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Viana do Castelo

Mercadona anuncia oficialmente loja em Viana e está a recrutar

Em Abelheira

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Foto: Divulgação

A cadeia espanhola de hipermercados Mercadona anunciou, esta segunda-feira, a instalação de uma loja eficiente na localidade de Abelheira, na cidade de Viana do Castelo.

Para Joana Ribeiro, uma das diretoras da Mercadona em Portugal, “esta nova loja em Viana do Castelo representa o crescimento e expansão da Mercadona em Portugal, instalando-se num novo distrito”.

“Orgulhamo-nos de fazer parte de um projeto que cresce de forma sustentável, que cria emprego estável e de qualidade, e que tem contado com o apoio das comunidades onde se insere, com as quais nos esforçamos para criar bons laços de vizinhança e agora também com os vianenses”, aponta.

Para 2020, além de Viana do Castelo, a marca pretende abrir lojas em Paços de Ferreira, Aveiro (Matadouro), Aveiro (Silva Rocha), Trofa, Águeda, Penafiel, Santo Tirso e Ermesinde.

A empresa já se encontra a recrutar para a loja de Viana do Castelo. As candidaturas podem ser efetuadas através do site da empresa, na secção de emprego.

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Viana do Castelo

Hospital com 121 camas montado na maior sala de espetáculos do Alto Minho

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O centro cultural de Viana do Castelo, a maior sala de espetáculos do Alto Minho, foi transformado em hospital de campanha com 121 camas destinadas a acolher doentes com covid-19, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia da capital de distrito explicou que o “hospital de retaguarda já se encontra disponível, após vistoria onde marcaram presença o presidente da Câmara, o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) e a presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) de Viana do Castelo.

“Ao todo, o hospital de retaguarda conta com 121 camas, mas poderá ir até às 200, com alas feminina e masculina. Neste momento, o espaço dispõe de 100 camas e enfermaria, 21 quartos individuais, sala de tratamentos, sala de convívio e refeições, unidade de gabinete médico, balneários masculinos e femininos, unidade de armazenamento de equipamento para sujos e limpos, dois acessos diferenciados de entradas e saídas e 80 cacifos individuais”, especifica a nota.

Segundo o município, o modelo do hospital de retaguarda foi projetado de acordo com orientações da ULSAM e das autoridades de saúde pública.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 905 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 46 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 176.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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Viana do Castelo

Citânia de Santa Luzia, em Viana, recuperada até agosto

Arqueologia

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A empreitada de conservação da Citânia de Santa Luzia, um investimento de 100 mil euros, decorre até ao mês de agosto, foi hoje anunciado.

A obra, realizada pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), iniciou no mês de janeiro e incide na estabilização e restauro das alvenarias dos diferentes sistemas estruturais que constituem a Cidade Velha de Santa Luzia.

Em comunicado, a autarquia recorda que a “citânia se assume como um notável exemplar dos povoados fortificados existentes no Noroeste Peninsular, tanto pela sua dimensão, como pelo planeamento urbanístico, tipologia construtiva e caráter defensivo”.

A mesma fonte explica que a intervenção observa as técnicas construtivas tradicionais, incluindo a colocação de elementos de travamento transversal com a dimensão e o espaçamento determinado em obra.

“O assentamento será executado sem recurso à utilização de argamassas, evitando a utilização de elementos de fixação, de forma a constituir um aparelho com as características da alvenaria existente”, refere a mesma nota.

Serão utilizadas as unidades de alvenaria existentes no local, prevendo-se a possibilidade de recorrer a unidades existentes em depósito, dentro do perímetro da Cidade Velha, caso seja necessário para colmatar espaços ou proceder a reforços complementares.

Monumento Nacional desde 1926

A Citânia de Santa Luzia, classificada como Monumento Nacional em 1926, está situada no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo.

A estrutura encontra-se aberta ao público desde 1994, integrando-se num conjunto de estações arqueológicas existentes no Norte de Portugal.

Corresponde a um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho.

A sua localização estratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também controlar o movimento das entradas e saídas na Foz do Lima que, na Antiguidade, seria navegável em grande parte do seu curso.

O povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão.

Intervenção surge após estudo de impacte ambiental

Esta intervenção surge na sequência do estudo de impacte ambiental de consolidação do parque empresarial de Lanheses.

“Considerando-se ser necessário implementar medidas compensatórias referentes à salvaguarda do património existente no concelho de Viana do Castelo, a autarquia optou por alocar o investimento no projeto de conservação das ruínas arqueológicas da Cidade Velha de Santa Luzia”, finaliza a autarquia.

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Alto Minho

Viana do Castelo pede medidas “específicas” para pequeno comércio e serviços

Covid-19

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Foto: Tripadvisor

A Câmara e a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) vão pedir ao ministro da Economia medidas “específicas” para o pequeno comércio e serviços, afetados pela perda de “rendimento” devido à pandemia da covid-19.

Em comunicado hoje enviado às redações, na sequência de uma reunião que decorreu hoje entre o autarca socialista, José Maria Costa, e o presidente da AEVC, Manuel Cunha Júnior, os dois responsáveis justificam o pedido de apoios com a “especificidade do tecido económico de Viana do Castelo e do Alto Minho”.

“Prevalecem pequenas empresas de comércio local ou de pequenas atividades de serviços e de restauração e hotelaria”, sublinham os dois responsáveis que efetuaram a “monitorização” do impacto da pandemia.

No conjunto de propostas a enviar numa carta dirigida ao ministro Pedro Siza Vieira, José Maria Costa e Manuel Cunha Júnior pedem uma “resposta rápida e eficaz aos sócios de microempresas e aos trabalhadores independentes” que, asseguram, “ficam excluídos da quase totalidade, ou mesmo totalidade”, dos apoios já anunciados pelo Governo “devido à especificidade da sua atividade e do seu regime contributivo”.

“As moratórias de créditos vão implicar que aumente o valor da dívida, com a inclusão dos juros não pagos durante o período de suspensão, e [fazem com] que simultaneamente também aumente o valor dos juros associados ao crédito como consequência do aumento do seu montante. Tal não poderá acontecer. Os bancos e as sociedades de garantia mútua terão de assumir a sua quota parte no impacto desta crise”, argumentam.

Para os responsáveis, “os empréstimos a conceder às empresas devem ter uma taxa de juro zero”, sendo “urgente adequar os mecanismos de obtenção dos apoios às medidas agora tomadas” para que não haja demora na disponibilização dos formulários.

A isenção da Taxa Social Única (TSU) às empresas que durante esta crise não necessitem de recorrer ao regime de ‘lay-off’ ou a outro regime de suspensão de contratos de trabalho e acelerar o pagamento de projetos cofinanciados pelo Estado português ou por fundos europeus”, são outras das ações reclamadas.

A AEVC representa cerca de 1.100 associados.

De acordo com números avançados anteriormente à Lusa por Manuel Cunha Júnior mais de 80% das 600 lojas comerciais instaladas na área urbana de Viana do Castelo fecharam portas por causa da pandemia.

Segundo o presidente da AEVC, “o tecido empresarial instalado em todo o concelho de Viana do Castelo integra cerca de 3.400 empresas, perto de 1.000 dos setores de hotelaria, restauração e similares”.

“No concelho de Viana do Castelo mais de 70% das empresas encerraram por causa da pandemia de Covid-19”, especificou.

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