porque houve muitos e ao mesmo tempo, contabilizando até às 19:30. 113 incêndios, que mobilizaram 4.600 operacionais.


A avaliação foi feita num balanço do dia em conferência de imprensa do segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), André Fernandes.

Às 19:30, disse também, havia 15 incêndios ativos que preocupavam mais a ANEPC e que mobilizavam 1.700 operacionais, apoiados por 546 veículos e 16 meios aéreos.

Na conferência de imprensa o responsável insistiu num apelo ao “sentido cívico” dos portugueses para “a tolerância zero ao uso do fogo” e explicou que, do total dos incêndios do dia, 46 registaram-se entre a meia-noite e as 12:00 e 67 entre as 12:00 e as 17:00.

“É sempre estranho ignições às 02:00, 03:00 ou 04:00”, referiu, acrescentando que a simultaneidade dos incêndios torna difícil a gestão do combate.

De acordo com os dados divulgados, os incêndios mais preocupantes às 19:30 eram os de Mirandela e Torre de Moncorvo (Bragança), Sernancelhe (Viseu), Alijó (Vila Real), Sabugal (Guarda), e Fundão (Castelo Branco). O Incêndio de Porto de Mós (Leiria), que lavra desde as 02:00, estava “quase dominado”, o mesmo com o de Mirandela, disse André Fernandes.

Os distritos com mais incêndios foram os do Porto (23), Viana do Castelo (13), Braga (12), Aveiro (12) e Vila Real (nove).

André Fernandes disse não ter informação de habitações em perigo e deu conta de um ferido grave, um civil queimado, no fogo de Alijó, e de quatro operacionais feridos leves ao longo do dia, além de seis assistidos nos locais dos incêndios. Um trabalhador da EDP chegou a ser dado como desaparecido, mas foi alarme falso.

Também não há, disse o responsável, itinerários principais cortados devido às chamas (só a A4, em Mirandela, esteve momentaneamente cortada).

André Fernandes louvou o esforço dos bombeiros e da proteção civil no dia de hoje e agradeceu o apoio do INEM e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, além do “papel fundamental das autarquias no apoio às operações de combate, mobilizando 12 máquinas de rasto”.

E pediu mais uma vez para que as pessoas não se dirijam para os incêndios. Questionado sobre o que leva as pessoas a fazerem isso disse não saber, mas frisou que há sempre pessoas fazerem-no, o que as coloca em risco.

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Alto Minho

Comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez ferido a combater incêndio

Incêndio urbano

em

Foto: Bombeiros de Arcos de Valdevez

O comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez sofreu ferimentos após uma queda durante o combate a um incêndio urbano, esta terça-feira.

Filipe Guimarães terá sofrido uma luxação no ombro, resultante da queda quando se encontrava a combater o fogo que deflagrou na churrasqueira O Braseiro, no centro daquela vila minhota.

Com alerta dado às 18:00 horas, no local estiveram 19 operacionais daquela corporação, apoiados por quatro viaturas.

O incêndio terá deflagrado no sistema de extração de fumo do restaurante, causando labaredas na parte superior, onde existem apartamentos.

Houve necessidade de evacuar o restaurante e dois dos apartamentos em causa, face ao avanço das labaredas, que chegaram a ter quatro metros de altura.

Graças à rápida intervenção daquele corpo de bombeiros, situado a poucos metros do local sinistrado, o incêndio foi rapidamente extinto.

A churrasqueira ficou sem condições para se manter aberta face à elevada quantidade de fumo que se acumulou no interior, resultando em vários danos materiais.

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Braga

Hospital de Braga já fez 29 mil testes covid: “Não queremos voltar ao início”

Covid-19

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Foto: Município de Braga

O Hospital de Braga já fez mais de 29 mil testes de despistagem à covid-19. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo presidente do Conselho de Administração daquela unidade hospitalar pública.

João Porfírio de Oliveira falava num curto vídeo divulgado nas redes sociais no âmbito da campanha de sensibilização “Braga Fecha a Porta ao Vírus”.

Explica ainda que foram internados mais de 250 doentes naquela unidade desde que a pandemia começou a atingir Portugal, em março de 2019.

O administrador indicou ainda que o hospital reestruturou-se para “fazer face às necessidades da população”, mas deixou o desabafo: “Não queremos voltar ao início”.

“Contámos com todos para a prevenção. Siga as recomendações das autoridades de saúde”, finalizou o responsável.

O concelho de Braga registava vinte novas infeções pelo novo coronavírus entre quinta-feira e as 09:30 do passado sábado.

Durante o mesmo período, não houve casos de recuperações do SARS CoV-2, totalizando o concelho 1.393 casos recuperados desde o início da pandemia.

Em termos acumulados, são já 1.698 casos de pessoas infetadas com a doença.

Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existiam, no sábado, 231 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

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Braga

Terras de Bouro é o 2.º concelho do país onde mais cresceu o consumo no verão

Turismo

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Foto: DR

O concelho de Terras de Bouro é o segundo do país onde o consumo global registado através de operações bancárias mais aumentou neste verão, só ficando atrás de Manteigas, no distrito da Guarda.

Os dados são do SIBS Analytics, que considerou o valor das operações por cada concelho no país face a 2019, destacando a variação de Terras de Bouro, que teve um aumento global de 16% relativamente a 2019.

Manteigas (34%), Porto Santo (5%) e Grândola (3%) foram os restantes concelhos onde se registou aumento relativamente ao ano anterior.

As maiores quebras no consumo deste verão foram registadas nas principais cidades: Lisboa (-32%), Porto (-23%) e Algarve (-15%), que estará em linha com a quebra de 48% relativamente a cartões bancários internacionais, que apontam para turistas estrangeiros.

A análise da SIBS, publicada na segunda-feira, refere que, em termos globais, Portugal assistiu a uma quebra de 9% na movimentação dos cartões bancários, nacionais e internacionais. Em termos de cartões portugueses, a quebra foi de 3%.

Estes dados revelam o perfil do novo turista, de nacionalidade portuguesa e que procura fugir dos locais mais óbvios de férias, procurando refúgio no interior.

Houve ainda um aumento significativo no investimento pago com cartões portugueses em alojamento turístico, cerca de 25%. Já as operações com cartões estrangeiros para alojamento quebraram 41%.

O registo de cartões provenientes dos Estados Unidos aponta a maior quebra, cerca de 78%, seguundo-se Reino Unido, com 52%. Espanha, França e Alemanha tiveram reduções entre os 30 e os 35%.

“O verão de 2020 trouxe alterações relevantes nos padrões de consumo de portugueses e estrangeiros. Nenhuma evolução pode ser dissociada do contexto sem precedentes que vivemos de combate à covid-19. O consumo dos portugueses atenuou a quebra global do consumo neste verão mas foi insuficiente para compensar a redução de 48% de consumo de cartões estrangeiros em Portugal”, disse o diretor da SIBS, Gonçalo Amaro.

“Os dados do SIBS Analytics revelam que o turismo tem sido um dos setores mais afetados pela evolução da pandemia mas existem casos positivos de crescimento das operações em regiões com menos concentração populacional e que tiveram maior procura de turistas nacionais como Grândola, a Serra da Estrela, o PN Peneda Gerês ou a ilha de Porto Santo. Pelo contrário, as principais regiões do litoral como Lisboa, Porto e o Algarve foram bastante impactadas pela redução do turismo internacional ”, vincou.

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