Seguir o O MINHO

Braga

Mercado, Confiança, Estádio e estacionamento prometem aquecer ano político em Braga

Muitas questões para o executivo municipal resolver.

em

Fotos: DR

O ano político no Município de Braga vai ser marcado, se nada de estranho suceder, pelo arranque em fevereiro da obra de requalificação do Mercado. Isto, depois de uma paragem de vários meses, devido a uma ação interposta no Tribunal Administrativo por um dos concorrentes, a construtora Refoiense, que não aceitou o resultado do concurso.


A providência cautelar que se seguiu acabou por ser rejeitada pelo Tribunal Administrativo Central do Norte, o que permite o começo da empreitada, logo que o Tribunal de Contas dê o necessário visto.

Novo Mercado Municipal de Braga. Foto: CM Braga

A adjudicação da obra coube à empresa Costeira-Engenharia e Construção, que venceu o concurso público com o preço de 4,2 milhões de euros.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga (Arquivo)

Em termos de obras, mas mais para o verão, fica concluída a recuperação e ampliação da Pousada da Juventude, o que será um passo mais no reforço da oferta turística. Antes disso, abre o parque de lazer do Picoto.

No Plano e no Orçamento estão inscritas também verbas para o arranque da criação de um ecoparque na zona das Sete Fontes. A Câmara tem dois milhões de euros para adquirir os terrenos aos privados, mas estes não aceitam o preço oferecido, dez euros o metro quadrado, por entenderem que vale 50 ou 60. Três deles já foram para Tribunal, e é provável que entrem mais ações no Administrativo, o que, previsivelmente, obrigará a expropriação.

Ruínas romanas das Carvalheiras. Foto: DGPC

Para começar e, aparentemente, sem escolhos de monta no caminho, está o projeto integrado de valorização, musealização e adequação à visita do conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público.

O trabalho será desenvolvido em duas fases, prevendo-se que o pré-projeto seja apresentado no primeiro semestre de 2019, altura em que está prevista a sua discussão pública.

Criará as condições para dotar o interior do quarteirão das Carvalheiras de um parque urbano, aberto à cidade e aos visitantes, anexo às ruínas.

O mesmo sucede com a reconstrução do antigo Cinema São Geraldo que irá ser um dos palcos – se a candidatura for aprovada – da Capital Europeia da Cultura.

Estádio, Confiança, Estacionamento e SGEB

Para 2019 transitam várias ações judiciais, desde logo as que envolvem a obra de construção do estádio. O Município tem de pagar, de imediato, 3,8 milhões de euros ao consórcio ASSOC por decisão judicial. Mas a massa a liquidar pode não ficar por aqui: há outra ação da ASSOC, de valor superior, em recurso, no Tribunal Administrativo Central do Norte (no Porto), cuja decisão se aguarda. A Câmara já perdeu esta ação, duas vezes, no de Braga, mas voltou a recorrer.

Foto: Divulgação / Souto Moura Arquitectos, SA.

Falta, também, e no que toca à primeira sentença, contabilizar o valor das horas extraordinárias. O Tribunal vai nomear uma comissão tripartida para fazer a conta. Ainda no que toca ao estádio, o Tribunal do Norte deve decidir o recurso camarário da sentença que o abriga a pagar outros 3,5 milhões ao consórcio do arquiteto Souto Moura que projetou o estádio. Ao todo, para o estádio e a parceria-público-privada dos relvados nas freguesias, da empresa SGEB, o Município prevê gastar 12 milhões.

Ricardo Rio tem vindo a dizer que a anterior gestão do PS lhe deixou vários “esqueletos no armário”. Os atuais vereadores do PS respondem que a Câmara passa a vida a denegrir a “grande obra” do anterior autarca.

Foto: DR/Arquivo

No Administrativo de Braga – onde os processos marinam durante anos devido a falta de meios e de juízes – continua o pedido de indemnização da antiga concessionária do estacionamento à superfície, a ESSE, do empresário António Salvador. Em causa está um pedido que varia entre os 30 e os 71 milhões de euros, por prejuízos alegadamente causados pela rescisão camarária ao fim de cinco anos de vigência do contrato.

No mesmo foro judicial, está, também, a ação interposta por um grupo de cidadãos – com apoio da oposição, PS; CDU e BE – contra a venda, por 4 milhões, do edifício da antiga fábrica Confiança, em São Victor.

Foto: Facebook de Paula Nogueira (Arquivo)

A Câmara recorreu da providência cautelar e o juiz deve decidir, supõe-se que, em breve.

Adiado está o processo de resgate – através da extinção – da PPP da SGEB- Sociedade Gestora dos Equipamentos de Braga. A Câmara, que paga 6,5 milhões por ano, pouparia 80 milhões com o fim da empresa. Mas tinha de contrair um empréstimo bancário. O Ministério das Finanças – de forma algo estranha e superficial – não permite a operação porque – diz – iria aumentar a dívida pública. Uma decisão cosmética que – diz Ricardo Rio – apenas prejudica o Município, logo as contas públicas…

Outras

O Município enfrenta, ainda, várias outras ações administrativas e cíveis, devido às alterações do uso do solo, consagradas no PDM de 2015. Numa delas, a empresária Mavilde Ribeiro, pede 81 milhões.

Anúncio

Braga

“Índice de severidade diária em Braga foi o mais elevado dos últimos 40 anos”

Incêndios

em

Foto cedida a O MINHO

O comandante operacional nacional da ANEPC, Duarte Costa, deu conta que, em 2020, “o índice de severidade diária foi o mais elevado dos últimos 40 anos” em Braga, Vila Real e Bragança e, dos últimos 30, na região Centro.

“Isto quer dizer que a disponibilidade dos combustíveis para arder foi a mais elevada dos 30 anos” , precisou, numa conferência de imprensa realizada após a reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional, realizada na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (Oeiras)

Já o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que “a prioridade absoluta” passa agora pela prevenção dos incêndios rurais e mudança de comportamentos, uma vez que foi atingido “o grande objetivo estratégico” em relação ao combate.

“A prevenção é a partir de hoje a prioridade absoluta. O principal problema está na reforma da floresta, está na alteração de comportamentos”, disse aos jornalistas Eduardo Cabrita, acrescentando que ”agora a prioridade da atuação da mudança não está no combate”.

O ministro deu conta dos resultados alcançados este ano sobre o número de ocorrências de incêndios florestais e área ardida.

Segundo os últimos dados, registaram-se este ano cerca de 9.500 incêndios rurais que consumiram 66.500 hectares.

Segundo Eduardo Cabrita, “o grande objetivo estratégico” definido desde 2017 está realizado, tendo em conta que, pelo terceiro ano consecutivo, não se registaram perdas de vida civis, verificou-se uma diminuição do número de ocorrências (menos 50% em relação à média dos últimos 10 anos) e da área ardida (menos 51% relativamente à média da última década).

Apesar de não terem morrido civis durante esta época de incêndios, cinco bombeiros e dois pilotos de um avião de combate aos fogos morreram em serviço, tendo o ministro prestado uma homenagem a estes operacionais.

“Num contexto de um ano particularmente difícil do ponto de vista das condições meteorológicas e adversas, os objetivos estratégicos – redução das ocorrências e redução da área ardida e número zero de vítimas civis – foram atingidos”, sustentou, frisando que em julho registaram-se as temperaturas mais elevadas de sempre e na primeira quinzena de setembro o risco foi elevado.

Em relação a 2019, o número de incêndios rurais registou uma diminuição, mas a área ardida aumentou cerca de 50%.

Questionado sobre este números, Eduardo Cabrita destacou a diminuição dos últimos três anos em relação à média da década.

“A primeira prioridade está na redução das ocorrências e, em três anos consecutivos, as ocorrências diminuíram relativamente à media dos últimos 10 anos”, bem como a área ardida, disse, sublinhando que a diminuição do número de incêndios “é fundamental para permitir uma resposta operacional, eficaz e concentrada e foi isso que aconteceu num ano particularmente difícil”.

Continuar a ler

Braga

Mais 57 casos de covid-19 no concelho de Braga em 48 horas

Dados locais

em

Foto: O MINHO / Arquivo

O concelho de Braga registou mais 57 casos de infeção por covid-19 em 48 horas.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 18:00 de segunda-feira (a última atualização havia sido feita às 18:30 do passado sábado).

Em termos acumulados, são 2.255 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus, mais 57 em relação a sábado.

Não foi possível apurar o número de casos ativos, bem como o número de pessoas em vigilância.

Na sexta-feira, o concelho registava 1.579 casos de recuperações do SARS CoV-2 desde o início da pandemia.

No balanço de sábado, registavam-se 74 óbitos, número que se mantinha igual desde 16 de junho.

De acordo com os dados de sábado, o número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde era de 605.

Continuar a ler

Braga

Pandemia cancela maior presépio vivo da Europa, em Braga

Presépio Vivo de Priscos

em

Foto: DR

A edição deste ano do Presépio Vivo de Priscos foi cancelada face ao risco de contágio por covid-19. O evento, o maior da Europa no género, deve voltar em 2021.

Em comunicado enviado à nossa redação, o padre João Torres, organizador do evento, explica que esta medida surge após consulta por entre as centenas  de figurantes habituais do presépio, levando assim a que o mesmo seja adiado para o próximo ano.

“Assim, e tendo como prioridade a protecção da saúde pública, todas as sessões previstas no âmbito desta décima quinta edição, ficam sem efeito, tendo por base as recomendações da Direção-Geral de Saúde”, escreve João Torres.

O pároco explica que prevalece a cautela, dando conta de que seria “impossível garantir o cumprimento das medidas preventivas no decorrer da iniciativa, a partir da entrada e distanciamento social em cada cenário, porque os envolvidos são realmente muitos, mais de 600 figurantes e entre 100 a 144 mil visitantes”.

“Infelizmente, o povo de Priscos não poderá mergulhar na atmosfera natalícia da representação viva do Presépio, entre o silêncio e a iluminação suave, pessoas trajadas e artesanatos ancestrais”, acrescenta.

Segundo o pároco, o Natal “sem presépio não tem o mesmo sabor, porque a beleza do Natal em Priscos é ter dez mil rostos estranhos nas ruas da nossa aldeia, em cada sessão, que graças à magia do Natal são todos irmãos”.

“Não queremos que a nossa mensagem de vida, esperança, salvação e amor, se transforme em dor, lágrimas e cinzas. E é precisamente por este espírito, pela vontade de celebrar a vida e pela alegria de estarmos juntos que queremos proteger a saúde de todos, adiando o nosso encontro para o próximo ano”, reforça João Torres.

O pároco apela ainda aos cristãos para se comportarem com  “responsabilidade, respeitando o trabalho de todos os médicos, enfermeiros, pessoal de saúde e todos aqueles que nos deixaram por causa deste vírus infame”.

“Respeitamos o que nos pedem para fazer e voltaremos, quanto antes, para ficarmos juntos”, finaliza o padre.

Continuar a ler

Populares