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Futebol

Médico do SC Braga diz que rastreios podem ser “ferramenta interessante” para regresso do futebol

Covid-19

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Foto: Divulgação / SC Braga (Arquivo)

O diretor clínico do SC Braga, Vítor Moreira, considerou hoje que o rastreio da pandemia Covid-19 em todos os plantéis de futebol pode ser importante para viabilizar o regresso da competição.

“Esta é uma situação excecional, ainda mais agora com este plano de emergência nacional. Os jogadores estão em casa, o que causa muitos constrangimentos e tem um impacto muito grande na questão física e psicológica, é uma situação insólita para a qual não temos modelos”, disse, numa videoconferência com a comunicação social.

O médico da equipa minhota, que estimou como necessário um mínimo de duas semanas de preparação conjunta dos jogadores até a um eventual reinício da competição, considerou que seria “importante” fazer o rastreio da doença em todos os plantéis de forma a garantir maior segurança no regresso das competições, porque pode “prevenir a disseminação da doença com outra eficácia”.

“É uma questão premente. Admite-se que, a curto prazo, possa haver testes laboratoriais em contexto privado para fazer esse rastreio, mas neste momento não há disponíveis no mercado. Poderá ser uma ferramenta muito interessante no futuro até mesmo para a viabilização da competição. Se conseguirmos rastrear todos os plantéis e tivermos uma negatividade manifesta e quase que generalizada, aí teremos outra segurança para retomar os campeonatos”, disse.

Sobre o reinício da atividade futebolística, admite poder “ser em maio, mas é muito especulativo” neste momento prever uma data, notando que “a China já vai em cinco meses [de doença] e ainda tem casos novos”.

“Temos que ver a evolução epidemiológica da doença, esperar pelo tal pico da curva para podermos prever o seu declínio e ter poucos casos na comunidade para podermos equacionar esse cenário”, disse.

Vítor Moreira revelou que hoje houve uma reunião, via videoconferência, com os médicos de outros clubes e com a Liga e que “a incerteza é muito grande porque não se sabe quanto mais tempo isto vai durar, a estratégia é o ‘wait and see’ [esperar e ver]”.

O médico explicou o método que o clube organizou para lidar com a situação, com a criação de uma ‘task force’ interna que engloba vários departamentos, destacando o papel do Gabinete de Otimização Desportiva (GOD) do Sporting de Braga.

A parte nutricional também foi alterada, “porque o gasto calórico é diferente”, contando o clube com o apoio de uma unidade hoteleira para a sua confeção para os atletas que o solicitem.

Garantindo não haver qualquer jogador com suspeitas ou qualquer sintoma do Covid-19, Vítor Moreira lembrou ainda as principais dúvidas dos atletas.

“Como é óbvio, eles estão muito alarmados, também veem o que se passa lá fora e sabem dos casos de colegas que vão positivando e querem saber, se isso acontecer, qual é a gravidade”, contou.

O clínico frisou que lhes tem passado “tranquilidade”, explicando que, num caso desses, a evolução expectável é muito favorável tendo em conta a sua idade e condição física/saúde.

Vítor Moreira revelou ainda que, além do plano físico para todos os jogadores, que incluiu uma bicicleta de ginásio para cada um, os atletas têm ainda um acompanhamento psicológico para combater o desgaste e a saturação de estarem num regime de clausura.

“Eles têm tido um comportamento exemplar, têm-se uns verdadeiros heróis e modelos neste contexto de responsabilidade social”, elogiou.

O novo coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.000 morreram. Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.

Depois da China, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, o que levou vários países a adotarem medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, que se encontra em estado de emergência desde as 00:00 de hoje, a Direção-Geral da Saúde elevou o número de casos confirmados de infeção para 785, mais 143 do que na quarta-feira. O número de mortos no país subiu para três.

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Desporto

Liga de clubes e Sindicato de jogadores acertam medidas

Covid-19

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Foto: ligaportugal.pt / DR

O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) aceitou algumas das medidas propostas pela Liga de clubes (LPFP) com vista a serem refletivas no contrato coletivo de trabalho dos futebolistas, face à pandemia de covid-19.

Em comunicado, a LPFP referiu que as duas entidades definiram linhas orientadoras, desde logo a “prorrogação dos contratos de trabalho até término da época, considerando a sua duração até ao último jogo oficial de 2019/2020”, algo que a FIFA revelou hoje ter proposto a todos os clubes.

Da mesma forma, o SJPF concordou que os contratos de empréstimo que terminavam no final da época também sejam prolongados até ao último jogo oficial 2019/20, que o período de férias dos jogadores seja definido por indicação dos clubes e, por fim, “que nenhuma destas medidas constitui justa causa de rescisão do contrato de trabalho desportivo”.

Contudo, segundo adiantou a Liga de clubes, o sindicato de jogadores rejeitou que “os jogadores e os clubes celebrem acordos de redução salarial” e que “na falta de convenção entre jogadores e clubes” fossem aquelas duas entidades a “determinar uma redução percentual do salário anual dos jogadores, repercutido nos meses de abril até ao término da época”.

Perante esta divergência, a LPFP considera que os clubes que disputam a I e II Ligas estão “libertos para poderem lançar mão de todas as medidas especiais propostas pelo Governo, em concreto o ‘lay-off’ ou outras medidas análogas previstas na lei, bem como a liberdade para negociar livremente com os seus atletas”.

Por seu lado, o SJPF, também através de comunicado emitido hoje, manifestou-se contra “cortes salariais indiscriminados” e defendeu que “quem aufere rendimentos mais elevados pode sofrer um corte maior”.

Para o sindicato liderado por Joaquim Evangelista, eventuais ajustes devem obedecer ao princípio da proporcionalidade salarial, ou seja, “quem aufere rendimentos mais elevados pode sofrer um corte maior, quem aufere rendimentos mais reduzidos, deve ver o seu salário menos afetado”.

Contudo, deixou claro que os cortes efetuados nesta “fase de transição” devem “ser repostos/compensados em data a acordar pelas partes na relação laboral desportiva, num momento de retoma financeira e com a possibilidade de adaptação, de acordo com a evolução da retoma das competições”.

Por outro lado, numa altura em que as competições nacionais de futebol estão suspensas, tal como acontece em quase todo o mundo, o sindicato dos jogadores salientou que “só a Direção-Geral da Saúde (DGS) pode confirmar a possibilidade de retoma da atividade e competição em segurança”.

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Futebol

Liga espanhola não regressa antes de 28 de maio

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, disse hoje que o futebol naquele país não regressa antes de 28 de maio, no melhor dos casos, com os campeonatos europeus a discutirem opções para completar a temporada 2019/20.

“De todos os cenários que temos discutido com a UEFA para regressar à competição, os mais prováveis são 28 de maio, 06 de junho ou 28 de junho. Não podemos dar uma data exata, será dada pelas autoridades em Espanha”, apontou.

Segundo Tebas, o futebol deverá regressar em Espanha ainda sem adeptos, seguindo-se um período de capacidade reduzida nas bancadas, enquanto alguns clubes estarão privados dos seus estádios por já terem obras anunciadas para os meses do verão.

Nenhum clube espanhol jogou futebol desde 11 de março, quando o Atlético de Madrid eliminou o campeão europeu Liverpool da Liga dos Campeões, e o presidente de ‘La Liga’ garante que ninguém regressará aos treinos enquanto durarem as medidas de emergência no país devido à pandemia de covid-19.

Na Europa, estão em estudo dois planos possíveis para completar 2019/20: um próximo ao que já decorria, com jogos europeus à semana e dos campeonatos domésticos aos fins de semana, e outro com todos os jogos nacionais disputados em junho e julho e os europeus entre julho e agosto.

Tebas disse ainda ser “lógico” que algumas ligas arranquem antes de outras. “Se puderem, devem fazê-lo”, atirou.

Quanto ao impacto económico, o dirigente aponta para uma perda de mil milhões de euros para os clubes se a época não terminar, ainda que esse cenário não se coloque, quando faltam jogar 11 jornadas, que podem reduzir o impacto para 300 milhões de prejuízo, sem público nas bancadas, ou 150 milhões, com adeptos.

No campo económico, Tebas admite que a Liga espanhola poderá ter de devolver algum do dinheiro recebido pelos direitos de transmissão televisiva, mas tem sido “quase impossível” conseguir que os jogadores aceitem uma redução salarial, uma medida tomada em Inglaterra, por exemplo, para ajudar a combater o impacto.

Em Espanha, o Atlético de Madrid e o FC Barcelona já anunciaram acordos individuais com os seus jogadores.

“Não podem prosseguir as suas atividades de forma normal, por isso deve haver uma redução, mas não chegamos a acordo com o sindicato. Os clubes têm duas opções: o ‘lay-off’ temporário [oito clubes das duas primeiras divisões já o pediram], ou acordos individuais com jogadores”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 345 mortes 12.442 casos de infeções confirmadas, contando-se 184 doentes recuperados.

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Futebol

Antigo presidente da FIFA nega subornos na atribuição dos Mundiais de futebol

Sepp Blatter

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Foto: DR / Arquivo

O antigo presidente da FIFA Sepp Blatter reafirmou hoje que não houve subornos nas atribuições dos Mundiais de futebol à Rússia (2018) e ao Qatar (2022), se bem que neste caso terá havido uma “intervenção política”.

Segundo o procurador federal de Brooklyn (Estados Unidos), em documento hoje tornado público, vários dirigentes da FIFA, essencialmente sul-americanos, receberam subornos para o sentido do voto aquando da atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022.

Blatter admite, em declarações à France Presse, que para esses dois Mundiais havia um ‘acordo de cavalheiros’ no seio do comité executivo da FIFA, no sentido de serem atribuídos a Rússia e Estados Unidos. Mas depois “houve uma intervenção política para a atribuição de 2022 ao Qatar, apenas isso”.

“Neste tipo de situações, é com uma intervenção política que se faz”, disse.

Na versão dos factos do dirigente suíço, que está suspenso da FIFA, o acordo para Rússia e Estados Unidos organizarem terá caído depois se uma interferência do governo francês de Nicolas Sarkozy, aquando de um almoço com Michel Platini, então membro do comité executivo da FIFA.

Platini, que reconhece que votou pelo Qatar, assegura que já tinha mudado o sentido de voto antes desse encontro com Sarkozy.

Um dos principais acusados de ter sido subornado é Jack Warner, antigo presidente da CONCACAF (confederação norte-americana de futebol), que votou a favor da Rússia para 2018, depois da intervenção de alguém mencionado na acusação da procuradoria de Brooklyn como “conselheiro próximo do presidente da FiFA”.

“Podemos supor que se referem a Peter Hargitay, mas nunca teria dito a um conselheiro para intervir e não acredito que ele possa ter escrito isso”, comentou Sepp Blatter.

Em comunicado, a FIFA já fez saber que apoia “todas as investigações relativas aos atos penalmente condenáveis” e que “continuará a cooperar com as autoridades judiciárias”. Relembra que tem o estatuto de “vítima” nos processos desencadeados pela justiça norte-americana e que “acompanha de perto as investigações e desenvolvimentos em curso”.

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