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Marcelo e Costa fazem reunião semanal ao almoço no Palácio de Belém

Após a reunião com epidemiologistas que decorre durante a manhã no Infarmed, em Lisboa

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António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: DR / Arquivo

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, vão hoje almoçar no Palácio de Belém, encontro que corresponde à reunião semanal entre os dois, disse à Lusa fonte da Presidência da República.


Este almoço acontecerá após a reunião com epidemiologistas que decorre durante a manhã no Infarmed, em Lisboa, e na véspera da reunião do Conselho de Ministros de sexta-feira, em que o Governo decidirá sobre a próxima etapa de reabertura de atividades e estabelecimentos encerrados devido à covid-19.

Neste momento, o Governo está também a preparar a apresentação de um programa de estabilização económica e social e de um orçamento suplementar, documentos sobre os quais o primeiro-ministro ouviu ao longo desta semana os partidos com assento parlamentar, organizações representativas de instituições particulares de solidariedade social e confederações sindicais e patronais.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estiveram juntos na sexta-feira em visitas a uma fábrica e a um hospital de campanha em Ovar, município do concelho de Aveiro onde foi declarada a situação de calamidade e fixada uma cerca sanitária durante cerca de um mês para conter a transmissão da covid-19.

A reunião de hoje no Infarmed é a segunda após o fim do estado de emergência, que vigorou em Portugal entre 19 de março e 02 de maio, do qual se transitou para uma situação de calamidade em todo o território nacional, com início de uma reabertura gradual das atividades e estabelecimentos encerrados.

Esta é a sétima reunião técnica com epidemiologistas com a presença do Presidente da República, do presidente da Assembleia da República e do primeiro-ministro e alargada aos líderes dos partidos com representação parlamentar, sindicais e patronais, para partilha de informação sobre a evolução da covid-19 em Portugal.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia apresentou um fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros para minimizar os efeitos económicos e sociais da pandemia de covid-19, do qual se prevê que Portugal possa beneficiar de um total de 26,3 mil milhões de euros.

Do valor global do fundo de recuperação, a Comissão Europeia propõe que 500 mil milhões de euros sejam canalizados para os Estados-membros através de subsídios a fundo perdido e os restantes 250 mil milhões na forma de empréstimos.

A pandemia de covid-19, doença provocada por um novo coronavírus detetado em final de dezembro na China, atingiu 196 países e territórios.

Em Portugal, os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus foram confirmados no dia 02 de março e morreram 1.356 pessoas num total de 31.292 confirmadas como infetadas, com 18.349 doentes recuperados, de acordo com o relatório de quarta-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Rui Manuel Carlos Clero é o novo comandante-geral da GNR

Anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI)

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Rui Manuel Carlos Clero. Foto: DR / Arquivo

O tenente-general Rui Manuel Carlos Clero é o novo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

Rui Manuel Carlos Clero, que era 2.º Comandante-Geral da GNR desde novembro de 2018, substitui no cargo o tenente-general Luís Botelho Miguel.

A nota do MAI refere que Rui Manuel Carlos Clero, agora nomeado pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Administração Interna, desempenhou, entre outras, as funções de Comandante Operacional e da Zona Militar da Madeira e foi Chefe do Estado-Maior do Campo Militar de Santa Margarida e da Brigada Mecanizada Independente, tendo sido igualmente assessor militar do Comandante do Quartel-General Conjunto da NATO em Lisboa.

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Elisa Ferreira diz que previsões económicas reforçam urgência de acordo na UE

Comissária europeia da Coesão e Reformas

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Elisa Ferreira. Foto: Twitter

A comissária europeia da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, defendeu hoje perante o Parlamento Europeu que as mais recentes previsões económicas da Comissão mostram que é necessário pôr em ação sem mais demoras um plano de recuperação ambicioso.

Num debate no hemiciclo de Bruxelas sobre o papel da Política de Coesão na resposta à crise provocada pela pandemia de covid-19, a comissária portuguesa reiterou que “a coesão é essencial para combater as crescentes disparidades entre os Estados-membros e dentro dos Estados-membros”, afirmando que só um plano de recuperação com a solidariedade e convergência no seu cerne garantirá uma retoma “justa e resiliente”.

“As previsões publicadas esta semana pela Comissão mostram que o impacto económico desta crise vai ser ainda maior que o esperado, que a recuperação no próximo ano será mais frágil que antecipado”, sublinhou, apontando ainda que “os riscos negativos” associados às projeções “são consideráveis”, pelo que “a divergência, as assimetrias e a fragmentação são ameaças para a União”.

Apontando que a Europa vive “um momento muito crítico”, Elisa Ferreira, fazendo a defesa da proposta da Comissão Europeia de um plano de recuperação “com uma ambição sem precedentes, e com a coesão e solidariedade no seu cerne”, advertiu ainda que as negociações não podem arrastar-se, pois a situação exige uma resposta urgente.

“Cada dia perdido sem ação é uma vida, um emprego, um negócio que se perdem, por falta de apoios”, alertou.

O debate de hoje durante a sessão plenária do Parlamento Europeu ocorre precisamente a uma semana de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, na qual os 27 vão tentar chegar a acordo sobre o Fundo de Recuperação e uma proposta revista do Quadro Financeiro Plurianual da União para 2021-2027.

A Comissão apresentou no final de maio uma proposta de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros – com 500 mil milhões de euros canalizados para os Estados-membros através de subsídios a fundo perdido e os restantes 250 mil milhões na forma de empréstimos –, associado a um orçamento para sete anos num montante de 1,1 biliões de euros.

Hoje mesmo, o presidente do Conselho Europeu vai apresentar uma proposta revista, depois das consultas bilaterais que levou a cabo nas últimas semanas com os líderes dos 27, com vista a tentar aproximar posições para a cimeira de 17 e 18 de julho.

Na passada terça-feira, a Comissão Europeia publicou as previsões macroeconómicas intercalares de verão, agravando as projeções do impacto da crise da covid-19 na zona euro e na UE.

O executivo comunitário, que em maio projetava para este ano uma contração, já recorde, de 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no espaço da moeda única, prevê agora um recuo de 8,7%, apenas parcialmente compensado em 2021, com um crescimento de 6,1% (também uma revisão em baixa face à primavera, quando apontava para 6,3%).

Bruxelas também agravou as suas previsões económicas para Portugal este ano face aos choques da covid-19, estimando agora uma contração de 9,8% do PIB, muito acima da anterior projeção de 6,8% e da do Governo, de 6,9%.

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Segurança do Turismo depende de “combinação” de fatores

Segundo a OMS

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Foto: DR / Arquivo

A segurança do turismo depende de “uma combinação” de fatores, variáveis no tempo e no espaço, assinala à Lusa um conselheiro da Organização Mundial da Saúde (OMS), a dias de participar numa iniciativa ibérica sobre o tema.

Maurizio Barbeschi, conselheiro do diretor executivo para as Emergências Sanitárias da OMS, utiliza uma comparação gastronómica para melhor explicar o que quer dizer: “Qualquer das medidas [de controlo da epidemia] tomada isoladamente é apenas parte da receita. Quando se cozinha um prato, tem de se usar todos os ingredientes, é a combinação destes que faz o prato.”

Em declarações à Lusa a propósito da conferência online que a agência de notícias de Portugal vai realizar, em conjunto com a agência de notícias espanhola Efe, sobre o impacto da pandemia no turismo – que será transmitida nos dias 15 e 16 –, o conselheiro sanitário sinaliza que “os países que foram bem sucedidos no controlo [da epidemia] adotaram todas as medidas, ao mesmo tempo”.

Portanto, a combinação importa. “Não podemos dizer, em termos absolutos, o que é arriscado e o que não é. Se agora formos de sul para oeste da Nova Zelândia, é muito seguro viajar. Se estivermos noutros Estados-membros [da OMS], em que a transmissão é muito elevada, no Brasil hoje, por exemplo, a perceção do risco é diferente”, realça.

“A OMS criou uma ferramenta de avaliação do risco, que faz um equilíbrio entre os riscos – sabendo que o risco zero não existe – e as medidas de mitigação. É a combinação das duas que permite tomar decisões acertadas. A decisão de ter um pacote sobre viagens e turismo faz-se na base das medidas de mitigação e do momento da pandemia: a mesma ferramenta, se for aplicada dentro de três semanas ou de três meses pode conduzir a decisões diferentes”, explica.

“Por último, mas não menos importante, é essencial comunicar o resultado do risco. No início da pandemia, vimos tudo a fechar – estádios, eventos, tudo fechou, em efeito dominó –, nem sempre baseado nos riscos e nem sempre bem comunicado às pessoas e isso criou pânico e incerteza”, aponta Maurizio Barbeschi, originário de Itália, um dos países mais afetados pela pandemia.

“As decisões que forem tomadas têm de ser bem comunicadas às pessoas e devem ser reavaliadas em dois ou três meses”, insiste.

Para a indústria do turismo, é importante ter em conta “todo o pacote”, porque há “toda uma combinação” entre a viagem e a estadia, aconselha. “A maior parte das pessoas viaja de A para B, mas, quando está no B, fica num hotel, come num restaurante, vai a um jogo de futebol, à igreja, a uma festa”, recorda.

Maurizio Barbeschi antecipa que as feridas que a pandemia de covid-19 infligiu no turismo “vão demorar a sarar”, como noutro setor qualquer. “Haverá possíveis mudanças na forma como pensamos em viagens, turismo, lazer. Se será mais saudável ou não, temos de esperar para ver. Mas definitivamente haverá um processo de tomada de decisão de maior qualidade, baseado na abordagem do risco”, acredita.

“Estamos a ver já essas mudanças, nas pessoas”, comenta. “Se o número de turistas, no tempo e no espaço, vai voltar a ser o mesmo? Possivelmente não”, prevê, desejando que o tipo de turismo mude para: “mais qualidade, menos tempo, viagens mais inteligentes, partilha de carros para diminuir a poluição”.

Toda a gente pergunta se o hotel A ou B é seguro, mas não é possível responder sem saber que hotel, com que dimensão, em que localização, etc., destaca o conselheiro, acreditando que “todos os hotéis usarão as mesmas precauções e as mesmas ferramentas e farão o melhor para minimizar os riscos”.

Porém, “o mesmo hotel, dentro de dois meses, pode ser arriscado, depende das circunstâncias externas e do momento da pandemia”, alerta.

“É mais seguro um hotel mais pequeno, mas sem médicos nem serviços de saúde perto, ou um hotel maior, com acesso facilitado a cuidados de saúde?”, exemplifica. “Não há receita, não pode haver uma. Depende do país e de onde no país”, esclarece. “A abordagem da mitigação dos riscos é importante por isso”, resume.

O impacto da covid-19 no turismo europeu, nomeadamente na Pensínsula Ibérica, será o tema de debate de uma parceria inédita entre a Lusa e a Efe, no contexto do fórum virtual EURAGORA, financiado pelo projeto-piloto europeu Stars4Media, que pretende apoiar a inovação no setor dos media, através da formação e da cooperação transfronteiriça dentro da União Europeia.

O fórum conjunto juntará organizações internacionais, comissários europeus, ministros e responsáveis regionais e locais dos dois países, e associações do setor do turismo e dos consumidores.

O debate será subdividido em dois grandes tópicos: “Segurança, o que esperam os consumidores, como respondem indústria, governos, União Europeia?” (dia 15 de julho, às 10:00 de Lisboa, em https://youtu.be/oXm5alG0mp4) e “Reinvenção e oportunidades: sol e praia/urbano e cultural/turismo rural” (dia 16 de julho, às 10h00 de Lisboa, em https://youtu.be/unA38PYTa5g).

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