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Militar português ferido com gravidade em acidente rodoviário na República Centro-Africana

Despiste e capotamento de uma viatura

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Foto: Ilustrativa / Wikipedia

Um militar português ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA) ficou hoje ferido com gravidade devido a um acidente de viação, informou o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).


Em comunicado, o EMGFA informa que o militar, cuja família já foi avisada do acidente, sofreu um traumatismo grave nas duas pernas.

O acidente aconteceu enquanto realizavam um trajeto logístico junto à região de Bouar, situada a 350 quilómetros a noroeste da capital do país, quando ocorreu o despiste e capotamento de uma das viaturas táticas ligeiras blindadas HMMWV, vulgarmente conhecidas por “Humvee”.

A nota refere que são ainda desconhecidas as causas do acidente, mas que “a forte precipitação que assola a região, bem como o estado altamente precário da viatura, poderão ter contribuído para o despiste”.

“A equipa de médicos portugueses desta Força Nacional Destacada está a acompanhar a evolução clínica do militar em estreita ligação com os médicos do Hospital das Forças Armadas em Portugal”, avança o EMGFA..

O conflito neste país, com o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

O Governo controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA), cujo 2.º comandante é o major-general do Exército Marco Serronha.

Portugal integra a MINUSCA, com a 5.ª Força Nacional Destacada (FND), e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), que é comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

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País

Ventura promete “maior marcha alguma vez vista” contra antirracismo

Em Évora

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Foto: DR / Arquivo

O líder demissionário e recandidato do Chega anunciou hoje que vai organizar a “maior marcha alguma vez vista em Portugal” contra o discurso “hipócrita” do antirracismo, o qual considera “esconder a corrupção”, em setembro na cidade de Évora.

“Será uma grande marcha – a maior alguma vez vista em Portugal neste tipo de eventos -, com o lema ‘contra a hipocrisia do racismo para esconder a corrupção’. Haverá representantes de todos os partidos da Identidade e Democracia (ID), isso é certo. Estará o presidente da ID. Isso é certo. Queremos que venham manifestantes de toda a Europa”, disse André Ventura à Agência Lusa.

A ID é família europeia do Chega: grupo Identidade e Democracia (ID), presidido pelo belga Gerolf Annemans (Interesse Flamengo). As presenças da francesa Marine Le Pen (Frente Nacional) e do italiano Matteo Salvini (Liga Norte) continuam por confirmar.

“Será o nosso grito contra o racismo e marca o arranque do II congresso do partido. Começará às 19:00 nas portas de Évora e marcharemos até à praça do Giraldo, onde terminará a concentração”, continuou o deputado único do Chega, referindo-se à data de 18 de setembro.

A II Convenção Nacional deste partido populista de direita está agendada para 19 e 20 de setembro em local ainda a definir na capital alentejana, seguindo-se às eleições diretas para a presidência (05 de setembro).

“Estamos todos em perigo quando a extrema-direita se sente impune”, diz Joacine

O Chega já promoveu duas “contramanifestações” em Lisboa com a mesma máxima, defendendo não existir racismo em Portugal, para contrabalançar outras concentrações e marchas antirracistas e com a participação de partidos de esquerda.

Nos últimos dias, três deputadas e sete ativistas foram alvo de ameaças por uma autoproclamada “Nova Ordem de Avis – Resistência Nacional”, que reivindicou também uma ação junto à associação SOS Racismo, levando o Governo a condenar estas ações como “uma ameaça à própria democracia” que deve indignar “todos os democratas”.

Marcelo receita “tolerância zero” e “sensatez” contra o racismo

Na quinta-feira, o Ministério Público instaurou um inquérito-crime ao assunto, um dia depois de o dirigente da SOS Racismo Mamadou Ba ter prestado declarações na Polícia Judiciária e ter confirmado a receção, juntamente com mais nove pessoas, de uma mensagem de correio eletrónico a estipular o prazo de 48 horas para abandonar o país.

O Presidente da República recomendou aos democratas “tolerância zero” e “sensatez” para combater o racismo, ao comentar as ameaças.

Vários partidos, bem como o presidente da Assembleia da República, repudiaram as ameaças feitas aos ativistas e à associação.

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Covid-19: Mais três mortos, 198 infetados e 211 recuperados no país

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Portugal regista hoje mais três mortes e 198 novos casos de infeção por covid-19, dos quais 94 na região de Lisboa e Vale do Tejo, em relação a sexta-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 53.981 casos de infeção confirmados e 1.775 mortes.

Há 39.585 casos recuperados, mais 211.

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Ministério da Agricultura antecipa 112 milhões do Pagamento Único

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério da Agricultura anunciou hoje o pagamento, durante o mês de agosto, dos adiantamentos das ajudas incluídas no Pagamento Único (PU2020), no valor de 112 milhões de euros, dirigido a cerca de 137 mil beneficiários.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura refere que, de acordo com a regulamentação comunitária, será feita uma antecipação extraordinária do pagamento aos agricultores de 70 milhões de euros na medida de apoio à Manutenção da Atividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas.

Será igualmente feito um pagamento de 31 milhões de euros na medida de apoio à Produção Integrada e de 11 milhões de euros na medida de apoio à Agricultura Biológica, desde que reunidas as condições regulamentares relativas ao controlo prévio ao pagamento.

Os pagamentos em questão, esclarece o Ministério, são cofinanciados pelo FEADER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) e obrigam a uma antecipação das dotações do Orçamento do Estado no valor de cerca de 25 milhões de euros.

De acordo com o comunicado, este ano, devido à pandemia, o período de candidaturas prolongou-se, de final de maio até 10 de julho, pelo que só a partir desta data puderam começar os trabalhos que habitualmente se desenvolvem entre maio e outubro.

“Foi assim possível, graças a uma extraordinária dedicação e a um enorme esforço do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), a concretização desta antecipação extraordinária”, disse a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Segundo a ministra, a antecipação pela primeira vez para agosto destas ajudas “é uma forma de reconhecimento do papel importante da Agricultura e dos agricultores portugueses que permitiram que as cadeias de produção e abastecimento em Portugal funcionassem durante todo este tempo difícil e que continuássemos, embora com constrangimentos, a crescer nas exportações”.

O adiantamento das ajudas das medidas incluídas no Pedido Único das Ajudas (PU) tem sido pago aos agricultores em outubro, nunca tendo sido processado antes deste mês desde que as atuais regras comunitárias estão em vigor.

As ajudas no âmbito do PU, em 2020, foram aumentadas em 112 milhões de euros face ao ano anterior, valor que corresponde a um aumento de 85 milhões de euros nos pagamentos diretos e 27 milhões de euros na medida de Manutenção da Atividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas.

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