Marchas de orgulho LGBT+ em Barcelos e Braga no fim de semana

Sábado e domingo

No fim de semana vão realizar-se marchas de orgulho LGBT+ em Barcelos (sábado) e Braga (domingo).

No sábado, a 3.ª edição marcha em Barcelos tem como ponto de encontro, às 15:00, o Parque da Cidade, em frente ao Pavilhão Municipal.

“Saíremos à rua para celebrar o orgulho que temos em ser quem somos e na forma que amamos. Mas também saímos às ruas da cidade em luta contra todas as formas de opressão e discriminação, reivindicando a inclusão e a igualdade”, salienta a organização.

Em Braga, no domingo, a concentração da 10.ª edição desta marcha será às 15:00, no Parque da Ponte. O trajeto passa pela Av. da Liberdade e sobe até o chafariz da Praça da República, onde será lido o manifesto da Marcha e serão entoadas palavras de ordem.

Após a marcha, às 19:00, ocorre o ‘after party’ oficial da marcha no Barhaus (Rua Dom Gonçalo Pereira, 58) com a participação de DJs e artistas da comunidade LGBTQIAP+ local: DJ Pau, Lucas de Freitas, as Drag Queens Doll Maron, Mango Green e a cantora Calua.

Está também prevista a performance do coletivo Xota Produções, com performances de Drag Kings.

Este ano a marcha tem como lema “Não ficou tudo bem”, escolhido “como crítica ao bordão ‘vai ficar tudo bem’ que era acompanhado do arco-íris durante as medidas de combate à pandemia”, explica a organização.

“O arco-íris é usado desde a década de 70 para representar a comunidade LGBTQIAP+ e recentemente também foi adotado como sinónimo e esperança de que ‘o novo normal’ pós-pandémico seria mais feliz e positivo para todas as pessoas. No entanto, no mundo inteiro assistimos o retrocesso e a explosão de pensamentos preconceituosos, a retirada de direitos, além da instabilidade económica e a inflação que atingem primeiro os grupos sociais marginalizados, como a comunidade LGBTQIAP+. A verdade é que ‘não ficou tudo bem!'”, declara o coletivo Braga Fora do Armário.

Segundo a organização, “Braga é a terceira maior cidade do país, e ainda assim, pessoas LGBTQIAP+ não se sentem seguras para serem quem são”. E acrescenta: “Sabemos de dezenas de pessoas que até se mudam para o Porto ou para Lisboa para poderem se expressar e terem liberdade. Nós queremos mudar essa realidade”.

“Pessoas LGBTQIAP+ têm medo de andar de mãos dadas nas ruas de Braga e têm medo de expressar a sua identidade, porque convivem com olhares e frases veladas de preconceito numa cidade que ainda é muito conservadora. As iniciativas universitárias enfrentam limitações e produtores de festas LGBTQIAP+ lidam com resistências e poucos espaços com portas abertas”, conclui.

 
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