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Marcelo “feliz” por partidos “acreditarem na democracia”

Presidente da República em Santarém

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Foto: DR

O Presidente da República disse hoje, em Santarém, estar “feliz” por os partidos estarem “motivados” e acreditarem na “democracia e nas alternativas”, escusando-se a comentar a declaração que fez esta semana sobre a crise na direita.

Falando numa visita à Feira Nacional da Agricultura, que hoje começou em Santarém, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se às audiências com os partidos com representação parlamentar que concluiu na sexta-feira sem responder à pergunta sobre se extravasou os seus poderes quando comentou os resultados eleitorais das europeias.

“O Presidente da República é um árbitro e o árbitro não tem que marcar faltas, não tem que intervir se os jogadores em presença disputam a partida em termos de olharem para o fundamental, neste caso, o país, motivados, confiantes, atentos à vontade dos eleitores, querendo que os eleitores acreditem neles, querendo que a abstenção desça e querendo que haja alternativas. Quanto mais isso acontecer, menos o Presidente tem de intervir como árbitro”, declarou.

Marcelo disse ter “gostado” de receber os partidos políticos: “Por uma razão muito simples, porque todos os partidos, de todos os quadrantes, estão muito empenhados em valorizar a democracia portuguesa, em, já nas próximas eleições legislativas, criar condições para fortalecer a democracia portuguesa, para criar o que considero fundamental, que são alternativas para os portugueses, que eles possam saber quando votam quais são as alternativas em que podem votar”.

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País

Governo garante aumento de apoios para os produtores florestais

O ministro do Ambiente deixou claro que Portugal precisa mesmo da floresta e garantiu que o país vai ser neutro em carbono no ano 2050

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Foto: DR / Arquivo

O ministro do Ambiente garantiu hoje que os apoios aos produtores florestais vão aumentar e adiantou que o orçamento do fundo florestal permanente vai contar com mais cinco milhões de euros para apoiar as organizações florestais.

“Sejamos honestos, se 97% da floresta [portuguesa] é de alguém que não o Estado, é evidente que os apoios a esse alguém têm mesmo que aumentar a partir de agora. E posso garantir-vos que no próximo ano, no orçamento do fundo florestal permanente, isso vai ser muito evidente”, afirmou João Matos Fernandes.

O governante, que falava em Castelo Branco, durante a cerimónia de apresentação do 6.º Inventário Florestal Nacional, explicou que há ainda uma parcela, com expressão, do fundo florestal permanente que era dedicada a pagar medidas agroambientais que nada tinham a ver com a floresta.

“Só esse valor são cinco milhões de euros que eu posso garantir-vos que no próximo ano estarão dedicados ao apoio às organizações florestais, com o objetivo de tudo fazerem para aumentar o valor da floresta”, sublinhou.

O ministro deixou claro que Portugal precisa mesmo da floresta e garantiu que o país vai ser neutro em carbono no ano 2050.

“Isto é uma convicção, é um compromisso. Fomos o primeiro país do mundo a dizer que iremos ser neutros em carbono no ano de 2050. Boa parte dos países da Europa acompanha-nos nesta vontade. Mas, temos que ser rigorosos e dizer que a União Europeia ainda não conseguiu assumir este compromisso como um todo”, frisou.

Adiantou ainda que ser neutro em carbono não significa emissões zero, mas implica reduzir em muito as emissões, para terem um valor entre 85 e 90% das 60 megatoneladas de CO2/ano que são o ponto de partida.

“O grande sequestrador de carbono em Portugal é a floresta. E, por isso, a melhor forma de aumentar o sequestro de carbono e mesmo aumentando a área destinada à floresta de revoluções longas. É absolutamente fundamental que isso aconteça. E se 97% da floresta portuguesa é privada só o conseguiremos fazer em parceria com os proprietários florestais”, disse.

Matos Fernandes realçou o trabalho feito nos últimos anos, por parte do Estado, na preservação estrutural contra incêndios.

“[O Estado] Investiu na perspetiva da prevenção estrutural, no caso dos parques naturais o resultado é magnífico. A média dos últimos 10 anos de área ardida nas áreas protegidas e parques naturais era na ordem de mais de 11 mil hectares por ano. No ano passado foi de 1.400 hectares e, este ano, mil hectares”, sustentou.

Explicou ainda que os parques naturais e áreas protegidas situavam-se, sensivelmente, entre os 7 e os 10% da área ardida, sendo que no último ano situaram-se nos 2,5%.

“Temos de facto agido bem naquilo que é a preservação estrutural contra incêndios e na capacidade de os poder combater. E, nos últimos dois anos, temos feito o melhor que conseguimos para gerir a pequena parcela de floresta pública que está connosco”, concluiu.

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Foo Fighters primeira confirmação para o Rock in Rio Lisboa

Nona edição

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Foto: Wikipedia

Os norte-americanos Foo Fighters vão atuar a 21 de junho no festival Rock in Rio Lisboa, no Parque da Bela Vista, anunciou hoje a organização.

A banda de Dave Grohl é a primeira confirmação do cartaz do festival, cuja nona edição está marcada para os dias 20, 21, 27 e 28 de junho, em Lisboa.

O regresso a Portugal acontecerá numa altura em que a banda estará a celebrar 25 anos de carreira, contando a partir de finais de 1994, quando Dave Grohl, então baterista dos Nirvana, gravou uma série de temas que viriam a fazer parte, um ano depois, do primeiro álbum dos Foo Fighters.

Em setembro passado, Dave Grohl revelou que a banda iria trabalhar num novo álbum, sucessor de “Concrete & Gold”, de 2017, possivelmente para editar em 2020.

A relação dos Foo Fighters com o público português remonta a 1998, quando atuaram na Expo’98, em Lisboa, e no Coliseu do Porto. Tinham então dois álbuns, “Foo Fighters” (1995) e “The colour and the shape” (1997).

Nestas duas décadas, já passaram também pelos festivais de Paredes de Coura e Alive (Oeiras). Em 2004 atuaram na primeira edição do festival Rock in Rio Lisboa.

Para a edição de 2020, o festival promete dois fins de semana com 12 horas de entretenimento diário em 14 espaços, incluindo concertos, dança, jogos, uma roda gigante e uma montanha-russa.

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“Interesses organizados” na comunicação social pública devem ser afastados, diz a ERC

Entidade Reguladora para a Comunicação Social

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Foto: DR

A vogal da Entidade Reguladora para a Comunicação Social portuguesa (ERC), Fátima Resende, considerou hoje que os poderes públicos devem defender a independência dos órgãos de comunicação social (OCS) públicos em função da população, por oposição a “interesses organizados”.

“Compete aos poderes públicos e ao Governo o dever de defender a independência e a imparcialidade dos órgãos de comunicação social públicos, em particular como agentes ao serviço das sociedades democráticas, por oposição a interesses organizados que prejudiquem o bem público”, defendeu a representante da ERC durante o VIII Encontro da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa, que decorreu hoje em Lisboa.

Na conferência, na sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, Fátima Resende sublinhou que “não há democracia sem pluralismo” e que a qualidade de uma democracia é “baseada no pluralismo nela praticado”.

“O pluralismo é inseparável da liberdade, da democracia e de um Estado de direito”, vincou a responsável da entidade reguladora portuguesa.

No painel “Democracia e Pluralismo nos Media: desafios da Desinformação”, Fátima Resende abordou ainda a questão das ‘fake news’.

“O tema de desinformação nas redes de comunicação eletrónica assume, hoje em dia, uma grande relevância na Europa, pelas graves implicações que dela podem advir para a sociedade, chegando mesmo a desestabilizar processos democráticos”, acrescentou a responsável da ERC, que considerou que as campanhas eleitorais são “terreno fértil” para o surgimento de notícias falsas.

Fátima Resende advertiu que “alimentar o engano só pode ter consequências nefastas nos regimes democráticos”.

As ‘fake news’, comummente conhecidas por notícias falsificadas, desinformação ou informação propositadamente falsificada com fins políticos ou outros, ganharam importância nas presidenciais dos EUA que elegeram Donald Trump, no referendo sobre o ‘Brexit’ no Reino Unido e nas presidenciais no Brasil, ganhas pelo candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro.

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