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Alto Minho

Melgaço lidera projeto ibérico que visa ligar em rede termas de seis municípios

Projeto Raia Termal

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Foto: DR / Arquivo

Melgaço já concluiu todas as obras que candidatou ao projeto Raia Termal – que envolve seis municípios portugueses e galegos situados nas bacias dos rios Minho e Lima – e prepara-se para começar a promover o destino termal.

“Podemos dizer que Melgaço é, dos municípios galegos e portugueses, o que tem mais execução realizada. Estaremos com uma execução dos 70%, num investimento de 250 mil euros”, afirmou hoje à Lusa o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista.

Com um orçamento de cerca de dois milhões de euros, o projeto Raia Termal é desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020 e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Coordenado pela Confederação Hidrográfica do Miño-Sil, integra, do lado espanhol, na província de Ourense, os municípios de Cortegada, Lobios, Bande e Muíños.

No norte de Portugal, fazem parte os concelhos de Melgaço e de Terras de Bouro, sendo que ambos integram o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Em Melgaço, o autarca socialista adiantou que o projeto de valorização dos recursos naturais termais tem uma dotação orçamental total de 370 mil euros.

Manoel Batista garantiu “estarem implementadas todas as ações físicas” propostas – “a requalificação do parque termal, o arranjo da zona de estacionamento junto à entrada do parque, a transformação do campo de minigolfe em zona de fitness para completar a oferta e a substituição das comportas lago junto ao parque”.

“Dentro de dois meses estaremos em condições de contratualizar a parte da comunicação, com a instalação de écrãs gigantes para poderemos informar quem nos visita da oferta integrada do projeto: as nossas termas e as outras que integram o projeto”, afirmou Manoel Batista, adiantando que o investimento rondará os 50 mil euros.

O autarca reconheceu que, do lado espanhol, o projeto não tem avançado à mesma velocidade: “Os municípios galegos não têm a autonomia financeira e técnica que têm os municípios portugueses. Dependem muito da deputación e ficam mais coartados e limitados na capacidade de pôr no terreno os projetos”, sustentou.

Em Terras de Bouro, a mudança política ditada pelas últimas eleições autárquicas travou o avanço das intervenções. O presidente da Câmara, Manuel Tibo, admitiu que o projeto, dotado com uma verba de 376 mil euros, “está muito atrasado” em relação aos restantes.

“Estamos, nesta fase, à espera que seja autorizada, por parte da entidade que gere o POCTEP, a reprogramação da verba do ano de 2018 para 2019. Se os parceiros não aprovarem esse pedido de reprogramação, a candidatura acaba por ficar nos 30% de execução”, afirmou Manuel Tibo.

O autarca referiu que, em 2018, “ficou concluída a fase de estudos, recolha de pareceres e elaboração de projetos das três intervenções previstas” – a criação de um jardim com ervas e plantas aromáticas e medicinais autóctones do Gerês, a recuperação da zona ribeirinha do rio Gerês, na Vila do Gerês, e a requalificação da rede de saneamento básico daquela zona.

A obra “física”, adiantou, ronda os 210 mil euros.

“Estou a aguardar pacientemente que os parceiros aceitem o nosso pedido para ser superiormente autorizado. Gostaríamos de concretizar essa obra em 2019″, declarou.

Manuel Tibo sublinhou que estes projetos transfronteiriços são de “todo o interesse”, defendeu o reforço da verba destinada à cooperação entre as populações dos dois países e apelou à “diminuição da burocracia que envolve a concretização destas ações conjuntas”.

Além de valorizar os recursos naturais termais dos seis municípios, o projeto tem como fim último a criação de um único destino termal de fronteira, ou seja, de “um recurso turístico ambiental singular e atrativo do espaço transfronteiriço, promovendo o seu posicionamento nos mercados espanhol, português e europeu”.

Pretende-se “proteger e conservar os espaços naturais fluviais fronteiriços do Minho e do Lima, de forma a contribuir para a melhoria do meio ambiente e dos recursos termais da zona, e criar uma rede que fomente a estruturação dos recursos termais transfronteiriços raianos de Ourense e do Norte de Portugal, tendo como objetivo a sua valorização turística”.

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Viana do Castelo

Testes de “flutuação” do parque eólico em Viana concluídos com sucesso

Exploração do potencial eólico no mar

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Foto: O Instalador

A ASM Industries efetuou, “com sucesso”, as operações de teste e flutuação da primeira das duas plataformas contratadas para o novo parque eólico offshore em Viana do Castelo, no âmbito do projeto WindFloat, foi esta terça-feira anunciado.

“Os testes decorreram com enorme sucesso e em total segurança e foram o culminar de vários meses de trabalho árduo e contínuo. Este é um projeto que coloca Portugal no centro das atenções no que toca a soluções flutuantes para a indústria da energia eólica offshore”, afirmou, em comunicado, o presidente executivo da ASM Industries, Adelino Costa Matos.

O projeto WindFloat Atlântico, que é detido pela empresa Windplus, tem como objetivo o aproveitamento da energia eólica offshore, através de uma tecnologia da Principle Power, que permite a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros.

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Viana do Castelo

Movimento de mercadoria no porto de Viana do Castelo aumenta 19%

Movimentou, até setembro, 308 mil toneladas de mercadoria

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Porto de Viana do Castelo. Foto: Divulgação

O porto de Viana do Castelo movimentou, até setembro, 308 mil toneladas de mercadoria, um aumento de 19% face a 2018, sendo que “a média mensal superou as expetativas” ao registar um acréscimo de 26% no mesmo período.

Em comunicado enviado à Lusa, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) adiantou que “os granéis sólidos registaram um aumento considerável, com 124 mil toneladas, que corresponderam a um crescimento de 112% face ao período homólogo”.

Segundo a APDL, “entre as principais mercadorias movimentadas no porto de Viana do Castelo destacam-se os agroalimentares que registaram um aumento de 51 mil toneladas (+537%), tornando-se na principal mercadoria importada através infraestrutura portuária”.

“Desde o início do ano, o Porto de Viana do Castelo tem assistido a um crescimento sucessivo da movimentação de mercadorias. Entramos agora no último trimestre do ano com grande expectativa para o fecho de 2019. Esta infraestrutura portuária tem conseguido criar um dinamismo muito interessante para a economia da região e do país”, destacou a administração da APDL.

Segundo a APDL, o porto situado na capital do Alto Minho “tem um papel preponderante no desenvolvimento socioeconómico da região”.

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Viana do Castelo

Manuel Cunha Júnior é o novo presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo

Substituindo no cargo Luís Ceia

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Foto: Divulgação

Manuel Cunha Júnior é o novo presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), substituindo no cargo Luís Ceia, que desde setembro é administrador dos Serviços de Ação Social do politécnico local.

Em comunicado enviado esta terça-feira à imprensa, a AEVC adiantou que a eleição de Manuel Cunha Júnior, para o triénio 2019/2022, decorreu na segunda-feira.

Anteriormente, e durante dois mandatos (de três anos cada), Manuel Cunha Júnior desempenhou as funções de vice-presidente daquela instituição que tem entre “1.500 a 1.700” associados.

Luís Ceia foi presidente da AEVC durante uma década, acumulando a liderança da Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL).

Em declarações à Lusa, Luís Ceia adiantou hoje que irá manter-se à frente da CEVAL, estrutura que representa cerca de 5.000 empresas do distrito de Viana do Castelo, e explicou ter cessado funções na presidência da AEVC por “se ter fechado um ciclo e haver necessidade de renovação”.

“O conselho fiscal demitiu-se há um mês. Havia necessidade de fazer eleições para eleger novos elementos para esse órgão. Por outro lado, o meu mandato terminava em dezembro de 2020 e já tinha adiantado que não fazia questão de me recandidatar. Já não podia dar o que a instituição precisa face às exigências que se colocam ao tecido empresarial”, explicou.

Ceia referiu que “vai continuar ligado à instituição”, noutras funções que não a de presidente, cargo que, destacou, “não é remunerado”.

Desde 02 de setembro que Luís Ceia passou a desempenhar as funções de administrador dos Serviços de Ação Social (SAS) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

Na nota enviada à imprensa, a AEVC acrescentou que na segunda-feira foram ainda eleitos os membros para a Assembleia Geral e Conselho Fiscal.

Manuel Cunha Júnior é o 25.º presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, sucedendo a Luís Ceia que se manteve no cargo desde 2009.

Para o novo presidente da AEVC, citado naquela nota, “a nova estrutura diretiva procurará dignificar o passado da maior associação empresarial da região, incrementando e inovando a sua gestão, procurando cumprir com todos os anseios dos seus associados”.

A AEVC e a quarta mais antiga do país, tendo sido fundada em 1852.

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