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Canoagem

Medalhas da canoagem portuguesa já permitem dispensar uma a cada jogador da seleção de futebol

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Foto: Instagram de Hélio Lucas Araújo

A canoagem portuguesa arrecadou três medalhas nos Jogos do Mediterrâneo, somando 11 troféus em provas deste ano, logo o conforto de poder “oferecer” uma delas à seleção portuguesa em futebol, como brincou o treinador Hélio Lucas Araújo.

“Este ano conquistamos quatro medalhas na Taça do Mundo, quatro no Europeu e agora com estas três dá 11. Digamos que já temos um para cada jogador de Portugal, podemos dispensar-lhes uma se quiserem para terem um bocado de motivação para o Mundial [2018 que se disputa na Rússia]”, disse o técnico de Ponte de Lima após as provas que decorreram no Canal Olímpico da Catalunha, em Castelldefels, a cerca de vinte quilómetros de Barcelona, Espanha.

Portugal participa nos Jogos do Mediterrâneo e, até ao momento, arrecadou sete medalhas. Sábado de manhã Melanie Santos e João Pereira conquistaram o ouro no triatlo, e à tarde João Costa e Alexis Santos arrecadaram o bronze no tiro e nos 200 metros estilos da natação, respetivamente.

Domingo, Joana Vasconcelos e Fernando Pimenta, em K1 500, conquistaram a prata e Teresa Portela o bronze em K1 200.

Em jeito de balanço da prestação da equipa portuguesa de canoagem, Hélio Lucas considerou que Joana Vasconcelos, que não competia há anos em individual K1, “fez uma excelente regata”, tendo comandado até meio e só “quebrado um bocadinho” na fase final.

Descrição semelhante para a prestação de Teresa Portela: “Também fez uma excelente largada, bateu-se até à parte final e um bronze é excelente”, disse.

Quanto a Fernando Pimenta – tricampeão europeu em K1 1000, mas que nestes Jogos competiu em K1 500 [individual] e K2 500 [a fazer dupla João Ribeiro] – o treinador apontou que “mesmo sem ter sido a sua prova rainha” o canoísta tem vindo a conquistar medalhas.

“Sabíamos que era difícil e conseguiu um excelente segundo lugar”, resumiu Hélio Lucas.

Portugal vai receber em agosto o Mundial de canoagem que vai disputar-se em Montemor-o-Velho e o foco da equipa portuguesa já está no campeonato que se realiza em casa.

“A responsabilidade temos em cada treino que é tentar procurar fazer as coisas bem para que as provas nos corram o melhor possível. Temos de nos abstrair da pressão do público ou o público tem de funcionar como uma boa pressão. Agora temos de colocar a responsabilidade toda nos treinos”, disse o treinador.

Quanto a expectativas de mais medalhas, Hélio Araújo não quis pormenorizar os objetivos, mas admitiu ter “ambição”, recordando que no ano passado Fernando Pimenta conquistou a medalha de prata no K1 1000 e o ouro K1 5000 e a equipa feminina tem conquistado troféus em todos os eventos.

“Foi um resultado histórico da canoagem portuguesa [referindo-se aos feitos de Fernando Pimenta]. Vamos tentar procurar corresponder e ter os mesmos desempenhos. [Quanto à equipa feminina] vamos ver se nas distâncias olímpicas conseguem melhorar os resultados que têm”, sintetizou.

Já Joana Vasconcelos, responsável por uma das duas pratas da manhã de Jogos do Mediterrâneo, vai competir no Mundial em K2 500 e K4m, tendo “boas expectativas”.

Fernando Pimenta disse, aos jornalistas após sair do pódio, que “um campeonato do Mundo não é fácil”, mas espera “chegar a uma boa forma para lutar passo a passo para estar na final e aí poder pensar em alguma coisa mais”.

Para Teresa Portela o facto do Mundial decorrer em Portugal é sinónimo de ânimo: “Temos de estar com muita vontade de fazer bem. Ainda faltam dois meses e temos de treinar muito para que nada falhe. Se a preparação correr e se estivermos no nosso melhor, podemos fazer algo giro”, referiu.

Naquele que foi o terceiro dia de competição de Jogos do Mediterrâneo, Fernando Pimenta e João Ribeiro, em K2 500, terminaram a prova em 01.30,418 minutos, ficando em quatro lugar numa regata ganha por uma dupla espanhola com o tempo 01.27,907.

Messias Baptista também competiu esta manhã em K1 200, fazendo o tempo 00.36,130, o que lhe deu um sexto lugar numa prova também conquistada pela Espanha com 00.34,148.

Portugal, que se estreia nos Jogos do Mediterrâneo, está representado por 232 atletas em 29 modalidades.

O evento, que começou quinta-feira e se estende até 01 de julho, junta 26 países de três continentes diferentes: Europa, África e Ásia.

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Canoagem

Fernando Pimenta é atleta do ano 2019

Gala dos Campeões

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Foto: DR / Arquivo

Fernando Pimenta é o atleta do ano 2019 para a Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), depois de se ter destacado com títulos nacionais, internacionais e o apuramento individual e coletivo para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020, foi hoje anunciado.

Em 2019, o limiano foi campeão do mundo em velocidade, no campeonato disputado na Hungria. Venceu também duas medalhas de bronze, em K1 1.000 metros e K1 5.000 metros, também na mesma competição.

Fernando Pimenta medalha de prata nos II Jogos Europeus

Teve participação de destaque nos Jogos Europeus de Minsk, realizados na Bielorrússia, vencendo a prata em K1 1.000 metros e K1 5.000 metros.

Para além do galardão entregue a Fernando Pimenta, outros premiados serão conhecidos durante a gala, como é o caso da atleta do ano em feminino, a equipa do ano, a promessa do ano e o treinador do ano.

A cerimónia vai contar com João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e Desporto, para além do presidente da Associação Europeia de Canoagem, Albert Woods.

A gala marca ainda uma homenagem aos canoístas portugueses que participaram em campeonatos europeus e mundiais, cerca de 100.

No que diz respeito a equipas, o Clube Náutico de Ponte de Lima, clube mais pontuado a nível nacional, será alvo de homenagem em fundo e velocidade, assim como o Clube Náutico de Prado, na vertente Maratona, e o Darque Kayak Clube, na vertente Slalom Esperanças.

A Gala dos Campeões da FPC decorre no próximo sábado, no Teatro Académico Gil Vicente.

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Canoagem

Taça Ibérica de slalom este fim de semana em Vila Nova de Cerveira

Centena e meia de canoístas

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Foto: DR / Arquivo

Uma centena e meia de canoístas em representação de 14 clubes portugueses e espanhóis vão disputar este fim de semana a 11.ª edição da Taça Ibérica de slalom, em Cerveira.

O evento não vai contar com a participação de Antoine Launay, o único canoísta que até agora garantiu, em K1, a vaga nas águas bravas portuguesas para Tóquio2020, pois está a desenvolver um trabalho individual com o técnico nacional, o espanhol Pedro Guerreiro.

O olímpico José Carvalho, nono em C1 no Rio2016, vai ganhar ritmo em Cerveira para os Europeus de maio, em Londres, nos quais vai disputar a única vaga continental ainda em disputa.

O percurso no Rio Coura é constituído por um percurso de 150 metros num plano de água de corrente forte, com obstáculos naturais e portas de grau II e III.

Em simultâneo com o evento, decorre a Taça de Portugal que vai juntar 53 canoístas e 75 embarcações de seis clubes, nomeadamente a Associação Desportiva de Amarante, o Clube Náutico Barquinhense, o Águas Bravas Clube, o Darque Kayak Clube, a AMAS de Vizela e Aventura Marão Clube.

Em 28 e 29 de março vão ter lugar os campeonatos nacionais, em Vizela.

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Canoagem

Família da canoagem une-se segunda-feira para recuperar CAR de Montemor-o-Velho

Mau tempo

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cheias Mondego Montemor
Foto: Federação Portuguesa de Canoagem

A limpeza e início da recuperação do Centro de Alto Rendimento (CAR) da canoagem, em Montemor-o-Velho, inundado pelas cheias no Mondego, vai principiar segunda-feira, reunindo a ‘família’ da modalidade.

“A nossa casa, a casa da canoagem, o CAR de Montemor-o-Velho, vai voltar a ser o que era, para receber os nossos atletas e os nossos clubes. Apelo à participação de todos para que a normalidade seja reposta, sem colocar em causa a preparação dos atletas, em ano de Jogos Olímpicos”, refere, em comunicado, o presidente da federação, Vítor Félix.

Será às 10:00 que dirigentes, atletas, treinadores, funcionários, colaboradores, familiares e amigos se vão juntar para iniciar o processo de restabelecimento da normalidade no CAR, submerso pelas águas que chegaram a atingir dois metros dentro do enorme hangar.

A solidariedade estende-se à federação de triatlo que vai unir-se à iniciativa, que conta com o apoio da autarquia, gestora da infraestrutura, bem como dos comités olímpicos e paralímpicos de Portugal e a Fundação do Desporto.

“É nos maus momentos que nos devemos juntar e é nestes momentos que necessitamos do auxílio de todos. O melhor ainda está para vir e não temos dúvida nenhuma que 2020 será um grande ano para a canoagem”, acrescentou o dirigente.

O Centro de Alto Rendimento ficou submerso por uma camada de cerca de dois metros de água, estando ainda a ser avaliados os prejuízos materiais para a federação de canoagem – sobretudo com o ginásio e caiaques – e autarquia.

A canoagem é a modalidade lusa com mais qualificados para Tóquio2020, com seis na pista e um no slalom, nomeadamente Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista, David Varela e Teresa Portela, bem como Antoine Launay nas águas bravas.

Em maio, na Alemanha, na fase de apuramento continental, a seleção vai procurar acrescentar vagas em K1 e K2 500 femininos, K1 200 e C1 2000 masculinos, além de tentar voltar a levar José Carvalho à prova olímpica de C1 no slalom, na qual foi nono no Rio2016.

Fernando Pimenta e Emanuel Silva conquistaram o único pódio da canoagem portuguesa em Jogos Olímpicos, com a prata em K2 1000 em Londres2012.

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