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Futebol

“Merecíamos mais”

Declarações após o Famalicão-Benfica (1-1) da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal 2019/2020

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Declarações dos treinadores após o jogo Famalicão – Benfica (1-1), para a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de futebol, disputado em Vila Nova de Famalicão:

João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “Penso que merecíamos mais, juntando a primeira e a segunda mão, merecíamos passar. O Benfica entrou um pouco cauteloso, tentando anular a nossa construção. Forçou-nos um erro, a partir do qual sofremos o primeiro golo. A partir daí, dominámos o jogo, forçámos erros do Benfica e tivemos algumas boas oportunidades. Infelizmente, não conseguimos empatar o jogo ao intervalo.

Entrámos melhor na segunda parte. Em vez de pressionarmos apenas com o Toni [Martínez] na frente, pressionámos com o Toni e com o Pedro Gonçalves. Apesar de termos terminado o jogo balanceados para o ataque, só marcámos um golo. Infelizmente, não conseguimos chegar ao golo que nos daria a final.

Queria dedicar a vitória que infelizmente não foi possível, mas dedico este jogo aos jogadores que disputaram o último jogo do campeonato [derrota caseira por 7-0, frente ao Vitória SC]. Foi um dia difícil para nós. Sem o trabalho deles, era impossível termos feito o jogo que hoje fizemos contra uma grande equipa, até ao último segundo do jogo, e o caminho que temos feito na Liga.

Se tivéssemos estado melhor na finalização, passaríamos à final, mas jogámos contra uma grande equipa, com um grande guarda-redes [Vlachodimos]. Falo dos dois jogos. Aquele golo no último minuto da primeira mão foi decisivo. Relativamente ao futuro, estamos tranquilos. O trabalho da equipa técnica é preparar os jogadores quer em séries de vitórias, quer quando perdemos: a prova disso é, passados alguns dias de um resultado muito negativo, apresentarmos este jogo hoje. No próximo domingo [com o Desportivo das Aves, para o campeonato], vamos apresentar-nos novamente para ganhar.

O nosso sonho [para o que resta da temporada] é apresentar todos os domingos um futebol agradável, que os nossos adeptos gostem, é criar uma identidade forte, é as pessoas perceberem que é o Famalicão está a jogar. O nosso maior orgulho é as pessoas dizerem que o Famalicão é competitivo e joga todos os jogos para ganhar. Há certos momentos em que temos dissabores, porque jogamos no risco. Mas já ganhámos mais do que perdemos a jogar assim. Temos de crescer em alguns aspetos”.

Bruno Lage (treinador do Benfica): “[Atingir a final da Taça de Portugal] tem um significado muito especial, quer para mim, quer para muitos jovens, que ainda no ano passado estiveram aqui, no meu último jogo pela equipa B, onde fizemos uma grande exibição e ganhámos ao Famalicão [para a II Liga]. Tivemos uma entrada muito forte. Nos primeiros 30 minutos, estivemos muito bem no jogo, quer a nível ofensivo e a nível defensivo. Celebrámos muito o golo [do Pizzi], porque fazia parte da nossa estratégia pressionarmos daquela maneira e tirar proveito disso. Mas o Famalicão foi crescendo e, na segunda parte, fez uma grande exibição. Encostou-nos um pouco à área. Nos últimos 15 minutos, não pressionámos como pretendíamos. O Famalicão chegou com justiça ao resultado [empate].

O mais importante foi conseguirmos a final, perante um adversário que joga bem, que provoca um desgaste enorme na forma como explora a largura e a profundidade. Não estou satisfeito com a exibição, mas sim com o facto de termos conquistado a final.

[Este jogo foi mais um numa fase exibicional menos boa?} Por coincidência, a sequência de jogos num curto espaço de tempo foi Belenenses SAD, Famalicão, para a primeira mão da Taça, FC Porto e Famalicão novamente. Marcámos muitos golos nesses jogos: três com o Belenenses SAD, três com o Famalicão, dois com o Porto e um hoje. No momento defensivo, não estivemos tão fortes a nível de equilíbrio e de transição. Temos permitido algumas transições aos nossos adversários. Hoje não fizemos uma exibição consistente. Tivemos uma entrada forte, mas fomos perdendo [fulgor]. Na segunda parte, houve uma forte pressão do Famalicão. Fomos fazendo as substituições no sentido de controlar mais o jogo com bola, mas não conseguimos.

Não se trata de uma quebra física [a razão de exibições menos conseguidas]. Hoje a equipa correu muito. Com o Belenenses e com o Porto, correu muito. O desgaste vem de não recuperarmos totalmente de um jogo para outro. O Famalicão, quando joga contra os ‘grandes’, não sofre a mesma pressão de uma equipa ‘grande’. O Famalicão eventualmente terá mais dificuldades em ter este tipo de jogo contra uma equipa que se fecha lá atrás. Uma equipa como o Benfica não pode esperar; na Luz, se isso acontecer, o jogo fica aborrecido. De hoje para sábado, a equipa vai ter tempo suficiente para recuperar.

Todos os jogadores são importantes. Quando se perde, falta sempre alguma coisa. Em setembro ou outubro, houve queixas pelo facto de [Cervi] ter sido titular na Liga dos Campeões. Há quatro meses, colocá-lo a jogar não era o melhor para a equipa. As escolhas [para o ‘onze’] são feitas consoante o momento”.

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