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País

Mário Centeno diz que PSD tem 4.750 milhões de euros por explicar no seu programa

Eleições Legislativas

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Foto: Divulgação

O ministro Mário Centeno, na qualidade de candidato a deputado pelo PS, considerou hoje que o PSD tem 4.750 milhões de euros por explicar no seu programa eleitoral, acrescentando que há propostas “materialmente impossíveis” no cenário social-democrata.

“Temos, pelo menos, 4.750 milhões de euros no éter, destas contas, que é necessário explicar. E isto só tem uma consequência, que é a instabilidade das políticas económicas”, afirmou Mário Centeno aos jornalistas na sede do PS, no largo do Rato, em Lisboa.

O ministro das Finanças disse que o programa económico do PSD levará “à instabilidade das políticas económicas”.

“Voltamos à instabilidade da política fiscal, voltamos aos cortes à pressa para tentar resolver questões orçamentais causadas por orçamentos mal desenhados”, considerou Mário Centeno.

Centeno disponível para debater com Rui Rio cenário macroeconómico

O ministro mostrou-se hoje disponível para debater com o presidente do PSD, Rui Rio, as previsões macroeconómicas dos programas eleitorais dos dois partidos.

“Se houver algum candidato a deputado do PSD, em particular o Dr. Rui Rio, que queira debater estas questões comigo, não terei nenhuma dificuldade em fazê-lo”, disse Mário Centeno aos jornalistas na sede do PS, no largo do Rato, em Lisboa.

O ministro disse também que Rui Rio confunde “o sucesso da economia portuguesa com o Partido Socialista”, em resposta às afirmações do líder do PSD, que disse no domingo que “há uma grande confusão” entre Mário Centeno ministro e Mário Centeno deputado.

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País

PSD: Miguel Morgado ‘aborta’ candidatura à liderança e renova críticas a Rio

Eleições no PSD

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Foto: Divulgação / PSD

O ex-deputado Miguel Morgado anunciou hoje que não será candidato à liderança do PSD por não ter reunido “todos os meios necessários para tornar efetiva a candidatura em tempo útil”, reiterando críticas ao “rumo errado” da atual direção.

“É com pena, mas sem azedume, que não levarei por diante a candidatura. Mas desistindo da candidatura, não desisto do que era o seu objetivo. Inviabilizada a candidatura, a questão para mim e para os que estão comigo é apenas a de procurar outras vias para prosseguir a ação iniciada”, refere, numa publicação na sua conta da rede social Facebook.

Miguel Morgado, que foi assessor político do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, reitera que continua convencido da “necessidade de derrotar a estratégia ruinosa para o partido e sobretudo para o país que foi protagonizada nos últimos dois anos por Rui Rio” e que se recandidata ao cargo.

“Daí que há já algum tempo tenha formado a intenção de avançar com uma candidatura à liderança do PSD que não fosse uma mera candidatura de sucessão – em que eu me apresentaria como mais adequado a liderar o PSD do que os outros concorrentes -, mas uma candidatura de posicionamento e de reorientação do rumo futuro do partido”, justificou.

Miguel Morgado agradece aos que o apoiaram nessa intenção e promete que continuará a defender um PSD “que quer ser livre contra o domínio socialista do Estado”.

“Nas atuais eleições para a presidência do PSD, essa luta passa pelo esforço de mudar o rumo errado que o atual presidente impôs ao partido, de subalternização do PSD perante o PS e a esquerda”, referiu.

O antigo deputado, e fundador do movimento 5.7, assegura que não deixará vincar as suas posições “e de procurar outras vias para combater aberta e lealmente essa orientação” de Rio, considerando ser necessário “chamar o partido à sua verdadeira vocação de força decisiva do reformismo em Portugal”.

“Não é só o futuro do PSD, mas também o futuro do país que neste momento dependem do reencontro do PSD consigo próprio”, defendeu.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e congresso marcado entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.

Até agora, apresentaram-se como candidatos o atual presidente Rui Rio, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o vice-presidente da Câmara de Cascais (distrito de Lisboa), Miguel Pinto Luz.

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Vila Galé explica, em Viana, que já não avança com hotel em território indígena no Brasil

Polémica

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Foto: DR / Arquivo

O Grupo Vila Galé vai mesmo avançar com uma nova unidade hoteleira na mesma região do Brasil onde decidiu abandonar o projeto que tinha após as críticas de que ia investir em potencial zona de reserva indígena.

“A desistência [desse projeto] em Una [Bahia] resulta de um clima que nos foi criado e que um dia ainda hei de entender porquê. Não tem base nenhuma. Era numa área que não tem vestígios nenhuns de ter tido alguma vez na vida indígenas”, disse o presidente do Vila Galé, à margem do 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que termina hoje em Viana do Castelo.

Em 18 de novembro, o grupo Vila Galé anunciou que ia abandonar o projeto para a instalação de um ‘resort’ na região da Bahia, que esteve debaixo de críticas por estar previsto para um local de potencial reserva indígena. Argumento que sempre foi refutado pelo grupo.

“Quer o Congresso, quer a Prefeitura de Una, quer o Governo Federal, a Embratur, o Ministério do Turismo, o Ministério da Agricultura, toda a gente nos apoiou neste projeto”, reforçou, acrescentando que o apoio das entidades brasileiras vão levar o grupo “a fazer outro projeto na mesma região”.

O responsável admitiu que, desde a desistência em avançar com aquele ‘mega resort’, já lhe foram apresentadas “duas ou três novas oportunidades” e que vão avançar “com uma delas”, só que “mais devagar”, pois o grupo quer “estudá-las bem”, nomeadamente a nível ambiental.

“Não era justo que aquelas populações e aquela Prefeitura, com um prefeito de mão cheia, daqueles que corre atrás, que ficasse privado de uma oportunidade de ter ali um negócio para valorizar todo aquele sítio”, afirmou ainda.

Aquando o anúncio da desistência, no início da semana, a Vila Galé já tinha referido que em abril de 2017 “foi convidada pelo Governo da Bahia e Prefeitura de Una para realizar um investimento num mega ‘resort’ para ajudar ao desenvolvimento da região de Una, tendo sido estabelecida uma parceria com a empresa proprietária dos terrenos”, garantindo que realizou todos os estudos e projetos, que foram aprovados pelas autoridades competentes e que, “ao longo de todo esse tempo, não surgiu qualquer reclamação ou reivindicação, apesar de ser pública e notória em toda a região a notícia do projeto”.

O grupo adiantava ainda, num comunicado, que não há sinais de ocupação ou utilização indígena num raio de muitos quilómetros e “não existe qualquer reserva indígena decretada para” a área em causa “nem previsão de a vir a ser”.

“Passaram três mandatos governamentais anteriores, com vários ministros da Justiça e nenhum deles aprovou a demarcação das terras indígenas”, garantiu a empresa portuguesa.

“Entretanto, tratando-se de um tema delicado que suscita estados emocionais por parte de alguns setores, fomos acusados de falsidades inconsistentes e graves”, criticou o grupo, no mesmo comunicado.

A Vila Galé revelou, então, que ia ser forçada a “abandonar” o projeto, isto, “apesar de os projetos estarem aprovados e terem o apoio explícito da Prefeitura de Una, do Governo Estadual da Bahia e dos órgãos de Turismo do Governo Federal, por se tratar de uma obra de maior relevância económica e social”, acusando ainda “alguns poucos sem razão prejudicarem toda uma população que se vê privada da oportunidade de ter emprego num projeto de prestígio”.

“Não é de nosso interesse que um hotel ‘resort’ Vila Galé nasça com a iminência de um clima de ‘guerra’ ainda que injusta e sem fundamento (…)”, criticou o grupo.

O empreendimento estimava criar mais de 500 empregos diretos e cerca de 1.500 indiretos, segundo o Vila Galé.

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País

Bebé encontrado em caixote do lixo já está com uma família de acolhimento

Em Lisboa

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Foto: DR / Arquivo

O bebé encontrado num caixote do lixo no início do mês, e que esteve até quinta-feira hospitalizado, já está com uma família de acolhimento, informou hoje a Santa da Misericórdia de Lisboa.

A instituição refere numa nota enviada à agência Lusa que deu cumprimento à decisão do Tribunal de Família e Menores de Lisboa de confiar a criança aos cuidados de uma família de acolhimento.

A bebé encontrado em Lisboa no dia 05 de novembro teve alta hospitalar da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) a meio da tarde de quinta-feira e “saiu clinicamente bem”, avançou à Lusa fonte do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central.

Hoje, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que assegura o cumprimento da decisão, diz que como “determinado pelo Tribunal, o bebé foi, na sequência da alta clínica, confiado aos cuidados de uma família de acolhimento”.

Segundo uma nota da Procuradoria-Geral da República de quarta-feira, o juiz decidiu a favor da proposta do Ministério Público, “tendo determinado a substituição da medida de acolhimento residencial pela de acolhimento familiar, a título cautelar, a concretizar aquando da alta clínica da criança”.

A mãe da criança, uma jovem sem-abrigo de 22 anos que abandonou o recém-nascido num caixote do lixo, no dia 05 de novembro, foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) e está em prisão preventiva, indiciada da prática de homicídio qualificado na forma tentada (tentativa de homicídio qualificado).

Segundo a PJ, a mãe do recém-nascido agiu sozinha e nunca revelou a gravidez a ninguém, vivendo numa situação “muito precária na via pública”.

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