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Marcelo e Nyusi apelam ao reforço de investimento português em Moçambique

Moçambique espera, em breve, tornar-se num dos dez maiores produtores de gás natural do mundo

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Foto: folha.uol.com.br

Os chefes de Estado português e moçambicano defenderam, esta terça-feira, que é chegado o momento de Portugal apostar no investimento em Moçambique, após um encontro oficial em Maputo.


“É uma ocasião muito importante para mais investimento em Moçambique”, reafirmou o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, ladeado pelo líder moçambicano, Filipe Nyusi, à saída do encontro entre ambos no palácio presidencial, em Maputo.

O encontro antecedeu na tomada de posse de Nyusi para um segundo mandato, cerimónia marcada para quarta-feira no centro da capital e que motiva a visita de cinco dias do chefe de Estado português.

Marcelo repetiu o apelo feito na segunda-feira, considerando que há um clima de pacificação e melhoria de indicadores económicos, sinais que devem dissipar dúvidas a empresários e investidores, levando-os a avançar para Moçambique.

“Naturalmente, Portugal já é veterano nesse investimento, mas mesmo veteranos podem rejuvenescer, encontrar novas pistas e formas de investir”, sugeriu.

Marcas portuguesas lideram o setor da banca moçambicana e são incontornáveis noutros como o comércio, construção e serviços, mas muitos negócios têm sofrido com a crise económica, que atingiu um pico entre 2015 e 2016.

Agora, quando se espera que os megaprojetos de gás natural puxem pelo país, o importante é que “esse investimento privado [reforçado] chegue à economia moçambicana nos próximos anos. Este é um momento de confiança nisso”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

O investimento português “não pode faltar”, disse Filipe Nyusi, “sobretudo para o novo ciclo” que o país vai inaugurar. “Precisamos de trabalhar”.

Os dois presidentes abordaram uma máxima em comum: “não fazemos inimigos em nenhum lado”, disse Filipe Nyusi, mas só isso não basta, acrescentou.

“O importante agora é o que fazemos entre os nossos países”, com “a economia, o setor privado em primeiro lugar”, disse.

“É com o setor privado que vamos empregar mais e produzir mais receita para os nossos países”, sublinhou o Presidente moçambicano.

No final de 2019, as agências de rating financeiro começaram a tirar Moçambique do nível de incumprimento, o mais baixo de todos, depois de o país ter renegociado o pagamento dos títulos de dívida soberana.

O país espera dar um salto nos níveis de crescimento económico dentro de quatro anos quando arrancarem os projetos de exploração de gás natural que o vão colocar no top 10 de produtores mundiais.

Marcelo referiu que Nyusi demonstra ter “uma energia excecional” para o segundo mandato, algo que o próprio admitiu.

“Terá de ser, porque teremos de correr. Estivemos a fazer o aquecimento”, referiu, numa alusão ao primeiro mandato. “Agora teremos de correr”, concluiu Filipe Nyusi.

Durante o encontro, foi ainda abordado o esforço de reconstrução nas zonas do país afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth em 2019, antecedendo a visita de Marcelo Rebelo de Sousa agendada para quinta-feira à cidade da Beira, o maior centro urbano atingido pelas intempéries.

O encontro com Marcelo Rebelo de Sousa foi a primeira de diversas reuniões que Nyusi vai manter esta semana com chefes de Estado presentes em Maputo para a sua tomada de posse.

O Presidente português será o único chefe de Estado dos países membros da União Europeia a marcar presença.

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País

Mulher morre em São João da Madeira após ter sido baleada

Distrito de Aveiro

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Foto: DR / Arquivo

Uma mulher com cerca de 23 anos morreu hoje vítima de disparo por arma de fogo, em São João da Madeira, no distrito de Aveiro, informou a PSP.

Em comunicado, a PSP refere que o caso deverá estar relacionado com uma abordagem a uns suspeitos de assaltos ocorrida hoje de madrugada naquela cidade e em que foram disparados vários tiros pelos agentes policiais.

Segundo a Polícia, pelas 00:00, os polícias de serviço detetaram uma viatura suspeita a circular numa área onde têm ocorrido vários furtos em viaturas, na Avenida do Vale, em São João da Madeira, “com as luzes desligadas, parando junto dos veículos estacionados”.

Momentos depois, os agentes ouviram um ruído correspondente à quebra de um vidro de uma viatura ali parqueada, indiciando uma prática criminal, pelo que abordaram os seus ocupantes.

Durante a abordagem, a PSP diz que foram efetuados vários disparos pelos agentes, mas a viatura suspeita conseguiu fugir do local, sem que fosse possível deter os seus ocupantes.

“Posteriormente, deu entrada no Hospital de São João da Madeira uma cidadã com ferimento por arma de fogo, que se supõe estar relacionada com ocorrência descrita”, refere o comunicado, adiantando que a mulher entrou em paragem cardiorrespiratória e acabou por morrer no hospital.

A PSP já deu conhecimento destes factos à Polícia Judiciária e à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI), tendo ainda instaurado um inquérito de âmbito disciplinar, para apurar as circunstâncias que rodearam a intervenção policial.

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País

Portugal integra projeto europeu sobre o impacto da pandemia na saúde mental

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e o Centro de Trauma/CES da Universidade de Coimbra estão a desenvolver, em Portugal, um estudo europeu sobre a adaptação e a resiliência das populações à atual pandemia.

Segundo a FMUP, o projeto, intitulado “COVID-19: Stress, Adaptação e Trauma – Um estudo pan-europeu”, tem o objetivo de perceber qual o impacto que a infeção pelo novo coronavírus está a ter na saúde mental.

“Todos estamos conscientes do impacto da Covid-19 nas nossas vidas, tanto a nível pessoal, familiar, profissional e social”, esclarece, em comunicado, Margarida Figueiredo-Braga, uma das duas coordenadoras do projeto no país.

A investigadora da FMUP explica que fatores como o isolamento social, a perda de emprego, o risco de infeção e a preocupação com a saúde de familiares e amigos são realidades difíceis de encarar.

“É uma variedade tão complexa de desafios que pode levar a dificuldades de adaptação e sintomas de stress, ansiedade e, eventualmente, trauma psicológico”, acrescenta.

A primeira fase do projeto pressupõe a realização de um inquérito ‘online’, em que os participantes são convidados a responder, de forma anónima, a um conjunto de questões relacionadas com as mudanças provocadas pela pandemia.

Os resultados compilados nos diferentes países servirão de base para “analisar os processos de adaptação das populações num contexto potencialmente traumático”.

De acordo com Margarida Braga, importa “identificar quais as mudanças comportamentais que serviram para minimizar ou agravar os riscos e o stress associados”.

No final do projeto, os investigadores esperam compreender, a nível nacional e internacional, “quais os fatores que nos permitem resistir e adaptar-nos, ou quais os riscos que o sistema de saúde, os dirigentes e nós mesmos temos de vigiar para manter a saúde mental”, lê-se no protocolo do estudo, entretanto publicado na revista internacional European Journal of Psychotraumatology.

Resultante de uma colaboração entre 11 países europeus, o projeto está a ser coordenado a nível central pela Sociedade Europeia para o Estudo do Stress Traumático (ESTSS). Além de Portugal (através da FMUP e do Centro de Trauma/CES da Universidade de Coimbra), participam no mesmo estudo Áustria, Croácia, Geórgia, Alemanha, Itália, Lituânia, Holanda, Noruega, Polónia e Suécia.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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País

Costa e Von der Leyen juntos para apresentarem planos de recuperação da UE e português

Política

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Ursula von der Leyen. Foto: Twitter / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, vão estar juntos na terça-feira, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, para apresentarem respetivamente os planos de recuperação português e da União Europeia.

Fonte do Governo disse à agência Lusa que ainda antes desta sessão o primeiro-ministro e a presidente da Comissão Europeia farão uma visita ao Instituto Ricardo Jorge, valência que tem estado na primeira linha do combate à covid-19.

Para a sessão de apresentação do Plano de Recuperação e Resiliência, por António Costa, e do Plano de Recuperação da União Europeia, por Ursula Von der Leyen, foram convidados representantes das 27 comunidades intermunicipais, das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, da Associação Nacional dos Municípios Portugueses e da Associação Nacional de Freguesias.

Nesta sessão, na Fundação Champalimaud, segundo o executivo, estarão também representantes das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, do Conselho dos Institutos Superiores Politécnicos, do Conselho de Reitores da Universidade Portuguesa, parceiros sociais e associações empresariais.

Na véspera, na segunda-feira, António Costa recebe Ursula Von der Leyen em São Bento, tendo depois com a responsável política alemã um jantar de trabalho.

Nesse jantar de trabalho, em análise, de acordo com fonte do Governo, estarão os temas da atualidade na União Europeia, com particular destaque para o combate à covid-19, mas também a preparação da presidência portuguesa, que começa em 01 de janeiro do próximo ano.

Durante a sua presença em Portugal, Ursula von der Leyen, participa ainda na terça-feira, a convite do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na reunião do Conselho de Estado.

O Conselho de Estado debaterá a situação e o futuro da Europa e está marcado para o Palácio da Cidadela de Cascais, distrito de Lisboa.

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