Marcelo quer imunidade de grupo até setembro: “Estamos mais perto do que nunca”

Covid-19

O Presidente da República disse hoje ao país que para haver um “desconfinamento bem sucedido”, é preciso “testar, rastrear e vacinar”, para além de “muita prudência” e “sensatez”.

“Estamos mais perto do que nunca, mas ainda não chegamos à meta que desejámos: um verão e um outono que representam mesmo mais de um ano de vidas adiadas, atropeladas e desfeitas”, disse.

“Há caminho a fazer, há moderação a manter, tudo a pensar no próximo grande desafio que se nos impõe: reconstruir tudo aquilo que a pandemia destruiu”, reforçou.

Marcelo avisou que estas próximas semanas “podem valer por meses e anos ganhos na vida de todos nós”.

Marcelo falou do atraso de fornecimento de vacinas obrigando a reajustamentos no calendário: “Espeaámos que esta questão possa ser ultrapassada já a partir de abril e no que de nós dependa, tudo façamos para recuperar o tempo perdido, e ter 70% de imunizados em setembro”.

Reforçou ainda o parecer da Agência Europeia do Medicamento sobre a segurança da vacina da AstraZeneca.

“Testar, rastrear, vacinar, são essenciais para um desconfinamento bem sucedido, mas não basta”, alertou.

“Como disse a 09 de março, é preciso sensatez. E desde já sensatez durante a semana da Páscoa. São dias muito importantes. É um tempo de encontro familiar intenso, em particular em certas áreas. As confissões religiosas que vão celebrar, sabem melhor que ninguém e têm sido exemplares na proteção da vida e da saúde”, disse.

Sobre o renovado estado de emergência, que vai vigorar até 15 de abril, Marcelo diz que, depois, “haverá mais escolas, mais atividades económicas e sociais abertas e muito maior circulação de pessoas”.

“Temos de dar esses passos de modo a que os números de infetados, de cuidados intensivos e de mortos, assim como o indicador de transmissão, não inverta a tendência nem aumente de forma a travar o que todos desejamos, o esbatimento da pandemia antes do verão”, vincou.

Marcelo deixou ainda um agradecimento aos portugueses: “Vivemos estes dias tempos de alívio e de esperança, graças ao sacrifício de dois meses de milhões de portugueses. Façamos deste tempo definitivo, sem mais confinamento no futuro”.

“Testemos, vacinemos, mas cumpramos também as regras sanitárias. Se assim for, criaremos as condições para sair do estado de emergência”, finalizou.

 
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