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Alto Minho

Meio milhar de alunos de Caminha com acesso à Escola Virtual

Projeto “School4All”

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Foto: DR

Meio milhar de alunos do 1º ciclo do agrupamento de Escolas Sidónio Pais, em Caminha, dispõem desde o início do mês, de um novo recurso educativo, a Escola Virtual no âmbito do projeto School4All, informou a Câmara local.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo, adiantou que o School4All é um projeto é cofinanciado em 85% pelo Fundo Social Europeu (FSE), sendo a restante quantia assumida pelo município de Caminha.

A Escola Virtual de Caminha resulta de uma candidatura aprovada no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte, Norte 2020, no montante 265,905 euros, financiado em 85% pelo FSE.

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Alto Minho

Maioria das empresas do Alto Minho temem impacto “ainda mais forte” no futuro

Covid-19

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Parque Industrial de Lanheses. Foto: DR / Arquivo

A maioria das 20 empresas do distrito de Viana do Castelo inquiridas pela Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) sobre o impacto da covid-19 revelaram “temer”, no futuro, “consequências ainda mais fortes” da pandemia, informou hoje aquela estrutura.

Em comunicado enviado hoje às redações, a CEVAL adiantou que o inquérito sobre “O Impacto da covid-19 na atividade das empresas do Alto Minho”, realizado entre os dias 26 e 31 de março, junto de 20 empresas que operam nos setores da indústria, comércio e serviços, empregando um total de 465 trabalhadores, revelou que 50% dos empresários dizem estar, atualmente, sentir um embate “muito forte”.

O adiamento ou cancelamento de investimentos, a paragem total de atividade, sobretudo no setor automóvel, grandes quebras no consumo de produtos, dificuldade nas cobranças por serviços prestados, como é o caso de gabinetes de contabilidade, foram as razões apontadas pelos empresários sobre o impacto que esta pandemia está a ter na sua atividade.

Segundo o estudo da CEVAL, do total de micro, pequenas, médias e grandes empresas dos 10 municípios do distrito de Viana do Castelo, 44,4% disseram estar “já a sentir um impacto muito forte” na procura, causado pelo novo coronavírus, sendo que aquele valor sobe para os 70,6% quando questionadas sobre o impacto no futuro.

“Quando questionadas sobre a redução da sua atividade ou cancelamento de alguma ação, 77,8% das empresas inquiridas foi unânime ao afirmar que tiveram a necessidade de o fazer, já 22,2% afirmou não ter tido, até ao momento, essa necessidade”.

Já quando questionadas sobre o impacto da pandemia “na execução de projetos apoiados pelo Portugal 2020, seja através do cancelamento ou adiamento de ações, 61,1% respondeu ter sido afetada em projetos internacionais e 38,9% “não ter sentido qualquer afetação”.

Nos programas de apoio nacionais, 77,8% das empresas inquiridas disse ter sido afetada nos seus projetos, enquanto 22,2% respondeu negativamente.

O estudo revelou ainda que “55,6% das empresas que responderam ao inquérito informaram ter suspendido total ou parcialmente a sua atividade, e 44,4% disseram não o ter feito até agora”.

Das 20 empresas que participaram no inquérito, empregando um total de 465 trabalhadores, “a maior representa 295 e, a mais pequena, é unipessoal”.

A regularização/ redução dos prazos de pagamentos a fornecedores, o prolongamento automático de todos os prazos de execução de projetos de investimento, a abertura de novos concursos, a criação de uma campanha de estímulo ao consumo de produtos nacionais, a apresentação da declaração de IVA mensalmente, o financiamento bancário, com condições específicas e a necessidade de articulação das medidas governativas com as associações empresariais foram algumas das propostas de mitigação dos efeitos da pandemia apresentadas pelas empresas que responderam ao inquérito.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Trabalhadores acusam panificadora de Caminha de usar “desculpa” da covid-19 para fechar

Covid-19

em

Foto: CGTP-IN / DR

Os trabalhadores da panificadora Camipão, em Caminha, acusaram hoje a administração de usar a pandemia de covid-19 para “encerrar e atirar para o desemprego 60 trabalhadores”, que desde sexta-feira “vigiam” a empresa para “registar” a retirada de máquinas.

“A situação da Camipão já era muito grave antes da pandemia. Quando a administração nos comunicou a suspensão da atividade, no dia 24 de março, de ‘uma hora para a outra’, justificou a decisão com a covid-19, mas foi só uma desculpa. Não tinham intenção de nos pagar os salários e subsídios em atraso, desde 2019”, disse hoje à Lusa José Luís Lima, porta-voz dos trabalhadores.

No dia 27 de março, aquele Técnico Oficial de Contas (TOC) e agora porta-voz dos trabalhadores entregou no tribunal de Viana do Castelo o pedido de insolvência da Camipão.

Desde a última sexta-feira, a “vigilância” da fábrica, em Vila Praia de Âncora, distrito de Viana do Castelo, está a ser assegurada por “turnos de dois trabalhadores”, sendo “contactada a GNR sempre que é detetada a retirada de máquinas do interior das instalações”.

“Não podemos impedir a retirada do material porque o processo de insolvência ainda está a correr, mas queremos que essa situação fique formalmente registada, em autos levantados pela GNR para que essa informação seja utilizada para acautelar os direitos dos trabalhadores”, referiu.

Contactado hoje pela Lusa, o diretor do centro local do Alto Minho da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), Joaquim Silva, adiantou “estar em curso, desde a semana passada, uma intervenção na empresa.

O responsável referiu que “a administração já começou a emitir a declaração de retribuições em mora para que os trabalhadores, que suspenderam o contrato de trabalho, possam requerer o subsídio de desemprego”.

“Quase a generalidade dos trabalhadores já deverão ter recebido a declaração e a ACT irá continuar a sua atividade porque há outras responsabilidades que é necessário apurar”, referiu.

A Lusa tentou, mas sem sucesso, ouvir a administração da Camipão.

Fundada em 1973, a panificadora está sediada em Sandia, em Vila Praia de Âncora, e tem nove lojas nos concelhos de Caminha e Vila Nova de Cerveira.

“O atual administrador assumiu funções, em 2012, e encontrou uma empresa que era PME de Excelência. Nos últimos três anos começaram os atrasos nos pagamentos de salários. No meu entender, tratou-se de pura má gestão”, adiantou o porta-voz dos trabalhadores que estão sem receber “parte do salário de janeiro de 2020, os subsídios de Natal e Férias de 2019 e o subsídio de Natal de 2018”.

José Luís Lima, adiantou estar prevista para sábado, às 15:00, uma assembleia de acionistas.

O encerramento da Camipão motivou, desde 26 de março, pedidos de esclarecimento enviados ao Governo pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, PCP e PS.

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Alto Minho

Melgaço mantém cordão sanitário em Parada do Monte

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Melgaço disse hoje à Lusa que o cordão sanitário em Parada do Monte vai manter-se até quarta-feira, dia em que “voltará a ser reavaliada a situação da aldeia com seis pessoas com covid-19”.

Contactado hoje de manhã, o autarca socialista Manoel Batista adiantou que a decisão de manter o cerco sanitário na aldeia com 370 habitantes “foi tomada hoje de manhã e que será reavaliada na quarta-feira, data em que se cumprem os 14 dias de quarentena”.

Manoel Batista acrescentou que, na terça-feira, “o Exército irá proceder à desinfeção das instalações do centro de saúde” daquela vila, situada no distrito de Viana do Castelo.

“Estamos à espera dos resultados dos testes feitos a 22 profissionais do centro de saúde, que estão a aguardar em casa. Esses resultados são importantes para percebermos como está a situação no centro de saúde que atualmente está a funcionar com sete profissionais”, especificou.

Na sexta-feira, a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) comunicou o encerramento temporário da Área Dedicada à Covid (ADC) no centro de saúde de Melgaço, o que foi criticado pelo presidente da Câmara que defende o fecho total.

Em comunicado enviado às redações, a administração da ULSAM informou que “a ADC no Centro de Saúde de Melgaço foi temporariamente encerrada” naquele dia e que, “em alternativa, os utentes devem dirigir-se à ADC do Serviço de Urgência Básica (SUB) de Monção, a funcionar 24 horas por dia, ou à ADC do centro de saúde de Valença, em funcionamento das 00:08 às 20:00”.

Após o anúncio, pela ULSAM, o autarca socialista Manoel Batista condenou “a decisão de encerrar apenas a unidade de covid-19, mantendo em funcionamento o restante apoio do centro de saúde”.

“Temos cinco profissionais do centro de saúde infetados e temos 22 que fizeram testes na quarta e quinta-feira, por apresentarem sintomatologia leve e que estão em casa a aguardar os resultados. Por isso é que o centro de saúde só pode funcionar em parte, tendo sido retirada a resposta da covid-19. Dos perto de 40 funcionários do centro de saúde, apenas sete estão ao serviço”, explicou na altura.

Manoel Batista adiantou que “nunca exigiu que o centro de saúde fosse encerrado, mas que se fechasse temporariamente a unidade para que pudesse ser feita uma desinfeção”.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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