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Bombeiros em aflição com quebras drásticas de receitas: “Faturação desceu a pique”

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

As corporações de bombeiros sofreram uma redução drástica de serviços – e consequentemente de faturação – por causa da pandemia de covid-19. A este problema acresce o preço exagerado dos equipamentos de proteção individual. Têm valido os apoios das câmaras municipais. As preocupações são transversais às corporações auscultadas por O MINHO. Para já, não há ordenados em atraso, mas a situação é aflitiva.


Na corporação dos Bombeiros de Arcos de Valdevez a queda na faturação foi “a pique”, conta o comandante, Filipe Guimarães.

“O transporte não urgente de doentes parou por completo, uma vez que os hospitais deixaram de fazer consultas e exames. O próprio serviço de emergência caiu para um terço ou menos. As nossas receitas advêm do que é a nossa operacionalidade. Sem esses serviços ficamos sem receitas”, acrescenta.

Outro problema é o “investimento avultado em equipamentos de proteção individual, que o protocolo de segurança obriga a usar”, aponta o comandante da corporação de Arcos de Valdevez, considerando que os valores no mercado são exagerados.

“Os bombeiros e a população têm sido completamente esfolados. Há um aproveitamento muito grande de quem comercializa esse tipo de produtos e somos obrigados a pagar preços exorbitantes”, acentua.

Até ao momento os vencimentos dos 22 profissionais da corporação estão em dia, garante Filipe Guimarães, lamentando que as medidas anunciadas de apoio aos bombeiros sejam “uma mão cheia de nada”.

“Os requisitos que eles exigem são tantos que duvido que haja muitas associações que consigam ter acesso àquele pacote de medidas”, realça.

Salários pagos “com bastante sacrifício”

As mesmas preocupações já O MINHO as ouvira a Carlos Lima, comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima, quando o canoísta Fernando Pimenta ofereceu equipamento de proteção individual à corporação.

“A principal fonte de receita da corporação, que era o transporte não urgente de doentes, reduziu drasticamente e não estamos a conseguir ter receita suficiente para manter os bombeiros bem protegidos”, afirmou na altura, notando que os preços dos materiais de proteção tinham subido muito e tornava-se “difícil para a associação continuar a suportar esses valores”.

Luciano Moure, vice-presidente da direção dos Bombeiros de Viana do Castelo, afirma a O MINHO que a diminuição das receitas “é um facto”.

A corporação vianense tem um parque de estacionamento que “poderia dar à volta de 700 euros por dia” e, com a pandemia, sofreu uma “queda muito grande, para 30 euros”, nota o responsável, completando que “o transporte de doentes diminuiu bastante” e, portanto, as “receitas normais” da associação ressentem-se.

Contudo, Luciano Moure sublinha que, “com o apoio da Câmara Municipal”, financeiro e logístico, e da Liga dos Bombeiros, “foram-se ultrapassando” as situações de maior dificuldade.

Para já, os 40 profissionais têm a sua situação regularizada.

“Não mandámos ninguém para ‘lay-off’ e os salários foram pagos dentro do prazo. Com bastante sacrifício, mas pontualmente”, garante o vice-presidente dos Bombeiros de Viana do Castelo.

Número de emergências também caiu

Os Bombeiros Voluntários de Guimarães só fazem transportes de emergência, mas também esses sofreram uma quebra.

“Houve uma altura em que as emergências desceram significativamente, mas desde sexta-feira está a voltar tudo ao normal”, adianta a O MINHO o comandante, Bento Marques.

A maior dificuldade, destaca, é mesmo a aquisição de equipamentos de proteção individual que “são caríssimos”. “Alguns temos comprado, outros são fornecidos pela Autoridade Nacional da Proteção Civil e a Câmara tem dado um grande apoio. Sem a Câmara as coisas seriam muito piores, há aqui um apoio muitíssimo importante da autarquia”, reforça.

Ao jornal Barcelos Popular, o presidente dos Bombeiros de Barcelinhos, José Costa, enumera três grande problemas que a pandemia originou: não ser possível de momento cobrar quotas aos sócios, a redução de donativos por parte de beneméritos, uma vez que estes também estão a passar dificuldades, e a diminuição dos transportes.

Em declarações àquele semanário, José Costa diz que a direção fez uma simulação e, se o cenário atual se mantivesse até ao final do ano, as contas da instituição saldar-se-iam em 620 mil euros negativos. Apesar de a perspetiva ser a de melhoria e gradual retoma da normalidade, o dirigente avalia que já não será o suficiente para equilibrar as contas.

Cruz Vermelha de Amares pode vir a ter “salários em risco”

A situação aflitiva das corporações de bombeiros pode ser transposta para as delegações da Cruz Vermelha Portuguesa.

António Brandão, coordenador de emergência da Delegação de Amares, admitiu a O MINHO que “podem vir a estar salários em risco”.

“Estamos com grandes dificuldades de faturação. O serviço reduziu cerca de 80%. As clínicas fecharam, as emergências baixaram 60% a 70%. Passámos do 80 para o 8”, afirma António Brandão, que reclama apoio camarário para ultrapassar estas dificuldades e “garantir a sobrevivência das pessoas e da instituição”.

“Faturamos e recebemos a 90 dias. Quando fizer os 90 dias a contar de março, altura de subsídios de férias, vai ser muito chato”, antevê.

Portugal contabiliza 1.074 mortos associados à covid-19 em 25.702 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia. Das pessoas infetadas, 818 estão hospitalizadas, das quais 134 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1.712 para 1743.

Portugal entrou no domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos de estado de emergência, iniciados em 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Região

Covid-19: Distrito de Viana com 18 casos ativos, 56 óbitos e 544 recuperados

Covid-19

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Foto: DR

O distrito de Viana do Castelo contava, no passado dia 06 de julho, com 18 casos ativos de infeção por covid-19, segundo dados revelados pela coordenação da Unidade de Saúde Pública do Alto Minho.

No total, desde o início da pandemia, o Alto Minho regista 618 casos acumulados positivos do novo coronavírus, estando, à data indicada, 544 deles recuperados, mais quatro do que no passado dia 02 de julho. Há ainda mais um óbito a lamentar durante igual período, passando para 56.

A nível de concelhos, apenas Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Viana do Castelo registam casos ativos.

Arcos de Valdevez

O concelho de Arcos de Valdevez regista, no mesmo dia, dois casos ativos, 72 recuperados e nove óbitos, num total acumulado de 83 casos registados desde o início da pandemia. Os dados são fornecidos pela autarquia citando o delegado de saúde da ULSAM.

Caminha

Por sua vez, o concelho de Caminha não regista qualquer caso ativo de covid-19, segundo avançou o presidente da autarquia, Miguel Alves, ao jornal C. Depois de ter registado um caso ativo na última semana, o mesmo já foi dado como recuperado.

Atualmente, o concelho caminhense regista um total acumulado de 18 casos desde o início da pandemia. 17 recuperaram e uma pessoa morreu.

Paredes de Coura

Paredes de Coura, de acordo com dados revelados pela autarquia, está quase há um mês sem qualquer caso ativo, depois de ter registado um acumulado de nove infeções detetadas. Com os nove recuperados desde o dia 12 de junho, não há óbitos a lamentar.

Monção

No concelho de Monção, também não há registo de casos ativos, de acordo com dados revelados pela autarquia, neste que foi um dos municípios mais fustigados pela pandemia.

Depois de 128 casos confirmados ao longo dos últimos três meses e meio, com especial incidência no lar da Santa Casa da Misericórdia, o município anunciou no passado dia 30 de junho ter chegado aos zero casos ativos, com o total de 117 recuperados.

Infelizmente, morreram onze pessoas durante igual período.

Melgaço

No concelho vizinho de Melgaço, também não registo de casos ativos, segundo dados fornecidos pela autarquia. Com um total acumulado de 86 infetados, 74 pessoas recuperam, a última das quais no dia de ontem. Há 12 óbitos a lamentar.

Cerveira

Desde o passado dia o3 de junho que Vila Nova de Cerveira fez o último anúncio sobre a covid-19. Confirmava um caso ativo pelo vírus SARS-CoV-2, subindo então para onze o total acumulado – nove recuperados e um óbito registado numa IPSS fora do concelho. Desconhece-se se o caso ativo de 03 de junho já estará recuperado.

Ponte da Barca

Em Ponte da Barca os dados não têm sido divulgados pela autarquia. Porém, sabe-se que, no passado dia 24 de junho, existiam quatro casos ativos e oito recuperados, num total de 12 casos acumulados desde o início da pandemia.

No entanto, no início do mês de julho, registaram-se mais três casos confirmados de infeção – três trabalhadores agrícolas de nacionalidade estrangeira, elevando para 15 o número acumulado.

Valença

Em Valença, não existem casos ativos desde o passado dia 25 de maio. O último caso ativo que ainda restava era o de uma funcionária do lar da Santa Casa da Misericórdia local.

Em declarações à Rádio Vale do Minho, o vice-provedor Hermenegildo Alves confirmou então a ‘boa nova’, indicando que, em termos de casos na instituição, “está tudo arrumado”.

Viana do Castelo

O concelho de Viana do Castelo não revela os dados de infetados, recuperados ou óbitos por covid-19.

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Braga

Humorista Eduardo Madeira rendido aos encantos do Gerês

Turismo

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Foto: Facebook de Eduardo Madeira

O conhecido humorista, ator e argumentista Eduardo Madeira passou alguns dias de férias nos concelhos de Vieira do Minho e Terras de Bouro, na zona do Parque Nacional Peneda-Gerês, mostrando-se encantado com o que vivenciou.

O protagonista em programas televisivos na RTP, como Patrulha da Noite, Donos Disto Tudo ou Anti-Crise, começou por registar um momento em que entrou na freguesia de Covide, no concelho de Terras de Bouro, local situado nas abas da serra do Gerês que ganha fama por causa do nome da doença que tem impactado a vida de quase todas as nações no mundo.

“Rijo como o aço”, o comediante visitou alguns locais emblemáticos do único parque nacional do país, aproveitando para se refrescar numa das muitas lagoas escondidas por entre os recantos serranos, graças à ajuda da Equidesafios, empresa de atividades de montanha e lazer sediada na serra do Gerês.

Para pernoitar, escolheu a Pousadela Village, um aldeamento de quatro estrelas situado em Louredo da Ribeira, no concelho de Vieira do Minho, nas encostas da serra da Cabreira com vista privilegiada para o rio Cávado.

O argumentista de programas que obtiveram sucesso nas últimas décadas, como Herman Enciclopédia, Contra-Informação, Conversa da Treta ou Contemporâneos, teve ainda oportunidade de assistir in loco uma das mais características imagens rurais das regiões montanhosas do Minho: vacas na estrada.

Aos 48 anos, Eduardo Madeira, uma das figuras mais reconhecidas do humor em Portugal, parece aproximar-se cada vez mais do Norte do país, depois de ter sido bastante crítico com uma peça emitida pela TVI onde os maiores índices do novo coronavírus eram justificados por uma alegada falta de educação dos nortenhos.

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Braga

Covid-19: Mais um caso confirmado no concelho de Braga nas últimas 24 horas

Pandemia

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O concelho de Braga registava, até ás 18:00 horas desta terça-feira, 1.400 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, mais um do que ontem e mais três do que nos últimos sete dias, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 1.303 estão recuperados, o mesmo número que ontem e mais seis do que na última semana, lamentando-se ainda os mesmos 74 óbitos. Existem, atualmente, 23 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga, mais um do que ontem.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde, no qual Braga regista há várias semanas o mesmo número de casos. A DGS já veio a público admitir que os dados não têm sido atualizados, devendo essa atualização ocorrer em breve.

Portugal regista hoje mais dois óbitos por covid-19, em relação a terça-feira, e mais 443 casos de infeção confirmados, dos quais 327 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico diário, o total de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia é agora de 1.631 e o total de casos confirmados é de 44.859.

Há 29.714 casos recuperados, mais 269.

(notícia atualizada às 23h14 com o número correto de casos recuperados)

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