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Região

MINA reúne associações no combate contra exploração de lítio e outros minérios

Movimento de Intervenção Nacional Anti-Mineração

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Foto: Facebook de Susana Araújo / Grupo "Movimento SOS Serra d'Arga" (Arquivo)

O Movimento de Intervenção Nacional Anti-Mineração (MINA), que junta vários movimentos contra a exploração de lítio, reuniu-se pela primeira vez no sábado e pondera recorrer aos tribunais para travar as concessões, revelou hoje à Lusa uma responsável.


A plataforma, que junta cerca de 10 associações e movimentos do Norte e Centro do país criados para combater a exploração de lítio, alerta que aquele material é apenas “um pretexto” para prospeção de outros minerais pelo que, com esta união com vista a um combate mais forte, se optou por assumir a oposição a toda a exploração mineira, explicou à Lusa Maria do Carmo Mendes, do MINA e da associação Guardiões da Serra da Estrela.

A primeira reunião do MINA realizou-se no sábado no Porto e a plataforma, que está “em vias de formalização”, tem já em cima da mesa a possibilidade de recorrer aos tribunais para tentar impedir que o Governo autorize a exploração de lítio prevista para Montalegre e Boticas, distrito de Vila Real, na serra da Argemela, Castelo Branco, na Serra d’ Arga, em Viana do Castelo, no Cávado e na Peneda-Soajo, acrescentou Maria do Carmo Mendes.

“Temos estado a trabalhar localmente, mas o problema diz respeito a praticamente todo o mundo rural português. Sentimos que sozinhos não conseguíamos fazer este combate”, justificou.

De acordo com a responsável, esta reunião que se realizou no Porto foi o segundo passo do MINA, que, em setembro, teve numa manifestação em Lisboa “a primeira ação conjunta”.

De acordo com a porta-voz do MINA, “o lítio tem estado a ser usado como grande capacho de todo um plano de fomento mineiro previsto pelo Governo em Portugal”.

Isto porque, esclarece, “o lítio não existe isolado no subsolo”, estando “sempre associado a outros minerais”, os que verdadeiramente “atraem os investidores”.

Por isso, “os pedidos de exploração apresentados são para lítio e outros minerais”.

No caso da serra da Argemela, o lítio aparece junto com o estanho, observa.

Maria do Carmo Mendes esclarece ter organizado, em 2017, uma petição para impedir a prospeção de lítio naquela serra para mais de 400 hectares de terreno, em relação à qual “nunca chegou a ser apresentado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA)”.

“Passado quase um ano, apareceu um novo pedido para uma exploração experimental de apenas 7,8 hectares e o Governo disse que ia exigir EIA para esta exploração, que legalmente se enquadra numa prospeção e dispensa EIA. O Governo usou a Argemela para a tornar num paradigma do cumprimento”, lamentou.

Em Montalegre, onde a Lusorecursos Portugal Lithium, S.A, assinou em março com o Estado um contrato de exploração de lítio, a empresa está a realizar o EIA.

Armando Pinto, da associação Montalegre Com Vida, admitiu hoje à Lusa que, “mais tarde ou mais cedo, será inevitável o recurso aos tribunais” para travar o processo.

“Só no concelho de Montalegre, há sete pedidos de exploração. É brutal. Só fica de fora o Parque [Nacional] da Peneda-Gerês”, alertou.

O responsável esclareceu que a associação pretende que a exploração de lítio “nem sequer se concretize” e avisa para a proximidade da Barragem do Alto Rabagão, “que abastece o Alto Tâmega e Braga”.

“A nossa luta não é política. Queremos que não destruam a floresta e a água. Não queremos viver cá com uma coisa destas”, vincou.

A Quercus desafiou hoje o Governo a “repensar” a exploração de lítio, dizendo esperar que a decisão sobre novos concursos “não se traduza num desastre ambiental” no país, antes acautele as “legitimas preocupações” de autarcas, populares e associações.

Perante a perspetiva de haver em breve uma decisão do governo sobre novas licenças para exploração de lítio a juntar à já emitida para Montalegre, distrito de Vila Real, a Quercus manifesta-se “bastante expetantes e preocupada com a decisão do secretário de Estado [da Energia, João Galamba] em relação à decisão sobre a exploração em todas as áreas ainda por licenciar, em milhares de hectares por diversos pontos do país”.

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Braga

Dois feridos após incêndio num anexo agrícola em Vila Verde

Em Cervães

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Foto: Cedida a O MINHO por José Fischer Cruz

Duas pessoas foram transportadas para o Hospital de Braga na sequência de um incêndio num anexo agrícola, em Cervães, concelho de Vila Verde, disse a O MINHO fonte oficial do Comando Distrital de Operações e Socorro de Braga.

O incêndio, com origem desconhecida, deflagrou num curral de animais junto a uma habitação na freguesia de Cervães, causando ainda danos materiais. Alguns animais também terão sido atingidos pelas chamas.

Para o local foram acionados vários meios da corporação dos Bombeiros de Vila Verde que rapidamente procederam à extinção das chamas.

O alerta foi dado pouco antes da meia-noite deste sábado.

A GNR registou a ocorrência.

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Aqui Perto

Jovem de 23 anos em paragem cardiorrespiratória após ida ao mar em Vila do Conde

Na Praia do Forno

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Foto: DR / Arquivo

Nadadores-salvadores da praia do Forno, em Vila do Conde, salvaram a vida a uma jovem de 23 anos, na tarde de quinta-feira, depois desta entrar em paragem cardiorrespiratória.

A vítima sentiu-se mal depois de ter ido ao mar, caindo inanimada no areal em paragem cardíaca. Valeu a pronta intervenção dos nadadores-salvadores que, atentos à situação, iniciaram manobras de suporte imediato de vida, revertendo a situação de óbito da jovem.

Para o local deslocou-se o capitão de Porto, o comandante-local da Polícia Marítima de Vila do Conde e militares da Marinha inseridos no projeto SeaWatch para coordenar a operação de assistência e colaborar na estabilização.

A assistência pré-hospitalar foi assegurada pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM que encaminhou a vítima para o hospital sendo considerada uma vítima em “estado grave”.

A Polícia Marítima registou a ocorrência, desconhecendo-se as causas do sucedido.

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Região

Fim de semana com noites tropicais no Minho

Noites com temperaturas acima dos 20 graus

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Foto: DR / Arquivo

As temperaturas máximas voltam a subir nos distritos de Braga e Viana do Castelo neste sábado, prolongando-se ao longo da próxima semana. A novidade é a subida das temperaturas mínimas, que vão passar os 20 graus nas próximas noites.

No distrito de Braga a temperatura mínima, habitualmente registada durante a noite, atinge os 20 graus este sábado, subindo para 21 nas noites do próximo domingo e de segunda-feira.

Também o distrito de Viana do Castelo registará temperaturas mínimas acima dos 20 graus no mesmo período, segundo apontam as últimas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo os meteorologistas deste instituto, as noites cuja temperatura mínima se mantém acima dos 20 graus, são consideradas ‘noites tropicais’.

Já as máximas vão escalar três graus em Braga, subindo para os 37 graus no sábado e 35 no domingo e na segunda-feira, devendo descer ligeiramente na próxima terça.

No distrito de Viana, vão oscilar entre os 33 no concelho de Viana e os 37 em Ponte da Barca, no próxima sábado, devendo registar uma pequena diminuição nos dias seguintes.

O IPMA lançou avisos para o calor no distrito de Braga que já se encontram em vigor, devendo perdurar até às 00:00 horas da próxima terça-feira.

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