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Marcelo conclui “visita de amizade” à Eslovénia, feita com “espírito europeu”

Política

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Foto: Rui Ochoa / Presidência / Divulgação / Arquivo

O Presidente da República concluiu hoje a sua visita à Eslovénia na cidade de Kranj, onde inaugurou o Banco da Paz e da Amizade, qualificando a deslocação como uma “visita de amizade, de solidariedade” e de “espírito europeu”.

“Foi uma visita de amizade, de solidariedade, de cumplicidade, de futuro, e de espírito europeu”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas portugueses após inaugurar o Banco da Paz e da Amizade na cidade de Kranj, a cerca de 30 quilómetros da capital eslovena.

Naquele que foi o último ato simbólico da visita à Eslovénia, Marcelo Rebelo de Sousa disse que há “uma identidade no sítio” onde o Banco da Paz e da Amizade foi inaugurado, por se encontrar diante do Teatro de Preseren, um poeta “inspirado por Camões”.

“É uma emoção. (…) No sítio mais simbólico, mais significativo desta cidade, onde nasceu, onde morreu o grande poeta inspirado por Camões, [Frances] Preseren, e que é um grande poeta do hino nacional, e da poesia eslovena. É o símbolo do que foi a visita”, apontou Marcelo.

O Presidente da República agradeceu assim ao seu homólogo esloveno, Borut Pahor, pela “grande visita”, que se deveu a “um grande Presidente” e a um “grande povo, que é o povo esloveno”.

A seu lado, Borut Pahor disse que é “muito difícil” a Eslovénia e Portugal “aproximarem-se mais do que já estão”.

“Não falo apenas da nossa relação pessoal, mas também da relação entre duas nações e dois países. Eu admiro Portugal, é um país lindo, com pessoas lindas, e estou muito contente que o meu amigo e Presidente tenha visitado oficialmente a Eslovénia”, referiu Pahor.

Interrogado sobre se espera uma transição suave entre a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) e a eslovena – a Eslovénia assume a liderança da UE a 01 de julho –, o Presidente esloveno disse que “espera que sim”, mas realçou que isso pertence aos Governos.

“Mas, enquanto Presidente, eu espero que seja uma transição suave: a Europa precisa desta transição suave, nós os dois somos responsáveis por isso, e iremos fazer o nosso melhor”, apontou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa concluiu assim a sua visita à Eslovénia onde, de manhã, se encontrou com estudantes de língua portuguesa na Universidade de Liubliana, tendo abordado a língua e a cultura portuguesa.

“A Eslovénia e Portugal são países muito doces, os povos são muito doces, daí a importância da poesia. O nosso maior poeta era admirado pelo vosso maior poeta, somos povos de poetas, (…) e isso aproxima-nos”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos estudantes.

Depois, o Presidente da República deslocou-se à cidade de Kranj onde, antes de inaugurar o Banco da Paz e da Amizade, deu uma aula conjunta com o seu homólogo esloveno, Borut Pahor, num liceu local, sobre “Como veem e como querem as crianças e os jovens o futuro da Europa, em termos de valores e de prioridades práticas”.

Após aquela que foi a primeira deslocação de um Presidente da República à Eslovénia desde a visita de Jorge Sampaio em abril de 1999, Marcelo Rebelo de Sousa irá agora visitar a Bulgária, onde irá ficar até sexta-feira.

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