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Desporto

Meia-maratona de Braga adiada para 2021

Covid-19

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Foto: Divulgação/CM Braga/Arquivo

A meia-maratona de Braga não se realiza este ano, tendo a organização reprogramado o evento para 2021, face à atual situação de pandemia de covid-19.


Na mesma situação de Braga estão as meias-maratonas do Porto e Matosinhos, todas organizadas pela RunPorto, que anunciou ter tomado a decisão de adiar os seus eventos que estavam marcados até ao final do mês de setembro, após analisar “os recentes dados referentes ao atual estado de calamidade pública causado pelo novo coronavírus em que o país se encontra”.

A meia-maratona de Braga passa de 06 de setembro 2020 para 09 de maio de 2021, a do Porto de 20 de setembro 2020 para 19 de setembro 2021 e a de Matosinhos de 26 de julho 2020 para 20 de maio de 2021.

Já a Corrida do Pai, agendada 05 de julho, fica transformada numa edição online na mesma data, com encontro no mundo virtual. Os 10 km da corrida ou os 5 km da caminhada devem ser percorridos individualmente, evitando a participação em grupo, em qualquer parte do país.

“Neste momento, não há condições para a realização de eventos de massas. Esta é a recomendação das autoridades portuguesas em colaboração com as entidades de saúde pública. É a pensar na segurança de todos, participantes, colaboradores e voluntários, que se tomou esta difícil decisão”, explica a RunPorto.

Em relação aos eventos que foram adiados para 2021, é proposto aos participantes já inscritos três alterativas: transitar a inscrição para a edição de 2021, transitar a inscrição para a edição de 2022 ou alteração do titular da inscrição.

Por enquanto, não há qualquer alteração ao calendário fixado para 01 de outubro em diante, mantendo-se como está, nomeadamente a maratona do Porto, agendada para 08 de novembro.

Portugal contabiliza 1.144 mortos associados à covid-19, em 27.679 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia. Das pessoas infetadas, 805 estão hospitalizadas, das quais 112 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados é de 2.549.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Futebol

Vítor Oliveira sente Gil Vicente “em crescendo de forma” na luta pela manutenção

I Liga

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O treinador Vítor Oliveira valorizou hoje a evolução gradual do Gil Vicente desde a retoma da I Liga de futebol, na véspera de jogar uma cartada importante pela manutenção na 30.ª jornada, na receção ao Rio Ave.

“Temos vindo a melhorar de jogo para jogo, o que é perfeitamente natural, e os jogadores estão em crescendo de forma. Agora, será um jogo tremendamente difícil, contra a equipa que melhor joga em Portugal no pós-pandemia. Precisamos de pontos urgentemente e temos cinco finais para conseguir a manutenção. Dependendo da nossa competência, poderemos abreviar esse número”, analisou o técnico, em conferência de imprensa.

Assumindo que as duas formações estão “equilibradas em termos de vontade e de objetivos”, uma vez que “é tão importante para o Gil manter-se na I Liga como para o Rio Ave ir à Liga Europa”, Vítor Oliveira pede “soluções” aos minhotos para imporem o “fator casa dentro dos condicionalismos existentes” e recuperar o “nível verificado quando isto tudo parou”.

“A paragem foi exagerada. Não entrámos como devíamos e ainda não nos encontrámos psicologicamente. Temos tido alguns castigos e lesões difíceis de recuperar. A falta de público em casa, que era determinante para nós, implica menor concentração e gera menor rendimento. A realidade é esta e não vale a pena estar com desculpas”, frisou.

O experiente treinador sustentou que “as equipas são fortes quanto mais opções tiverem e mais competitividade existir na discussão das posições”, embora tenha ressalvado que a presença de um “futebol completamente diferente”, após a pausa provocada pela pandemia de covid-19, inviabiliza “juízos de valor a médio prazo”.

“As equipas do fundo da tabela têm feito muitos pontos e as equipas de topo têm perdido muitos. O campeonato, algo desequilibrado, está bastante equilibrado. Nunca sabemos o que vai acontecer em cada jogo e o resultado é perfeitamente imprevisível. Temos de nos acautelar e somar os pontos necessários para ficar na I Liga”, alertou.

Vítor Oliveira anunciou na terça-feira a saída do comando técnico dos ‘galos’ no final da temporada e aguardou pelo rescaldo da derrota frente ao Sporting (2-1) para questionar a “legitimidade” da direção presidida por Francisco Dias da Silva em “tornar público” a sua sucessão, o que tem “provocado alguma instabilidade no plantel”.

“Não resolvo nada enquanto a situação do Gil Vicente não estiver definida. São completamente falsas todas as notícias que dizem que vou para aqui e para acolá, que vou para diretor ou para fora. Era importante que as pessoas respeitassem essa situação e não andassem com recadinhos e notícias não assinadas”, lamentou.

O Gil Vicente, 12.º colocado, com 33 pontos, seis acima da zona de despromoção, recebe o Rio Ave, quinto, com 47, no domingo, às 17:00, no Estádio Cidade de Barcelos, em jogo da 30.ª jornada, com arbitragem de Iancu Vasilica, da associação de Vila Real.

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Futebol

Fernando Gomes quer seleções a conquistarem novo título no próximo mandato na FPF

Seleções nacionais

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Foto: DR

Conquistar um título de futebol masculino é um dos objetivos apresentados para o próximo mandato na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de Fernando Gomes, atual presidente e candidato único às eleições de sexta-feira.

O líder federativo, eleito pela primeira vez em 2012, apresentou hoje os 120 compromissos para o mandato 2020-2024, começando com os previstos para a primeira época, em resposta à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

“Este é um tempo em que teremos de garantir a estabilidade estrutural da nossa própria casa”, frisou Fernando Gomes, no referido documento a que a Lusa teve acesso, em que preconiza a manutenção das atividades da FPF, o combate à covid-19 no futebol e a preparação das medidas pensadas antes da pandemia, no primeiro ano, para, depois, executá-las nas três últimas épocas.

Entre os compromissos para 2020/21, Gomes pretende desenhar programas de apoio aos clubes das competições federativas, mediante a disponibilidade do organismo, e reestruturar os quadros competitivos.

“Ganhar um título internacional de futebol masculino” é um dos desígnios do atual presidente e recandidato, assim como chegar à liderança dos ‘rankings’ de futsal, masculino e feminino, e alcançar uma fase final de futebol feminino, além de candidatar Portugal à organização de competições europeias e mundiais.

Gomes pretende alcançar os 300 mil federados – eram 220 mil em março – e um mínimo de 10% femininas – 11 mil em fevereiro – e criar o programa ‘FPF na Escola’, para promover o contacto dos alunos do ensino básico com a modalidade.

A FPF pretende ainda incrementar a sua intervenção social, promovendo iniciativas conjuntas com outras modalidades coletivas para promoção do desporto, e dinamizar a prática, com campanhas de sensibilização sobre o papel dos pais no desenvolvimento dos filhos e a prática saudável do desporto.

Deste manifesto consta ainda a criação da III Liga de futebol masculino, em 2021/22, a criação de novas competições para os escalões de formação e o desenvolvimento da Liga feminina, através da monitorização e aprofundamento do programa de incentivos.

Gomes pretende criar uma ‘casa das transferências’, para promover a transparência das transações, promover a formação dos dirigentes e premiar o ‘fair play’ de clubes e atletas e desenvolver uma aplicação tecnológica sobre o desenvolvimento e desempenho dos jogadores das competições federativas.

“Sei que eu e a minha equipa falamos com a consciência de quem cumpriu, ao longo de oito anos, com os compromissos que estabelecemos com os nossos sócios. Prometemos, eu e a minha equipa, continuar a trabalhar para que do nosso futebol, passado, presente e futuro, se possa ver, cada vez melhor, um grande Portugal”, frisou Fernando Gomes.

O atual líder federativo candidata-se a um terceiro mandato, novamente com Humberto Coelho, João Vieira Pinto, Pedro Pauleta, José Couceiro, Pedro Dias, Mónica Jorge e Rui Manhoso na direção, num elenco que vai contar ainda com o antigo avançado Hélder Postiga e José Alberto da Costa Ferreira, atual presidente da associação de Viseu.

Relativamente ao atual mandato registam-se as saídas de Carlos Coutada, Elísio Carneiro, que transita para o Conselho Fiscal, e Júlio Vieira, assim como de Hermínio Loureiro, que tinha suspendido o mandato de vice-presidente em janeiro, na sequência da acusação do Ministério Público na operação ‘Ajuste Secreto’, e que foi ‘substituído’ por Couceiro.

Júlio Vieira, atual diretor cooptado e antigo presidente da associação de Leiria, é o primeiro suplente ao executivo, numa lista que volta a contar ainda com Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), e com o treinador Jesualdo Ferreira.

Cláudia Santos é a cabeça de lista para o Conselho de Disciplina (CD), para suceder a José Manuel Meirim, Luis Verde de Sousa vai liderar o Conselho de Justiça (CJ), enquanto os líderes dos restantes órgãos se mantêm, casos de José Fontelas Gomes, no Conselho de Arbitragem (CA), de Ernesto Ferreira da Silva, no Conselho Fiscal (CF), e de José Luís Arnaut, na Mesa da Assembleia-Geral (MAG).

Fernando Gomes, de 68 anos, candidata-se a um terceiro mandato, depois de ter concorrido sem oposição às eleições de 04 de maio de 2016, alcançando 92% dos votos, e de ter sido eleito pela primeira vez em 10 de dezembro de 2011, ao derrotar Carlos Marta por 10 votos (46 contra 36), sucedendo a Gilberto Madail na presidência da FPF.

O ato eleitoral vai decorrer na sede da FPF, na Cidade do Futebol, em Oeiras, entre as 15:00 e as 17:00, seguindo-se a posse dos novos órgãos sociais, às 18:00.

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Desporto

João Sousa nas meias-finais do Circuito Sénior da Federação de Ténis

Ténis

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Foto: DR

O vimaranense João Sousa assegurou hoje a qualificação para as meias-finais do segundo torneio do Circuito Sénior da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), com uma vitória ante João Monteiro, enquanto Nuno Borges foi eliminado no Lisboa Racket Centre.

Depois de bater Tiago Torres no primeiro encontro do Grupo 1, o número um português e 66.º colocado do ‘ranking’ ATP superou João Monteiro, por 6-4 e 6-2, em uma hora e 20 minutos, num dia em que o vento voltou a dificultar a tarefa dos jogadores.

“Estive mais à vontade com as condições, que aqui não são fáceis. Mas joguei a bom nível e estou contente com esta exibição contra um bom jogador. Feliz pela vitória. A confiança é importante. A semana passada foi de aprendizagem depois de muito tempo sem competir, em condições a que não estou habituado. Tenho de me habituar e tentar apanhar n ovas rotinas, sem apanha-bolas e menos juízes de linhas. Tem sido uma boa semana. Dois bons jogos, o segundo melhor do que o primeiro em condições de vento muito instáveis”, afirmou.

Graças à liderança do Grupo 1, João Sousa, de 31 anos, vai defrontar nas meias-finais Luís Faria, que hoje estava a liderar o encontro frente a Gastão Elias, por 5-0, quando adversário desistiu, por lesão no cotovelo direito.

“O Luís é um jovem de Guimarães. Somos da mesma terra e ele tem evoluído muito. Espero manter o bom nível de ténis e conto fazê-lo de novo no sábado para tentar vencer e chegar à final”, frisou.

Além de assegurar ser “importante competir em Portugal e raro, mas ótimo jogar para as poucas pessoas que podem estar presentes”, João Sousa acredita estar no rumo certo para estar em boa forma daqui a seis semanas, aquando da retoma do ATP Tour em Washington.

“Temos feito os passos corretos para dia 14 estar no pico de forma, tanto fisicamente como mentalmente. Estou estável e bem e estes torneios também servem para isso”, sublinhou.

Ao contrário de Sousa, Nuno Borges, que se sagrou campeão do primeiro torneio do Circuito Sénior FPT, derrotando inclusivamente na fase de grupos o minhoto e Gastão Elias (nas meias-finais), foi hoje derrotado por Frederico Silva, em duas partidas, por duplo 6-4.

“Estou muito contente por ter ganho este encontro e estar nas meias-finais. Já esperava um encontro difícil, ele fez um bom torneio na semana passada, joga muito bem e estava com muita confiança. As condições dificultaram muito o jogo dos dois, por isso estou muito contente pelo que consegui fazer e pela vitória”, frisou o segundo cabeça de série.

O próximo adversário de Frederico Silva será Duarte Vale, após a vitória deste diante Tiago Cação em três ‘sets’, pelos parciais de 5-7, 6-3 e 6-4, em duas horas e 55 minutos de encontro.

Na competição feminina, Francisca Jorge, campeã na Vale do Lobo Tennis Academy no domingo, foi a primeira a garantir a passagem às meias-finais, que vai disputar com Maria Inês Fonte. A outra meia-final será discutida por Inês Murta e Ana Filipa Santos.

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