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Alto Minho

Melgaço: Escola recorda “sorriso” e “garra” de ex-aluno que morreu em explosão

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O jovem de 22 anos que, na tarde desta segunda-feira, faleceu na sequência de uma explosão de um forno de combustão numa fábrica de borracha, em Melgaço, estudou na ETAP – Escola Profissional, em Vila Praia de Âncora, Caminha. Numa nota partilhada na sua página de Facebook, a instituição recorda o ex-aluno, José Mário Costa, formado no curso de Cozinha/Pastelaria e que “partiu, hoje, de forma inesperada”.


“Recordaremos sempre o José Mário porque foi um dos alunos que nos marcou. O seu sorriso, a sua garra, a responsabilidade com que encarou os três anos de curso, os estágios e a realização da sua PAP”, refere a ETAP.

Morreu um dos feridos da explosão em fábrica de borracha em Melgaço

“Deixa muitos amigos, mas deixa também o seu exemplo enquanto aluno excelente e ser humano de muitos valores e respeito. A Direção da ETAP apresenta as suas condolências à família e amigos do Zé Mário, nesta hora de grande dor para todos”, acrescenta a nota.

Além da vítima mortal, a explosão na fábrica de Melgaço deixou uma mulher de 29 anos em estado grave.
Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) explicou que a mulher, que “não corre risco de vida, foi transportada ao hospital de São João, no Porto”.

O alerta foi dado cerca das 15:08, tendo sido deslocadas para o local duas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), uma estacionada em Melgaço e outra em Valença, a Viatura de Emergência Médica (VMER) do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo e uma unidade móvel de intervenção em psicologia de emergência.

De acordo com o CDOS, a explosão foi comunicada à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) de Viana do Castelo.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista, disse que a Aflex Portugal-Indústria de Borrachas, instalada na zona industrial de Penso emprega cerca de 100 trabalhadores e “é a maior produtora de tubos de borracha para indústria automóvel do distrito de Viana do Castelo”.

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Alto Minho

Descida acentuada de casos ativos em Caminha, Ponte de Lima e Cerveira

ULSAM

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Foto: DR

Quase todos os concelhos do Alto Minho registaram descidas de casos ativos de covid-19, de acordo com o boletim da Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), atualizado às 17:30 desta quarta-feira.

Apesar da descida generalizada, o concelho de Viana do Castelo regista um pequeno aumento de dois casos ativos em relação a segunda-feira, data do último balanço da autoridade de Saúde. Hoje, o concelho tem 677 casos ativos , mantendo o mesmo número de óbitos (25).

Em termos acumulados, este concelho já registou 1.618 casos confirmados e 916 recuperados.

O Alto Minho tem, atualmente, 1.960 casos ativos de covid-19, menos 92 do que na sexta-feira.

Soma, desde o início da pandemia, 4.832 casos, mais 107 nos últimos dois dias.

Há a lamentar 104 óbitos, mais quatro nos últimos dois dias, registados três em Caminha (subindo para 18 óbitos) e um em Ponte de Lima (o concelho tem agora registo de 15 óbitos).

Contam-se ainda 2.768 recuperados em todo o Alto Minho.

Ponte de Lima tem 437 casos ativos (menos 25), Valença 223 (menos cinco), Cerveira 44 (menos nove), Paredes de Coura 28 (menos três), Monção 107 (igual), Caminha 164 (menos 47), Arcos de Valdevez 164 (menos oito), Melgaço 41 (mais um) e Ponte da Barca 75 (mais um).

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Alto Minho

Caminha aprova orçamento de 25 milhões

Finanças

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Foto: CM Caminha

A maioria socialista na Câmara de Caminha aprovou hoje, com os votos contra do PSD o Plano de Atividades e Orçamento (PAO) para 2021, no valor de 25 milhões de euros.

O orçamento é superior em quase dois milhões de euros ao de 2020, um aumento justificado pelo presidente da Câmara com “investimentos de 1,5 milhões de euros e despesas de capital, sustentadas nos fundos europeus que foram garantidos para o próximo ano”.

“Cerca de 500 mil euros é aumento das despesas correntes essencialmente em três rubricas: pessoal (+167 mil euros) por causa da atualização de salários e reclassificações, apoio a instituições sem fins lucrativos (+ 173 mil euros) e apoio social às famílias (+52 mil euros)”, especificou Miguel Alves.

Em declarações à agência Lusa, o autarca socialista disse tratar-se de “um orçamento para a tempestade, mas que serve para preparar os dias de bonança”.

“Enfrenta a borrasca, reforçando o apoio à família, às instituições e aos mais desfavorecidos, mas continua a trabalhar para o dia seguinte à pandemia, construindo escolas, alargando as redes de agua e saneamento, preparando o espaço público para as pessoas que vão regressar ao nosso concelho em ferias e lazer e apostando nas freguesias com reabilitação de património e criação de novas estruturas que valorizam o território”, disse.

Segundo Miguel Alves, o PAO para 2021 “destina 573 mil euros às instituições sem fins lucrativos e 77 mil euros para apoio direto às famílias (rendas, luz, água de famílias mais carenciadas)”.

“A isso acresce empréstimo de curto prazo no valor de 800 mil euros que servira, essencialmente, para antecipar receita às freguesias, dando-lhes liquidez imediata no início do ano para gerir a difícil situação que vivemos”, destacou.

Miguel Alaves realçou “o investimento de 2,2 milhões de euros em saneamento básico nas freguesias de Venade, Azevedo, Moledo e Ancora, 1,7 milhões na escola básica e secundaria de Caminha, 1,1 milhão na escola básica do Vale do Âncora e 700 mil euros no novo mercado municipal de Caminha”.

Já os três vereadores do PSD justificam o voto contra por considerarem que o orçamento para 2021 “vai ao bolso dos munícipes em 5,5 milhões de euros”.

“Este orçamento coloca o peso do seu funcionalismo nas costas das pessoas. São 5,5 milhões que os munícipes contribuem de forma direta para este orçamento de 25 milhões de euros, através do pagamento do IMI, IRS, IMT e a derrama. Para não falar dos impostos indiretos que o Orçamento de Estado (OE) para 2021 prevê cobrar às pessoas e que irão alimentar os municípios em ano eleitoral, refere a bancada PSD em nota hoje enviada ás redações.

Os sociais-democratas acrescentem que a “Câmara de Caminha termina o ano de 2019 como a única do distrito de Viana do Castelo que ultrapassou os limites ao endividamento”.

“Não se observou neste orçamento um único esforço de contenção de despesa que visasse a consolidação das contas municipais para uma saída deste cenário que nos envergonha a todos. Antes pelo contrário. Em ano eleitoral, Caminha prevê gastar 25 milhões de euros, dos quais 14 milhões são despesas correntes, ou seja, consolida as gorduras municipais que foi aglomerando ao longo destes sete anos de mandato”, adiantam.

“Em termos económicos é um vazio de estratégia no que diz respeito ao tecido económico e empresarial já existente. Um vazio de estratégia e de medidas concretas para catapultar Caminha para o futuro”, reforçam.

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Alto Minho

Orçamento de Ponte da Barca para 2021 aprovado com voto de qualidade do presidente

Orçamento

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Foto: Divulgação / Arquivo

O orçamento para 2021 da maioria PSD na Câmara de Ponte da Barca, no valor de 21,7 milhões de euros, foi aprovado com o voto de qualidade do presidente, após empate na votação do documento, foi hoje anunciado.

Dos quatro elementos que compõem a maioria social-democrata naquele município, além do voto de qualidade do presidente, Augusto Marinho, viabilizaram o Plano de Atividades e Orçamento (PAO) para 2021 o vice-presidente, José Alfredo Oliveira, e um dos três vereadores eleitos pelo PS, Inocêncio Araújo.

A vereadora social-democrata, Fernanda Marques, absteve-se, e Maria José Gonçalves, vereadora também eleita pelo PSD, mas que em 2019 foi destituída da vice-presidência do município e esvaziada dos pelouros que detinha, votou contra, tal como dois vereadores do PS, Pedro Sousa Lobo e Ricardo Armada.

Contactado hoje pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Ponte da Barca desvalorizou o recurso ao voto de qualidade.

“Não vejo problema nenhum. É um processo normal e demonstra bem a maturidade da nossa democracia. As coisas são debatidas e as pessoas votam com perfeita naturalidade”, afirmou.

Augusto Marinho destacou que “as grandes apostas” da autarquia em 2021 são “o desenvolvimento económico e as funções sociais, de apoio às famílias e empresas afetadas pela pandemia de covid-19”.

Apontou ainda “grandes investimentos” no abastecimento de água e saneamento básico.

Em outubro de 2018, a então vice-presidente da autarquia, absteve-se na votação do orçamento para 2019, alegando “não ter sido envolvida” na sua elaboração decidida “unilateralmente” pelo presidente da autarquia e, dois meses depois, disse à Lusa estar a ser vítima de ‘bullying’ laboral por parte do presidente Augusto Marinho.

Em janeiro de 2019, a autarquia, liderada pelo social-democrata Augusto Marinho, justificou a decisão de cessação das funções de Maria José Gonçalves como vereadora em regime de tempo inteiro com a “pública desarticulação política”.

O orçamento para 2019 da maioria PSD foi viabilizado por um dos três vereadores eleito pelo PS. Por despacho do presidente da câmara, o vereador Inocêncio Araújo passou a meio tempo e viu ainda aprovada, por maioria, a sua promoção de encarregado operacional a técnico superior da Câmara de Ponte da Barca.

Contactada hoje pela Lusa, a vereadora Fernanda Marques, que substituiu o vereador José António Ribeiro da Costa que, em 2019, pediu suspensão de mandato e que acabou por renunciar ao cargo, remeteu para a declaração de voto os argumentos que sustenta a abstenção.

“Não obstante ser uma decisão pessoalmente difícil, é com uma enorme convicção que digo que este documento não acautela efetivamente os princípios orçamentais nem se direciona para os grandes desafios que vamos ter em 2021 ao nível social”, refere na declaração, acrescentando que o orçamento “apresenta um valor empolado face à realidade da execução das contas da autarquia”.

“Vamos aumentar a dívida do município caso as receitas orçamentadas não se concretizem. Analisando os orçamentos dos últimos anos sabemos de antemão que não vamos ter estas receitas, estando, desde já, a pôr em causa o princípio da estabilidade orçamental”, reforçou.

Já o vereador socialista Pedro Sousa Lobo disse que o PAO para 2021 “prevê mais endividamento, não estabelecer medidas de apoio às famílias e empresas do concelho, como seria exigível na situação atual de pandemia da covid-19”.

“É um documento enganador e irrealista como se comprova pelas fracas percentagens de execução dos orçamentos anteriores”, refere a declaração de voto do PS, também enviada à Lusa.

Referiu ainda que “este é um orçamento frio, sem sensibilidade pelo drama atualmente vivido pelas famílias e empresas em consequência da crise da covid-19″.

Pedro Sousa Lobo realçou ainda que, “em três anos, Augusto Marinho perdeu três vereadores”, considerando tratar-se de “um recorde nacional, provavelmente do ‘Guinness'”.

“Mais grave é ser um sinal evidente do mal que a falta de capacidade de liderança de Augusto Marinho faz ao concelho. Temos um executivo camarário sem estratégia de futuro, sem peso político nacional e emaranhado em sucessivas polémicas”, acrescentou.

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