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Braga

Mercados Incríveis de Arte valorizam os claustros do castelo de Braga

No primeiro domingo de cada mês

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Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

No primeiro domingo de cada mês, os Mercados Incríveis de Arte (MIA) adoçam o espaço público da cidade com espetáculos performativos, música e expositores de variadíssimas concepções criativas. Regularmente instalados no mercado cultural do Carandá, os MIA são uma iniciativa promovida pela Plataforma do Pandemónio que animou o centro histórico de Braga com música, teatro e expressões visuais, na edição deste domingo.

O domingo estava ensonado, conservador e passeado por muita gente acompanhada pelos sinais de fumo dos vendedores de castanhas que espiritualizam a estação do ano. Um tom quente de viola e voz, encostado ao jazz ou à bossa nova, fazia-se ouvir pelos claustros do edifício do castelo no centro histórico de Braga, onde 20 desenhadores, pintores ou artesãos mostravam o seu trabalho exposto em bancas ou suportado pela pedra no chão. A feira convidava à curiosidade de gente alheia, descomprometida para com o dia.

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

O Duo Trizka, Beatriz Cervellini e Karla Izidro, eram as proprietárias da melodia açucarada que partilhava o ambiente com o fumo das castanhas. Imigradas do Brasil, a dupla estreava-se em Portugal na rua para a gente que passeava, numa passada lenta, de domingo. Foi o contacto com a Plataforma do Pandemónio, recentemente fundada associação cultural, que proporcionou ao duo a estreia nesse palco lusitano disponível para todos, a rua.

“Tentamos mostrar um pouco da nossa música autoral, cantamos duas músicas do Zeca Afonso e algumas composições natalícias”, conta a dupla do Paraná. Aterraram em Portugal durante o pico de terror propagado pela pandemia. “Ainda estamos a procurar, a conhecer, esta foi a nossa estreia em Portugal, no Brasil fizemos outros trabalhos, fado com piano e trilhas para peças de teatro”, acrescentam.

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Os MIA são organizados por Marta Moreira, Karla Ruas, Sónia Ribeiro e Jefferson Rib, da Plataforma do Pandemónio. A academia de teatro Tin.Bra é parceira do evento.

“Uma curiosidade grande em perceber o que se está a passar”, afirma Marta Moreira no decurso do segundo concerto organizado para o dia. “A ideia do mercado sempre foi não fazer só um mercado, mas um acontecimento artístico com música, performances, expositores”, explica Jefferson Rib.

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

“Artistas que vivem no Porto ou em Braga” afirma Marta Moreira sobre os presentes, enquanto salienta: “O crescimento está a ser exponencial na primeira edição eram cerca de cinco expositores, na segunda o dobro e nesta já 20”. O Município de Braga cedeu a utilização do espaço público para o evento e a paróquia de São Victor emprestou algum do material utilizado.

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