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Marcelo disponível para condecorar Arménio Carlos

Ou a CGPT

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou-se hoje disponível para condecorar o ex-secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, como propõe o primeiro-ministro, se este aceitar, ou a confederação sindical.


“Como é natural, eu sabia da proposta. Não ia saber pela comunicação social. Pareceu-me compreender que o condecorado ou eventual condecorado preferia uma homenagem coletiva. Tenho de apurar isso, só é possível apurar falando com ele em Portugal”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, num hotel no sul de Pangim, capital do estado de Goa.

O chefe de Estado, que hoje termina em Goa a sua visita de Estado à Índia, acrescentou: “Há dois caminhos possíveis. Um caminho é de facto aceitar a condecoração e aí eu condecorarei, como condecorei antigos líderes de confederações, por exemplo, patronais – o antigo líder da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)”.

“Se se tratar de uma condecoração coletiva, também não há problema, porque ou já estavam condecoradas ou eu condecorei praticamente todas as confederações patronais e a outra confederação sindical. Falta a CGTP. É sempre possível condecorar a CGTP e não o antigo líder”, completou.

O Presidente da República reiterou que irá, antes de mais, apurar “se a proposta do primeiro-ministro é ou não viável de concretização”, o que “depende do agraciado”, e depois, “num segundo momento, quando e como, sendo caso disso, condecorar a CGTP”.

No sábado, dia em que Arménio Carlos cessou funções como secretário-geral da CGTP-IN, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que iria sugerir ao Presidente da República a sua condecoração “pelos serviços meritórios praticados nestas funções” e “como reconhecimento público da sua dedicação em defesa dos direitos do trabalho e dos trabalhadores”.

António Costa saudou também a sucessora de Arménio Carlos na liderança da CGTP-IN, Isabel Camarinha.

Também no sábado, Arménio Carlos disse ter sido “completamente surpreendido” pelo anúncio do primeiro-ministro e defendeu que “neste momento quem deve ser condecorado é a CGTP pelos seus 50 anos e pelo contributo que deu para a valorização do trabalho e dos trabalhadores”.

“Não recebi nenhuma proposta, portanto, não comento propostas que não recebi”, referiu, acrescentando: “Creio que quem terá de apresentar uma proposta é o senhor Presidente da República e só me pronunciarei quando isso acontecer”.

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Queda da economia portuguesa em 2020 pode chegar aos 12%

Plano 2020/2030

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António Costa Silva. Foto: DR / Arquivo

A economia portuguesa poderá cair 12% em 2020, um recuo muito superior ao de 6,9% previsto pelo Governo, segundo a versão preliminar do plano de recuperação económica elaborado pelo consultor do executivo, António Costa Silva.

Num documento de 120 páginas, intitulado “Visão Estratégica para o plano de recuperação económica e social de Portugal 2020-2030”, António Costa Silva deixa o alerta no segundo parágrafo do documento: não vale a pena ter “ilusões”.

“A crise sanitária causada pela doença Covid-19 traz consigo uma profunda recessão económica que tem características globais e que vai ferir profundamente a nossa economia”, alerta o autor.

António Costa Silva lembra que as previsões para a economia portuguesa e mundial têm vindo a ser revistas e adianta que Portugal “pode vir a enfrentar uma das piores crises da sua história” e que “a queda do PIB [Produto Interno Bruto] em 2020 pode chegar aos 12%.”

Um valor que é muito superior à recessão prevista pelo Governo no Orçamento Suplementar aprovado recentemente na Assembleia da República e que previa uma queda do PIB de 6,9%, mas que o executivo também já admite rever.

“Dada a incerteza atual não vamos já atualizar as nossas projeções macroeconómicas, que oportunamente faremos atualizar em função da evolução económica”, afirmou na quinta-feira o ministro das Finanças, João Leão, em declarações à Lusa.

Para justificar a queda tão acentuada da economia, António Costa Silva prevê que o consumo possa registar uma queda de 11% em 2020, o investimento 26% e admite que a taxa de desemprego possa chegar aos 11,5%.

“A dimensão do desafio é gigantesca e a necessidade de respostas é urgente”, lê-se no documento.

António Costa Silva alerta ainda que “a partir de setembro de 2020, a situação de muitas empresas pode deteriorar-se significativamente e é fundamental existir no terreno um programa agressivo para evitar o colapso de empresas rentáveis.”

Outro fator salientado pelo consultor do Governo é o tempo que irá mediar entre “a significativa deterioração da economia no segundo semestre de 2020” e a chegada da ajuda europeia no próximo ano.

“Pode ser fatal para muitas empresas se não existirem respostas adequadas”, alerta.

No início de junho, o Governo confirmou que António Costa e Silva tinha sido convidado para coordenar a preparação do programa de recuperação económica e que este tinha aceitado esse convite “como contributo cívico e ‘pro bono'”.

Segundo o Governo, o objetivo era que o trabalho preparatório estivesse concluído quando o Governo aprovasse o Orçamento Suplementar, altura em que o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, assumiria a “direção da elaboração do programa de recuperação”.

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Portugal com 5.ª menor taxa de natalidade da UE em 2019

Eurostat

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Foto: DR / Arquivo

Portugal teve em 2019 a quinta menor taxa de natalidade (8,4 nascimentos por mil habitantes) da União Europeia (UE), segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, foram registados 4,2 milhões de nascimentos na UE durante o ano passado, um recuo de 2,2% face a 2018.

A Irlanda (12,1 por mil habitantes) teve a maior taxa de natalidade, seguindo-se a França (11,2 por mil), a Suécia (11,1), o Chipre (10,9) e a Grécia (10,6).

No outro extremo da tabela, com as menores taxa de natalidade estão a Itália (7,0 por mil habitantes), a Espanha (7,6), a Grécia (7,8), a Finlândia (8,3) e Portugal (8,4 por mil habitantes).

Em 2020, a população da UE estima-se em 447,7 milhões de habitantes, um recuo de 12,8% face aos 513,5 de 2019 que se explica com a saída do Reino Unido do bloco europeu, a 31 de janeiro.

A variação natural da população da UE é negativa desde 2012, com mais mortes do que nascimentos, tendo, em 2019, sido registados 4,7 milhões de óbitos e 4,2 milhões de nascimentos.

O gabinete estatístico europeu divulga estes dados no âmbito do Dia Mundial da População, que se assinala no sábado.

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Rui Manuel Carlos Clero é o novo comandante-geral da GNR

Anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI)

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Rui Manuel Carlos Clero. Foto: DR / Arquivo

O tenente-general Rui Manuel Carlos Clero é o novo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

Rui Manuel Carlos Clero, que era 2.º Comandante-Geral da GNR desde novembro de 2018, substitui no cargo o tenente-general Luís Botelho Miguel.

A nota do MAI refere que Rui Manuel Carlos Clero, agora nomeado pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Administração Interna, desempenhou, entre outras, as funções de Comandante Operacional e da Zona Militar da Madeira e foi Chefe do Estado-Maior do Campo Militar de Santa Margarida e da Brigada Mecanizada Independente, tendo sido igualmente assessor militar do Comandante do Quartel-General Conjunto da NATO em Lisboa.

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