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Militares portugueses regressam a casa depois de seis meses no Afeganistão

Força com 113 militares

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Foto: Twitter

Uma força de 113 militares portugueses chegou, esta segunda-feira, a Lisboa, depois de seis meses a garantir a segurança do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, numa missão cuja principal dificuldade “foi a rotina” e “gerir o estado emocional” dos militares.

“A principal dificuldade que nós tivemos foi a rotina” e “tentar gerir o estado emocional de cada militar”, que estão confinados num mesmo espaço durante todo o tempo a executar as mesmas tarefas, sem poderem sair, disse aos jornalistas o comandante do 2.º contingente, major de infantaria Ricardo Estrela.

Os militares que ontem aterraram no aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, são da Brigada Mecanizada do Exército e integraram durante quase sete meses o 2.º contingente português como Força de Reação Imediata na missão da NATO no Afeganistão, que no total ascende a 189 elementos.

O 3.º contingente, que partiu no fim de semana, incluiu pela primeira vez um grupo de 12 elementos das operações especiais, entre militares do Exército e da Marinha, que irão prestar aconselhamento e formação às forças armadas e de segurança afegãs.

O major Ricardo Estrela disse que, apesar de “haver atentados praticamente todas as semanas em Cabul”, só houve um momento de “maior susto” para a força portuguesa, em novembro passado, quando um atentado a dois quilómetros da base militar do aeroporto internacional Hamid Karzai obrigou os militares portugueses a prestar apoio às forças afegãs.

Em Cabul, acrescentou, “as coisas estão ligeiramente calmas, ocorrem atentados, mas fora de Cabul, e por todo o país, há confrontos ou atentados de grupos terroristas”.

Na cerimónia de receção de ontem, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, agradeceu o empenho dos militares na “bem sucedida” missão, apesar do “difícil contexto”.

“O objetivo é criar condições para que as forças políticas no Afeganistão tenham a estabilidade necessária para encontrar os equilíbrios políticos, o consenso e também as infraestruturas em termos de instituições do Estado, para que o Afeganistão não precise deste apoio internacional”, disse, admitindo que “vai demorar algum tempo”.

À chegada a Figo Maduro, os militares foram recebidos com aplausos, gritos de alegria e lágrimas pelas famílias, com quem estiveram uns minutos antes da formatura para a cerimónia oficial de receção, na qual participaram o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e o chefe do Estado-Maior do Exército, general Nunes da Fonseca.

“Foi um orgulho. Já tinha passado por isto há três anos, quando fiz uma missão no Kosovo, mas agora esta foi diferente. [Na anterior missão] só tinha a Iris, agora tenho a Maína”, disse à Lusa Ricardo Amaro, soldado atirador, que foi abraçado pelas duas filhas pequenas, mal entrou o portão do hangar.

Emocionado, o militar disse que dará por terminada a vida militar quando completar o contrato, com prazo máximo de seis anos, e que, aos 27 anos, tentará encontrar uma nova forma de vida, mais próxima da família.

“Não penso noutra [missão], porque estou a terminar o meu contrato, faço sete anos de tropa e para mim já acabou. Estou para dar tudo pela minha família. Uma vida nas Forças Armadas é um bocado complicado de fazer família”, explicou o soldado.

Ao lado, duas psicólogas do Centro de Psicologia Aplicada do Exército observavam aquele militar, incentivando-o a não conter a emoção no reencontro com a família.

Em declarações à Lusa, Célia Carvalho, a psicóloga que acompanhou a força naquele teatro de operações, disse que os militares são preparados ainda no terreno para o momento do regresso e para a fase que se segue, que começa num primeiro momento com a “lua de mel” e depois pode evoluir para alguma frustração no regresso à rotina familiar e profissional.

O objetivo é que os militares, passando por todas as fases, cheguem à da “readaptação”. Seis meses depois do regresso, as psicólogas avaliam a necessidade de alguma intervenção.

“Se não estiver [readaptado], tentamos fazer alguma intervenção, no sentido de o ajudar” a voltar à vida anterior, disse, sublinhando que “por vezes existem dificuldades ao longo deste ciclo emocional de seis meses”.

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País

Presidente da República diz que investimento angolano é bem vindo se respeitar a “legalidade”

Luanda Leaks

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Foto: Presidência / Arquivo

O Presidente da República afirmou, esta terça-feira, que é bem-vindo a Portugal o investimento de todo o mundo desde que respeite a legalidade, a propósito do caso “Luanda Leaks”, que remeteu para o poder judiciário e reguladores.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre esta investigação de um conjunto de órgãos de comunicação, em que foram detalhados esquemas financeiros da empresária angolana Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, num hotel de Jerusalém, onde se encontra para participar no 5.º Fórum Mundial do Holocausto.

“Eu disse, em geral, que o investimento vindo desse país, como de outros países, como de cidadãos de todo o mundo, é bem-vindo, naturalmente no respeito da constitucionalidade e da legalidade. Continua a ser bem-vindo”, respondeu aos jornalistas.

O Presidente da República, que tinha sido confrontado com anteriores declarações suas sobre o investimento angolano em Portugal, acrescentou: “Aliás, ainda esta semana o primeiro-ministro falou disso, da importância do investimento externo e do crescimento em Portugal. Isso eu mantenho completamente”.

Quanto à atuação das autoridades portuguesas face ao caso “Luanda Leaks”, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “aparentemente” esta é “uma matéria que envolve poderes do poder judiciário, das instituições judiciais de investigação e de decisão, e dos supervisores, e dos reguladores – que são independentes e devem ser independentes”, e não o poder político.

“Cabe agora, naturalmente, a esses poderes analisarem o que devem fazer, como devem fazer, se tiverem de o fazer. O Presidente da República não vai dizer o que é que pensa da intervenção do Ministério Público, o que é que pensa da intervenção de um tribunal num determinado caso, o que é que pensa da intervenção de uma entidade reguladora, que são muitas, que podem ter a ver com estas atividades”, defendeu.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO/Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 21 de janeiro: 10, 11, 24, 36 e 46 (números) e 3 e 5 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 17 milhões de euros.

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Marcelo Rebelo de Sousa e Presidente de Israel acertam troca de visitas de Estado

Presidente da República

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Foto: Twitter

O Presidente da República acertou, esta terça-feira, uma troca de visitas de Estado com o seu homólogo israelita, Reuven Rivlin, e manifestou a vontade de regressar a Israel para a inauguração da futura praça Aristides de Sousa Mendes.

Em declarações aos jornalistas, num hotel de Jerusalém, depois de ter sido recebido por Reuven Rivlin na residência oficial do Presidente do Estado de Israel, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este encontro “correu muito bem” e que se verificou “uma aproximação” de posições entre os dois sobre a situação regional.

O chefe de Estado, que chegou esta terça-feira a Jerusalém para participar no 5.º Fórum Mundial do Holocausto, na quinta-feira, assinalou que “não havia a vinda de um Presidente português a Israel desde o Presidente Mário Soares, há 25 anos”.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que convidou o seu homólogo israelita “a visitar Portugal, se possível até ao fim do ano”, adiantando que, a concretizar-se essa visita, que depende do “calendário apertado” de Reuven Rivlin, ficou acertado que fará depois uma visita recíproca a Israel.

Questionado se voltará a Israel para inaugurar a futura praça com o nome de Aristides de Sousa Mendes em Jerusalém, o Presidente da República respondeu que o seu plano era “ter agora participado na inauguração da praça” ou, pelo menos, “na primeira pedra que fosse colocada”, lamentando: “Mas infelizmente ainda não há praça”.

“É evidente que, vindo a resolver-se esse problema em tempo ou de calhar coincidentemente com a minha visita a Israel ou de justificar uma presença noutra circunstância, eu terei muito prazer e muita honra”, acrescentou.

“Se for, quando for, melhor, se coincidir com esta troca de visitas de Estado, melhor ainda”, reforçou Marcelo Rebelo de Sousa, que termina este seu mandato em março de 2021.

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