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I Liga

Marítimo ‘empata’ ambições europeias do Rio Ave

I Liga

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O Marítimo e o Rio Ave enpataram hoje 0-0, no jogo de abertura da 32.ª jornada da I Liga de futebol, resultado que impede os vila-condenses de segurarem o quinto lugar, o último em posição europeia.


Com este empate, o Marítimo, em posição tranquila na pauta classificativa, soma o quarto jogo consecutivo sem perder e sem sofrer golos, subindo provisoriamente ao 10.º lugar, com 38 pontos.

O Rio Ave mantém para já o quinto lugar, o último de acesso à Liga Europa, com 51 pontos, igualando a sua melhor pontuação de sempre, mas pode ser ultrapassado pelo Famalicão, sexto, com 49, que joga ainda hoje em casa do ‘aflito’ Vitória de Setúbal.

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I Liga

Associação de jogadores angaria fundos para ajudar funcionários do Aves

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

A associação “Do Futebol para a Vida”, criada por jogadores do Campeonato de Portugal, está a angariar fundos para compensar salários em atraso de 14 funcionários do Desportivo das Aves, despromovido à II Liga.

“Eles não têm salários muito altos e choca-me o facto de estarem há vários meses sem receber. Estão em causa uns quatro, cinco ou seis meses de vencimentos em atraso. A ganhar aquilo que ganham e tendo filhos e contas para pagar, não sei como conseguem sobreviver. É uma situação complicada”, contou à agência Lusa o médio Rúben Oliveira.

Face às dificuldades financeiras atravessadas pelos nortenhos nesta temporada, vários companheiros de profissão contactaram “há mais ou menos uma semana” o futebolista do Desportivo das Aves, que se prontificou a elaborar “uma lista das pessoas do clube que estavam a precisar mais de ajuda”, de forma a elucidar “as prioridades de cada um”.

“A associação disponibilizou-se para ajudar de várias maneiras, tanto financeiramente como a nível de alimentação. Até agora tem ajudado mais na parte financeira. Felizmente o clube, e não a SAD, está a tratar da alimentação e tudo tem estado mais ou menos orientado”, enalteceu o centrocampista cedido pelo Vitória SC.

Criada em 14 de abril pelos capitães do Real e do Loures, o luso-guineense Ibraim Cassamá e Hugo Machado, a causa solidária “Do Futebol para a Vida” puxou pela proatividade dos colegas sintrenses Sandro Lima, Paulinho e Daniel Almeida e ganhou dimensão através das redes sociais para gerar auxílio durante a pandemia de covid-19.

Os pedidos extravasaram a Série D do Campeonato de Portugal e convocaram a solidariedade de diversos quadrantes do futebol nacional, que compraram bens de primeira necessidade ou depositaram quase 38.500 euros até 17 de julho numa conta bancária apropriada, apoiando 171 atletas, 88 famílias de jogadores e 146 civis.

As doações destinadas aos funcionários do Desportivo das Aves podem ser efetuadas através de transferência bancária para o NIB 0036.0396.99106015516.17, enquanto decorre desde terça-feira o leilão de uma camisola de Thierry Henry, antigo avançado internacional francês e atual treinador dos canadianos do MontréalImpact.

A peça de vestuário produzida pela Nike para assinalar a última temporada dos ingleses do Arsenal no lendário estádio Highbury, casa dos ‘gunners’ entre 1913 e 2006, tem uma base de licitação fixada em 500 euros e reverterá a totalidade da quantia angariada até às 20:00 horas de quinta-feira para os colaboradores do último classificado da I Liga.

A iniciativa da associação “Do Futebol para a Vida” é complementada pela ‘One Goal Only’ [Apenas Um Objetivo, em tradução livre], que também foi erguida em plena pandemia e visa, através de leilões de camisolas autografadas de craques nacionais e estrangeiros, ajudar diversas entidades nacionais e internacionais de apoio social.

O leilão pode ser acedido através da página do projeto criado pelo português Filipe Macedo Alves na rede social Instagram e surge na sequência de uma semana atribulada do Desportivo das Aves, cuja administração liderada pelo chinês Wei Zhao acumula sucessivos incumprimentos salariais, responsáveis por 10 rescisões unilaterais de atletas.

“Quis ficar até ao fim para ajudar um clube que aprendi a gostar muito. Não condeno quem achou que rescindir era o melhor para o seu futuro. Cada um tem de ver a sua vida da melhor maneira e entendo isso, porque as pessoas têm contas para pagar e uma família. A SAD do Aves não foi correta comigo nem com ninguém”, frisou Rúben Oliveira.

O médio, de 25 anos, recebeu o último ordenado em março e assume que a ausência de “condições básicas” e as promessas de pagamento falhadas pelos administradores impediram a formação de Nuno Manta Santos, 18.ª e última colocada da I Liga, com 17 pontos, de “fazer um bom trabalho” numa “temporada muito desgastante e complicada”.

A SAD solicitou na sexta-feira a adesão a um Processo Especial de Revitalização (PER) junto do Tribunal da Comarca de Santo Tirso, de forma a negociar com os 32 credores a reestruturação de todas as dívidas num único plano de pagamento, tendo em vista o cumprimento dos requisitos de inscrição nos campeonatos profissionais.

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I Liga

Vitória, Gil Vicente e Moreirense de fora da Taça da Liga

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

Os clubes que estão hoje reunidos na Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovaram a criação de um ‘play-off’ que pode ditar a subida de três equipas à I Liga, já na próxima época.

Fontes de clubes presentes na reunião disseram à agência Lusa que o modelo, proposto pela direção da LPFP aos clubes, contempla uma alteração ao quadro competitivo, em que o 16.º classificado da I Liga e o terceiro classificado da II Liga, vão disputar um ‘play-off’, no final dos campeonatos, disputado em dois jogos.

Esta decisão, foi a proposta foi com 28 votos a favor, quatro abstenções e 18 votos contra.

Também aprovado nesta reunião foi o novo modelo da Taça da Liga para a próxima época, em que apenas oito clubes vão disputar o acesso à final-four.

Estarão apenas em competição os seis primeiros classificados da I Liga – FC Porto, Benfica, SC Braga, Sporting, Rio Ave e Famalicão -, além dos dois primeiros classificados da II Liga, Nacional da Madeira e Farense.

Os oito emblemas vão defrontaram-se numa ronda inicial, a eliminar, disputada a apenas a uma mão.

O Sporting votou contra este modelo, mas a proposta foi ratificada pela maioria dos clubes presentes.

Também decidida nesta Assembleia Geral da LPFP foi a manutenção do modelo de cinco substituições na próxima temporada, nos campeonatos da I e II Ligas.

A proposta mereceu 19 votos a favor, 4 contra e 22 abstenções.

De todos os clubes que participam nos campeonatos profissionais, apenas o Desportivo das Aves não se fez representar nesta Assembleia Geral.

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I Liga

“Açores têm de apanhar o comboio do futebol profissional”

Segundo o presidente do Santa Clara

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Foto: DR / Arquivo

O presidente do Santa Clara, Rui Cordeiro, disse, em entrevista à agência Lusa, que os Açores têm de “apanhar o comboio do futebol profissional”, o que implica a melhoria das infraestruturas e a qualificação dos recursos humanos.

“Os Açores têm de apanhar o comboio do futebol profissional e isso passa por melhores infraestruturas, qualificação dos recursos humanos, criar emprego ligado ao desporto, dar acompanhamento psicopedagógico aos atletas da formação açoriana”, declarou o presidente da equipa açoriana à Lusa.

Em cinco presenças no principal escalão do futebol português, o Santa Clara atingiu a melhor classificação da sua história na temporada de 2019/2020, alcançando o nono lugar com 43 pontos.

Os açorianos irão participar pela terceira vez consecutiva na I Liga na próxima temporada, um feito inédito na história do clube.

Em entrevista à Lusa, Rui Cordeiro disse que o relvado e as infraestruturas da Cidade do Futebol (onde a equipa jogou na condição de visitado as últimas 10 jornadas da Liga devido à covid-19) foram “importantes” para os bons resultados (duas vitórias, dois empates e uma derrota) da equipa na retoma do campeonato.

“Nós não pedimos que se replique o que fizeram na Cidade do Futebol aqui nos Açores, pedimos sim que se comecem a criar condições para que possamos ter um desenvolvimento do jovem atleta açoriano”, afirmou Rui Cordeiro.

O presidente do Santa Clara (que treina e joga em infraestruturas que são propriedade do Governo Regional) prosseguiu, defendendo que os Açores deveriam melhorar ao nível do futebol profissional.

“Para que possamos lutar de igual para igual, é fundamental que possamos ter melhorias no que diz respeito às nossas infraestruturas para podermos dar mais alegrias a todos os açorianos”, afirmou Rui Cordeiro.

O líder do emblema açoriano destacou que a temporada 2019/2020 serviu para demonstrar que o Santa Clara “é hoje, sem qualquer margem para dúvidas”, um clube que “figura entre os nove melhores clubes do futebol nacional”.

Para Rui Cordeiro, o “segredo do sucesso” da temporada são “as pessoas”, que dentro do clube são uma “família”.

“Desde o presidente, passando pelos atletas e até ao técnico de equipamentos, damo-nos todos bem e estamos aqui todos para o mesmo. Interiorizamos bastante bem qual é o papel e a missão de cada um. Quando assim é, ficamos mais perto de alcançar o sucesso”, disse.

Questionado sobre os momentos mais marcantes da temporada, o dirigente escolheu a vitória por 4-3 no estádio da Luz frente ao Benfica, que considerou um “momento histórico” e “um passo importante na afirmação da identidade própria e vincada” que o clube pretende “construir”.

Rui Cordeiro também elegeu como um dos momentos mais marcantes o dia em que o Santa Clara atingiu matematicamente a manutenção, a três jornadas do fim, fruto da derrota do Portimonense com o Rio Ave: “foi o cumprir de mais um sonho”.

Após o último encontro do campeonato, diante do Vitória de Guimarães, foi anunciado que João Henriques abandonaria o comando técnico da equipa, depois de duas temporadas nos Açores.

Segundo o presidente, quer o clube quer o treinador, “perceberam” que nesta época se encerrava um ciclo de “muitos sucessos, muitas alegrias” e “muitos recordes”.

“Valorizámos ativos, valorizámos e enriquecemos a história do clube, cumprimos com os objetivos traçados. Por tudo isto, entendemos, SAD e treinador, que seria a altura perfeita para o mister João Henriques abraçar um projeto mais exigente do que o do Santa Clara”, apontou.

Na I Liga, em 2019/20, o Santa Clara somou 11 vitórias, as mesmas da época passada, 10 empates e 13 derrotas, tendo marcado 36 golos e sofrido 41, o seu melhor registo defensivo de sempre.

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