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Barcelos

Médico recusa culpas na morte de paciente de Barcelos e fala de “algo fora do comum”

Mãe da vítima reclama indemnização próxima dos 130 mil euros

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

Um dos três médicos acusados pela morte de um homem de Barcelos, de 32 anos após uma operação rejeitou hoje, num tribunal do Porto, responsabilidades no desfecho, imputando-o a “algo de súbito e fora do comum”.

Três médicos e uma enfermeira começaram hoje a ser julgados no Tribunal do Bolhão, no Porto, acusados de homicídio por negligência, na sequência da morte de Manuel Carvalho, técnico de informática, poucas horas depois de uma dupla cirurgia, com uma única anestesia, numa unidade de saúde do setor social daquela cidade.

Para o cirurgião José Alberto Cunha, o único arguido a falar nesta primeira sessão de julgamento, a imputação do MP baseou-se em duas perícias médico-legais com “algumas incorreções”.

A dupla cirurgia, com uma única anestesia, afirmou, foi “devidamente ponderada” porque o paciente era “um “rapaz novo”, sem grandes problemas.

“Nunca nos passou pela cabeça que estas complicações surgiriam. Não sabemos o que se passou, nem o próprio relatório de autópsia consegue provar a causa da morte”, anotou.

O processo remete para 2010, ano em que o otorrinolaringologista de Barcelos Carlos Martins de Freitas diagnosticou problemas crónicos de amígdalas e uma tumefação da tiroide ao paciente, sugerindo que fosse observado pelo cirurgião José Alberto Cunha, que exercia na Ordem de São Francisco, no Porto.

Dessa observação resultou a sugestão, aceite pelo homem, de que fosse sujeito a uma amigdalectomia e a uma tiroidectomia totais com um único ato anestésico.

A intervenção cirúrgica ocorreu na Ordem de São Francisco entre as 17:45 e as 21:15 de 08 de outubro de 2010, aparentemente sem problemas, que viriam a surgir e a multiplicar-se pouco depois até provocarem a morte do paciente às 06:35 da madrugada seguinte, refere o MP.

Mas, segundo José Alberto Cunha, “às cinco da manhã o doente estava perfeitamente bem”.

“Não sei o que se passou entre as 05:00 e as 05:40, mas foi algo de súbito e fora do comum”, acrescentou.

Além dos três médicos, o MP corresponsabiliza pela morte a enfermeira Lúcia Pinto Teixeira.

O início do julgamento esteve marcado para setembro e outubro de 2018, mas acabou reagendado para hoje para o tribunal conhecer um relatório pedido ao Instituto de Medicina Legal e ouvir peritos.

Na acusação, o MP sublinha riscos acrescidos das duas cirurgias no mesmo tempo anestésico para concluir que se impunha uma monitorização permanente do paciente muito além do período em que ocorreu (até ao princípio da madrugada).

O MP acusa mesmo os arguidos de falharem a prudência devida, numa postura que diz ser de “clara” incúria.

A mãe da vítima reclama uma indemnização global próxima dos 130 mil euros.

O julgamento, que prosseguia cerca das 16:00, tem novas sessões agendadas para quinta-feira, dia 12, às 09:30, e ainda para 16 de setembro (14:00), 17 (14:00), 19 (09:30), 20 (09:30), 23 (14:00), 27 (09:30) e 30 (14:00). Já em outubro, há audiências marcadas para os dias 1 (14:00), 4 (09:30) e 7 (14:00).

 

Notícia atualizada às 18h18.

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Barcelos

Pais fecham jardim-de-infância a cadeado em Barcelos

Reclamam um parque infantil e mais árvores

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Foto: Associação de Pais do JI de Negreiros

Os pais dos alunos do Jardim-de-Infância de Negreiros, em Barcelos, fecharam, esta segunda-feira, a escola a cadeado, em protesto contra a “completa falta de condições” do recinto exterior.

O presidente da Associação de Pais, António Campos, disse à Lusa que, na prática, as crianças têm de passar todo o ano letivo “fechadas nas salas”.

“No espaço que deveria ser de recreio, não há absolutamente nada. Nem um simples escorrega. As crianças não têm como se divertir”, referiu.

Disse ainda que o piso exterior “é irregular”, tendo já uma “inspeção” aconselhado a que as crianças “não andem por lá, por razões de segurança”.

“É uma completa falta de condições”, afirmou.

Disse que em 2017, a câmara adiantara que o projeto para a intervenção no exterior estava a ser elaborado e que foi garantido o início das obras para as férias de verão de 2018.

No entanto, sublinhou, “até à data, nada”.

Os pais fecharam hoje a escola a cadeado, que foi retirado após a deslocação da GNR ao local.

No entanto, garantem que o protesto é para continuar até que a câmara “dê garantias” quanto à realização das obras.

Contactada pela Lusa, fonte da câmara disse que o projeto de intervenção “está em vias de conclusão”.

Acrescentou que o projeto foi objeto de revisão, para incluir obras de manutenção no edificado, nomeadamente, no telhado.

“À semelhança de outras intervenções no parque escolar, a obra avançará logo que haja disponibilidade financeira”, refere ainda o município.

 

Notícia atualizada às 14h18 com mais informação.

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Barcelos

Bebé de um ano entre cinco feridos após acidente em Barcelos

Em Feitos (EN 103)

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Urgências Hospital Barcelos. Foto: O MINHO (Arquivo)

Uma colisão rodoviária a meio da manhã deste domingo provocou ferimentos ligeiros em cinco pessoas, entre as quais um bebé com cerca de um ano de idade, apurou O MINHO junto de fonte dos Bombeiros de Barcelos.

O sinistro ocorreu na Estrada Nacional 103, na freguesia de Feitos, com o alerta a ser dado pelas 10:21, segundo informações recolhidas junto do Comando Distrital de Operações e Socorro de Braga.

As vítimas foram transportadas para o Hospital de Barcelos pelos Bombeiros de Barcelos, que estiveram no local da ocorrência com três ambulâncias.

A GNR registou a ocorrência.

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Barcelos

Estradas cortadas, casas e vacarias ameaçadas devido a incêndio em Barcelos

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Fotos: O MINHO

O incêndio que lavrou em zona florestal de Alvelos, Barcelos, desde as 15:15 deste sábado, está, pelas 19:30, dominado e em fase de rescaldo, depois de ter motivado o corte de uma estrada municipal [EM 505] que liga Alvelos a Remelhe por parte da GNR.

Foto: O MINHO

Houva também casas e vacarias a ser alvo de proteção das autoridades e de populares, devido ao risco do incêndio alastrar-se para zona habitacional.

O combate que inicialmente contava com 10 bombeiros e um helicóptero foi reforçado com mais 43 bombeiros e outro meio aéreo.

Foto: O MINHO

Fonte dos Bombeiros de Barcelos disse a O MINHO que chegaram a existir casas e vacarias em risco.

Fonte: Fogos.pt

Fonte: Fogos.pt

Fonte: Fogos.pt

Pelas 16:45, estavam 53 bombeiros, 15 viaturas e dois meios aéreos no combate às chamas.

Fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro de Braga disse a O MINHO que o incêndio encontra-se dominado e em fase de rescaldo.

Notícia atualizada as 19:31

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