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Atletismo

Nos Nacionais de Atletismo, só Dulce Félix ficou à frente de Mariana Machado nos 3 mil metros. Sameiro Araújo comenta

A melhor atleta Júnior de meio fundo portuguesa e uma das promessas do Atletismo

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Foto: Divilgação / scbraga.pt (Arquivo)

A melhor atleta júnior de meio fundo portuguesa e uma das promessas do atletismo. Mariana Machado bateu este fim de semana o seu recorde pessoal dos 3 mil metros por quatro segundos, na segunda jornada dos Nacionais, em pista coberta, atrás de Dulce Félix, no Altice Fórum, em Braga. Mas a sua treinadora acha que ela pode fazer melhor.


“Foi um bom resultado mas a Mariana pode fazer melhor” disse Sameiro Araujo a O MINHO. E acrescenta: “a prova foi feita com bases rápidas e a Mariana ainda não tem andamento para isso. A Dulce Félix que está numa forma incrível impôs essa andamento, precisamente, para não ser surpreendida no final”.

A passar um período complicado para gerir a vida académica com a vida desportiva – Mariana é aluna de Medicina – a atleta do SC Braga “terá que fazer outro tipo de gestão para atingir resultados de topo: sai da UMinho às 19:30, chega ao treino às 20:00 e o período de descanso é muito reduzido”.

Sobre uma presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, Sameiro Araújo diz que “não há impossíveis”.

“Gostaríamos muito de lá estar mas a Mariana é excessivamente competitiva e quer conciliar as duas coisas. Não se pode fazer muito bem as duas coisas”.

Para a treinadora, a atleta terá que perceber que “para chegar ao alto nível não pode fazer o curso em seis anos, terá que ser em sete ou oito”.

Depois de quebrar um recorde com mais de 30 anos nos 1.500 metros, prova onde se sente melhor, Mariana deve apostar nesta especialidade ainda que não descure outras como prova a presença nos nacionais de corta mato já este fim de semana, numa distância de quase quatro quilómetros.

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Atletismo

Patrícia Mamona renova com o Sporting

Triplo salto

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Foto: DR / Arquivo

A atleta Patricia Mamona, 11 vezes campeã nacional de triplo salto, renovou com o Sporting, que representa desde 2011, anunciou hoje o clube na rede social Facebook.

“Estou muito feliz por prolongar a minha ligação ao Sporting. É um orgulho enorme fazer parte desta família e poder continuar a lutar por títulos neste clube”, refere a recordista nacional da especialidade (14,65 metros).

Patrícia Mamona, de 31 anos, conta no seu palmarés com uma medalha de ouro no Europeu2016, em Amesterdão, nos Países Baixos, e uma de prata alcançada em Helsínquia, na Finlândia, em 2012.

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Atletismo

Campeonatos Portugal de atletismo sábado em cinco pistas em simultâneo. Uma em Braga

Lisboa, Braga, Madeira e duas nos Açores

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Foto: DR / Arquivo

Cinco localidades diferentes vão ser palco em simultâneo, no sábado, dos Campeonatos de Portugal de atletismo, uma realidade que reflete a situação de exceção originada pelo combate à pandemia de covid-19.

A maior parte dos atletas vai estar no Estádio Universitário, em Lisboa, mas também se competirá em Braga, na Madeira (Ribeira Brava) e nos Açores (Ponta Delgada e Angra do Heroísmo).

A Federação Portuguesa de Atletismo faz por seguir as restrições definidas para a utilização de recintos desportivos e para a realização da prática desportiva, ao mesmo tempo que minimiza deslocações, necessidades de alojamento e refeições fora do local de residência de atletas, treinadores, dirigentes, juízes e pessoal de apoio.

Quem mais vai sentir a diferença de formato serão certamente os atletas das ilhas, com algumas provas em que haverá mesmo um só atleta em ação, no estádio.

Com a única exceção dos 100 metros, todas as corridas se vão disputar por séries, havendo depois o cruzamento de marcas para as classificações finais. Regra idêntica vale para os concursos.

Em última análise, até pode acontecer um pódio composto por atletas que estiveram em ação em três estádios diferentes.

Na prática, os mais cotados vão estar em Lisboa, nomeadamente a representar o Sporting e o Benfica.

Em ano atípico, sem o estímulo de preparar a ida aos Jogos Olímpicos de Tóquio ou os Europeus de Paris – ambos adiados, esta será a ocasião para ver os melhores portugueses da modalidade, mesmo sendo certo que a forma não deverá ser a melhor.

Com a qualificação olímpica suspensa até novembro, o objetivo não passa pelas marcas, mas por medalhas que possam enriquecer o palmarés individual.

O foco, mais uma vez, deverá ser o triplo salto. Pedro Pichardo (Benfica) e Nelson Évora (Sporting), em masculinos, e Susana Costa (Academia Fernanda Ribeiro), Patrícia Mamona e Evelise Veiga (Sporting) estarão todos em Lisboa.

Auriol Dongmo (Sporting), recente recordista nacional do peso, procura o seu primeiro título nacional absoluto. Em masculinos, a luta deverá ser entre Francisco Belo e Tsanko Arnaudov, ambos do Benfica e os dois acima dos 20 metros, este ano.

Na velocidade, Lorene Bazolo (Sporting) é favorita para 100 e 200 metros e Cátia Azevedo (Sporting) para os 400, enquanto que na mesma distância, mas com barreiras, deverá confirmar-se o bom regresso este ano de Vera Barbosa (Sporting).

Marta Pen (Sporting) está inscrita nas distâncias entre os 400 metros e os 1.500 metros, para decidir no dia.

Para o lançamento do disco, o duelo em Lisboa é entre Liliana Cá (N Luz) e Irina Rodrigues, enquanto que nas provas de 3.000 metros marcha deve ser grande a superioridade de Ana Cabecinha (Pechão) e João Vieira (Sporting).

A nível de meio-fundo, o facto de não se correr acima dos 3.000 metros levou ao desinteresse generalizado dos melhores, mas ainda assim pode haver um despique interessante na pista de Braga – entre a bracarense Mariana Machado e a sportinguista Sara Moreira.

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Atletismo

FPA prolonga integração no Projeto de Alto Rendimento até março de 2021

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) prolongou a integração de atletas e treinadores no Projeto de Alto Rendimento (PAR) até março de 2021, “considerando o contexto de pandemia” de covid-19, que provocou a interrupção da atividade desportiva.

A decisão do organismo federativo, anunciada na quinta-feira, visa os atletas de nível quatro e cinco que já estavam no início da pandemia integrados no PAR, programa que é financiado, entre outros, pelo Instituto Português de Desporto e Juventude (IPDJ) e o Comité Olímpico de Portugal (COP).

“Esta decisão permite que os atletas tenham a possibilidade de defender o seu nível de integração, através da participação num período competitivo e da possibilidade de participarem nos trabalhos de setor previstos normalmente para final o do ano”, explicou o presidente da FPA, Jorge Vieira.

O plano de apoio ao alto rendimento foi desenvolvido pela FPA, com o objetivo de melhorar as condições de preparação dos atletas portugueses com vista aos Jogos Olímpicos Rio2016 e Tóquio2020, adiados para 2021 devido à pandemia.

São integrados no PAR os atletas e os seus treinadores que obtenham determinadas classificações em competições internacionais, ou que alcancem determinadas marcas de acordo com as tabelas de prestação desportiva, atualizadas anualmente.

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