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“Mercado de capitais deve ter função essencial na recuperação da economia”

Segundo o ministro das Finanças

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João Leão. Foto: Twitter de António Costa

O ministro das Finanças disse hoje, em Lisboa, que o mercado de capitais deve ter uma “função essencial” na recuperação da economia e que o Governo irá ponderar as recomendações da OCDE para o dinamizar.


“No atual contexto de apoio à recuperação da economia, o mercado de capitais pode e deve ter uma função essencial no financiamento das empresas e na captação de poupanças para esse fim”, afirmou João Leão, na abertura da conferência de lançamento da avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) ao mercado de capitais português.

Segundo o governante, a solidez do sistema financeiro não se avalia só pelo sistema bancário e é importante que Portugal tenha um mercado de capitais “mais atrativo para as empresas, com um sistema regulatório mais simples, previsível e estável que promova a poupança e o investimento, um mercado de capitais que promova e facilite o financiamento das empresas de pequena dimensão, um mercado de capitais mais inclusivo, acessível a todos, mais transparente, procurando fomentar a poupança das famílias”.

Sobre as recomendações que constam do estudo da OCDE, disse João Leão que serão “cuidadosamente ponderadas” antes da tomada de decisões pelo Governo.

OCDE sugere cotar empresas públicas para estimular bolsa nacional

Também o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, esteve presente nesta conferência defendendendo que, perante um sistema bancário menos interventivo no financiamento da economia produtiva, o mercado de capitais deve ser fortalecido para captar as poupanças e as aplicar na economia.

Contudo, considerou, há que reconhecer a pouca apetência das empresas (defendendo uma “resposta compatível” para empresas relativamente pequenas, já que são poucas as grandes no tecido económico português), mas também dos investidores, afirmando ser normal que haja “traumas recentes na cabeça dos aforradores” depois de grandes operações (como aumento de capital do BES) em que investidores participaram e poucos meses depois significaram perdas.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou hoje um relatório sobre o mercado de capitais português, em que deixa recomendações para o estimular, caso da cotação em bolsa de empresas públicas, incentivos fiscais ou modernização da regulamentação.

Questionado hoje sobre a sugestão de as empresas públicas cotarem em bolsa, afirmou Siza Vieira que a sugestão é para emitirem obrigações no mercado nacional e que essa será considerada.

Ainda segundo o relatório da OCDE, a bolsa portuguesa perdeu 91 empresas entre 2000 e 2018, devido principalmente a alterações nas estruturas acionistas.

A organização sediada em Paris fez ainda um inquérito às empresas portuguesas, sendo que 70% das inquiridas indicaram a partilha de controlo acionista como razão para não entrar em bolsa.

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País

Promotores de Espetáculos marcam protesto para 21 de novembro em Lisboa

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A Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE) marcou uma ‘Manifestação pela Cultura’ para o dia 21 de novembro, em Lisboa, anunciou hoje aquela entidade.

“Manifestação pela Cultura. Campo Pequeno. Sábado 21 Novembro às 10:30”, lê-se numa publicação partilhada pelas 19:30 de hoje na página oficial da APEFE na rede social Facebook.

Contactada pela Lusa, Sandra Faria, da APEFE, explicou que a manifestação irá decorrer “dentro do Campo Pequeno, como se de um espetáculo se tratasse”. Ou seja, “cumprindo as regras impostas pela Direção-Geral de Saúde” e com a capacidade do recinto limitada a duas mil pessoas.

Segundo Sandra Faria, a APEFE convidou “associações e movimentos formais e informais do setor”, bem como “artistas” a juntarem-se ao protesto.

“No início da semana será divulgado o nosso manifesto”, referiu.

As salas de espetáculos encerraram em março, quando foi decretado o primeiro estado de emergência, embora os espetáculos tenham começado a ser adiados ou cancelados antes disso, e puderam reabrir a partir de 01 de junho, mas com normas de higiene e segurança.

Com a entrada em vigor do segundo estado de emergência e o decreto de um novo recolher obrigatório, desta vez parcial, salas de espetáculos um pouco por todo o país viram-se obrigadas a alterar horários ou a adiar programação, de modo a conseguirem sobreviver.

O Governo decretou o recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00 nos dias de semana, a partir da passada segunda-feira e até 23 de novembro, nos 121 municípios mais afetados pela pandemia, assim como “limitação da liberdade de circulação” nos fins de semana de 14 e 15 de novembro e de 21 e 22 de novembro.

A partir de segunda-feira, dia 16, passam a ser 191 os concelhos abrangidos por estas restrições, como anunciou o primeiro-ministro na quinta-feira, após reunião do Conselho de Ministros.

Para a APEFE, esta decisão “é uma grande machadada no setor”.

“Que nós não compreendemos, porque se as regras são cumpridas exemplarmente nas salas, e se as salas são seguras – e são mais seguras do que ir ao supermercado -, como é que os supermercados podem estar abertos e as salas de espetáculos não, dentro daqueles horários, quando a circulação é organizada, quando há distanciamento social entre as pessoas, quando é obrigatório o uso de máscara?”, questionou Sandra Faria, da APEFE, em declarações à Lusa na quarta-feira.

O setor da Cultura, que “já está a viver uma tragédia em 2020”, “vê essa tragédia agravada com estas restrições dos fins de semana”.

“Vimos hoje [na quarta-feira] uma notícia que poderá haver apoio para a restauração, pela perda de faturação nestes fins de semana, espero que o Governo também se lembre da Cultura e dos espetáculos ao vivo”, afirmou.

Também a Plateia – Associação de Profissionais das Artes Cénicas sublinhou que, “incompreensivelmente, o anúncio das medidas restritivas não foi acompanhado por um anúncio de medidas de apoio aos trabalhadores e às atividades mais afetadas”.

O anúncio das novas medidas geraram preocupação na Plateia e também no Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, Audiovisual e Músicos (Cena-STE).

“A Plateia vê com preocupação as terríveis consequências destas medidas para milhares de trabalhadores, centenas de estruturas artísticas e culturais em todo o país, e para a participação cultural e acesso à cultura de toda a população”, refere aquela associação num comunicado divulgado na segunda-feira.

Já o dirigente do Cena-STE, Rui Galveias, em declarações à Lusa, considerou a limitação de circulação ao fim de semana “mais um prego no caixão” do setor da Cultura, que já está “numa situação dramática”.

“Olhamos para tudo isto com muita preocupação. Entendemos a necessidade de cuidar das pessoas, entendemos que os números são dramáticos, mas não conseguimos compreender estados de emergência, quando as pessoas têm aderido às regras”, salientou.

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País

Ordem exige visão estratégica para que pandemia não trave formação dos futuros médicos

Saúde

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Foto: Ordem dos médicos

A Ordem dos Médicos exigiu hoje uma visão estratégica para que a pandemia não trave a formação dos futuros médicos, que deve ser implementada “com urgência”, resolvendo as situações de hospitais a impedir a entrada de alunos de medicina.

“A formação dos estudantes de medicina é crucial e decisiva para a qualidade do sistema de saúde no médio e longo prazo, pelo que condicionar, para lá do razoável, o contacto prático com os doentes pode ter efeitos muito nefastos para os futuros médicos e, sobretudo, para os doentes”, afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

Corroborando a informação avançada pelo Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), a Ordem dos Médicos disse que tem conhecimento de situações em que os centros hospitalares e hospitais estão a impedir a entrada de alunos de medicina nas suas instalações, apelando a que “as entidades competentes revejam esta decisão e adotem com urgência uma visão estratégica, para que a pandemia não trave a formação dos futuros médicos”.

“Mais, a atual situação pandémica tem levado a que a covid-19 crie uma pressão e disrupção muito grandes no Serviço Nacional de Saúde, pelo que, com o devido enquadramento, a presença de estudantes de medicina pode trazer vantagens aos hospitais”, defendeu o bastonário Miguel Guimarães.

Na perspetiva da Ordem dos Médicos, esta é também “uma oportunidade única de aprendizagem para futuras pandemias que assolem o mundo, que será irresponsável desperdiçar”.

A decisão de alguns centros hospitalares de proibir a entrada de estudantes de Medicina e o acesso a aulas práticas merece a “veemente reprovação” do CEMP, que entende que está comprometida a formação.

“É fundamental, sobretudo neste momento, garantir a formação adequada dos futuros médicos, o que implica, naturalmente, a existência de aulas práticas presenciais, com contacto com doente, elemento indispensável à formação médica. A sua interdição pode implicar estarmos a comprometer a formação dos futuros médicos, com consequências imprevisíveis na saúde dos portugueses”, reforçou o CEMP, num comunicado divulgado na segunda-feira.

No mesmo documento, as escolas médicas apelam às administrações hospitalares para que revertam a decisão e colaborem com as escolas médicas na formação dos futuros clínicos “de forma adequada e ajustada àquilo que são as exigências da formação rigorosa dum médico, a fim de não comprometer a mesma”, algo que deve ser “considerado como um objetivo do máximo interesse nacional”.

Portugal contabiliza pelo menos 3.305 mortos associados à covid-19 em 211.266 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Vacina contra a covid-19 só a partir de janeiro, diz Agência Europeia de Medicamentos

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) espera dar um parecer favorável sobre uma primeira vacina contra o novo coronavírus “até o final do ano” para ser distribuída “a partir de janeiro”, disse hoje o seu diretor.

“Se os dados forem sólidos, podemos dar luz verde para a primeira vacina até o final do ano e começar a distribuição a partir de janeiro”, disse o diretor da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Guido Rasi, numa entrevista hoje publicada no jornal italiano Il Sole 24 Ore.

Este organismo é responsável pela autorização e controlo dos medicamentos na União Europeia (UE), sendo que a luz verde final dada pela Comissão Europeia permite aos laboratórios comercializar os seus medicamentos em toda a UE.

A EMA, que espera que “seis ou sete” diferentes vacinas estejam disponíveis em 2021, recebeu na sexta-feira “os primeiros dados clínicos da Pfizer sobre a sua vacina”, afirmou Guido Rasi.

O diretor da EMA descreveu ainda que receberam “os dados pré-clínicos da AstraZeneca, de ensaios em animais, que já estão a ser avaliados” e que, por último, tiveram “várias conversas com a Moderna”.

Com a colocação da vacina no mercado em janeiro, os seus primeiros efeitos ao nível de conter a disseminação do vírus “serão visíveis em cinco a seis meses, principalmente no próximo verão”, explicou, lembrando que, obviamente, “não será possível imunizar todas as pessoas”.

“Começaremos pelas categorias mais vulneráveis, como os idosos e os profissionais de saúde, que passarão a bloquear as pontes de transmissão”, frisou o responsável.

Guido Rasi entende que é necessário vacinar “mais de metade” da população europeia para se “poder assistir a um declínio da pandemia”, o que exigirá “pelo menos 500 milhões de doses na Europa”.

Para vacinar todos, “vai demorar pelo menos um ano” e “se tudo correr bem no final de 2021, teremos imunização suficiente”, salientou Rasi.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 1.305.039 mortos resultantes de mais de 53,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.250 pessoas dos 204.664 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (51.304 mortos, mais de 1,3 milhões de casos), seguindo-se Itália (44.139 mortos, mais de 1,1 milhões de casos), França (43.892 mortos, cerca de 1,9 milhões de casos) e Espanha (40.769 mortos, mais de 1,4 milhões de casos).

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