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Região

Miguel Alves recusa que aeroporto do Porto fique como “patinho feio” da transportadora

TAP

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Foto: DR

O presidente do Conselho Regional do Norte reconheceu hoje que a TAP atravessa um momento “complexo”, mas defendeu que o aeroporto do Porto “não pode ficar sinalizado como o patinho feio da transportadora aérea”.

“O momento é delicado para o país, que vive a crise económica de uma pandemia e é complexo para a TAP, que tem de apresentar um plano de restruturação em Bruxelas até ao final do ano, mas pelo meio não pode ficar o aeroporto do Porto sinalizado como o patinho feio da transportadora nacional”, afirmou à Lusa Miguel Alves.

Para o socialista, que preside ao Conselho Regional do Norte, órgão consultivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), “é no Porto e no Norte que o país encontra as suas empresas mais exportadoras, o seu motor industrial, a capacidade de crescer no turismo e a ligação mais forte à diáspora”.

“O radar político que decidirá o futuro da TAP tem de ter em conta o aeroporto Francisco Sá Carneiro e todo o potencial do Norte”, sustentou.

Miguel Alves, que é também presidente da Câmara de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, admitiu que, “nos últimos meses, as notícias da relação da TAP com o Norte do país têm sido infelizes e as declarações equívocas do ministro das Infraestruturas não ajudaram a desanuviar o ambiente de desconforto que ele próprio contesta”.

“Dar conta dos prejuízos das rotas como um problema atual da operação da TAP, colocando o foco no prejuízo que a empresa terá com as rotas que partem do Porto, não é só injusto para a região como é o contrário da estratégia que o Governo vem anunciado para a TAP, como companhia bandeira de Portugal”, especificou.

Miguel Alves admitiu que “as rotas do Norte não sejam rentáveis”, mas questionou se “são só as rotas do Porto que dão prejuízo e, se no Porto não há outras rotas, de outras companhias, a dar lucro”.

“Se não são só as rotas do Porto a dar prejuízo, então não se coloque no Norte o anátema da TAP pouco rentável, se há outras companhias aéreas a rentabilizar operações a partir do Porto, então é porque a TAP sabe pouco do que anda a fazer”, adiantou.

O Ministério das Infraestruturas e Habitação sublinhou hoje que a TAP “está neste momento a perder dinheiro em praticamente todas as rotas”, depois de críticas do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Em causa estão declarações do ministro na quinta-feira, numa audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no parlamento, segundo as quais as quatro rotas criadas no aeroporto do Porto, para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada, estão com “46% da lotação em média” e são “neste momento um prejuízo para a TAP”.

Em comunicado, a tutela vincou hoje que Pedro Nuno Santos “nunca disse que as únicas rotas que dão prejuízo à TAP fossem as quatro referidas ontem [quinta-feira] na audição parlamentar em que esteve presente”.

“Foi aliás referido nessa audição que a TAP está neste momento a perder dinheiro em praticamente todas as rotas, incluindo aquelas que se fazem a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Esse é, como é visível, o cenário em praticamente todo o setor da aviação”, refere a mesma nota.

No comunicado, lê-se que “atualmente existem 11 rotas operadas pela TAP a partir do Porto e que, apesar de praticamente todas as companhias estarem a reduzir fortemente a operação no inverno, a TAP vai manter 10 rotas no Porto”, o que o governante acredita demonstrar “o grande compromisso da companhia aérea pública com a região”.

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Braga

URMinho critica “jantares de comício em restaurantes que deveriam estar fechados”

União de Restaurantes do Minho enviou carta aberta ao Presidente da República

Foto: Imagem TVI

A União de Restaurantes do Minho (URMinho) considera “incompreensível” que os seus associados não possam trabalhar “quando são permitidos ajuntamentos e jantares de comício, em restaurantes que deveriam estar fechados”. A associação mostra o “total descontentamento” numa carta aberta ao Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Presidente da Comissão Nacional de Eleições e Presidentes das Câmaras Municipais do Minho.

A URMinho começa por “mostrar total descontentamento” perante as notícias de “falta de condições para [as pessoas] exercerem o seu direito de voto”.

“Assim, torna-se incompreensível enquanto empresários e associados da URMINHO não nos deixarem trabalhar, quando são permitidos ajuntamentos e jantares de comício, em restaurantes que deveriam estar fechados”, refere a carta aberta, numa referência, implícita, ao jantar de apoio a André Ventura, que reuniu cerca de 170 pessoas em Braga.

“Não é justo, não é sério e não é democrático, uns estarem inibidos de trabalhar e outros em campanha eleitoral fazendo com que os ajuntamentos, tão falados, aconteçam, denegrindo a imagem do país. Não contrariando a opinião pública, mas não nos inibindo de transmitir a opinião dos nossos associados, vimos reafirmar que estas eleições não deveriam decorrer neste tempo tão dramático”, refere a URMinho.

Nesse sentido, a associação apela à colocação de faixas pretas “bem visíveis à porta dos respetivos estabelecimentos” para demonstrar o que considera ser “esta face negra da democracia”.

“Se algum empresário de outras atividades comerciais se sentir igualmente injustiçado, sintam-se livres para fazer o mesmo”, destaca a carta aberta, apelando a que, “perante toda esta vergonha”, sejam “prontamente esclarecidos os acontecimentos recentes acima enumerados”.

“É incompreensível o nosso sector estar encerrado quando não há um único estudo que prove que a restauração é responsável pelo aumento dos números de casos. Aliás, indo mais longe, nos picos do contágio, os restaurantes estavam fortemente limitados no exercício da sua atividade, dando ênfase ao Natal e ao Ano Novo”, acrescenta.

“Não queiram, daqui a 3 semanas, se lamentar à semelhança do Natal, pelo facto de se poder desconfinar e circular livremente, no dia 24, apenas com o pretexto de ir votar. Um país onde a democracia é posta apenas ao dispor de alguns não é um país democrático”, conclui a carta aberta.

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Braga

Apoiante de Ventura faz saudação nazi em jantar com 170 pessoas em Braga

Eleições presidenciais

Foto: Imagem RTP

Um apoiante de André Ventura fez a saudação nazi durante o jantar-comício do candidato presidencial apoiado pelo Chega, o qual junto cerca de 170 pessoas, domingo, num restaurante em Braga.

A reportagem da RTP capta o momento em que o apoiante, de pé, está com o braço direito erguido, e assim o mantém, até ser alertado por um elemento para não o fazer.

Esta já não é a primeira vez que num comício de André Ventura há saudações nazis. Em janeiro de 2020, um apoiante do Chega fez a saudação nazi, durante o hino nacional, num jantar do partido da nova direita radical populista, no Porto. Na altura, André Ventura repudiou a situação.

O jantar-comício de ontem em Braga está envolto em polémico devido ao elevado número de participantes, sem distanciamento social, e para o qual, segundo a RTP, o jantar não estava autorizado pelas autoridades de saúde.

“Todos os eventos que estamos a realizar são feitos através das distritais, que contactam a Direção-Geral de Saúde (DGS), com os dados e o cumprimento de todas as regras de distanciamento, das mesas e dos lugares nas mesas”, disse o diretor de campanha, mandatário nacional de André Ventura e membro da direção nacional do Chega, Rui Paulo Sousa.

Mas segundo a RTP, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) tinha dado um parecer negativo ao evento que foi depois confirmado pelo delegado a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), mas o ACES Braga só já durante o dia de hoje terá tido conhecimento do documento, tal como a Guarda Nacional Republicana.

Esta foi a maior iniciativa entreportas da candidatura desde o início do período de campanha oficial (10 de janeiro), uma vez que todos os comícios anteriores tiveram lugar em espaços com plateias devidamente preparadas para guardar a distância sanitária ou refeições coletivas apenas com algumas dezenas de convivas em restaurantes.

Apesar do “dever geral de recolhimento domiciliário” e num dia em que Portugal perdeu mais 152 pessoas para a covid-19, Rui Paulo Sousa argumentou que o evento é “um comício político que, pela lei, é permitido”.

“Não está cancelado, apesar do estado de confinamento. Obviamente que as pessoas cantam, falam, exprimem-se porque é um evento político”, frisou.

“Neste caso, foi contactado o Agrupamento de Centros de Saúde de Braga (ACES Braga), que mandou cá uma equipa e esteve a medir rigorosamente e a ver se cumpria todos os requisitos”, garantiu o dirigente da força política da extrema-direita parlamentar.

O concorrente ao Palácio de Belém, André Ventura, nas suas ações de campanha eleitoral, tem criticado fortemente o executivo liderado por António Costa por aquilo que considera ser incompetência e falta de planeamento no combate às novas vagas da crise pandémica.

Em fundo, no salão onde decorre a iniciativa, fechado à comunicação social, ouviam-se gritos de apoio a Ventura, palmas, um coro de pessoas a cantar e a brindar.

Ventura, em Braga, chama “travesti de direita” a Rui Rio

O espaço escolhido pelo Chega foi um grande estabelecimento de restauração, especializado em eventos como casamentos e batizados, entre outros, no lugar de Tebosa, arredores de Braga.

Jornalista insultados e ameaçados

Indivíduos afetos à candidatura presidencial do Chega hostilizaram no domingo jornalistas e repórteres de imagem, num jantar comício em Braga, após ser noticiado que estavam ali reunidas cerca de 170 pessoas durante o confinamento geral.

Insultos vários, ameaças de violência e até contacto físico com operadores de câmara antecederam o momento em que foi, finalmente, permitida a entrada da comunicação social no repleto salão do restaurante, cerca de duas horas depois do previsto.

“Pouco importa, pouco importa/se eles falam bem ou mal/queremos o André Ventura/Presidente de Portugal”, entoaram, com gestos típicos de claque de futebol, enquanto os “cameramen” e repórteres instalavam os seus tripés ou gravadores.

Durante a sua breve intervenção, a anteceder o líder do partido da extrema-direita parlamentar, o diretor de campanha e mandatário nacional, além de membro da direção nacional do Chega, Rui Paulo Sousa afirmou: “os nossos adversários estão lá fora, mas alguns estão cá dentro…”, motivando mais gestos ameaçadores dos apoiantes na direção da comunicação social.

“Claques” de André Ventura hostilizam jornalistas em Braga

“É com orgulho que eu digo chega/É com respeito que me vês/E bate forte cá no meu peito/E é por ti que eu canto, André/Ale, ale, Ventura, Ale/Ale, ale, Ventura, Ale/Ale, ale, Ventura, Ale”, era outra das “letras” reproduzidas em papel e colocadas em todas as mesas para que os cânticos saíssem mais afinados.

A distrital de Braga do Chega inclui concelhias como Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Barcelos, entre outras. A “plateia” do comício era formada quase na sua totalidade por homens.

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Alto Minho

Juiz manda prender suspeito de abusar sexualmente da enteada em Caminha

Abusos começaram quando vítima tinha 10 anos

Foto: Ilustrativa / PJ

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga deteve em Caminha um homem de 36 anos suspeito da prática de “inúmeros” crimes de abuso sexual de criança, sendo a vítima a enteada, disse hoje fonte daquela força à Lusa. Ficou em prisão preventiva.

Segundo a fonte, os abusos terão começado há seis anos, quando a vítima tinha 10 anos.

“O arguido terá submetido a vítima a frequentes atos sexuais de relevo, mas só recentemente a situação foi denunciada”, refere um comunicado da PJ.

Indiciado pela eventual prática de crimes de abuso sexual de crianças e de abuso sexual de menores dependentes, o detido foi presente à autoridade judiciária, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

Notícia atualizada às 12h18 com mais informação.

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