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País

Marcelo alerta que pandemia tem criado novos sem-abrigo

Covid-19

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: interlusofona.info / DR

O Presidente da República distribuiu hoje refeições a pessoas carenciadas em Coimbra, alertando que, por todo o país, tem encontrado novos sem-abrigo, muitos deles jovens que ficaram sem teto por causa da crise provocada pela pandemia.


Na Associação das Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel (ACERSI), Marcelo Rebelo de Sousa distribuiu cumprimentos com os cotovelos mas também refeições a pessoas carenciadas que se deslocam todos os dias até àquele espaço social na Baixa de Coimbra.

Com a crise económica e social que se vai instalando, o número de pessoas que ali vão tem aumentado e o Presidente da República, em declarações aos jornalistas, fez questão de alertar para as vítimas indiretas desta pandemia.

“O que é facto é que, olhando para as filas que aqui passaram, e o mesmo no Porto e em Lisboa, encontramos, além dos antigos sem-abrigo, muita gente, portugueses e estrangeiros, que são os novos sem-abrigo e muito novinhos”, notou Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo o chefe de Estado, a grande diferença passa pelo aumento de “gente muito nova” a recorrer a estes apoios, tendo encontrado trabalhadores precários assim como estudantes.

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“Eram da classe média e, de repente, por causa da crise, foram atiradas para uma situação de sem-abrigo sem teto ou com teto mas sem dinheiro”, salientou.

A diretora técnica da ACERSI, Ana Maria Cristóvão, explicou aos jornalistas que houve um aumento de 200 pessoas que estão a ser apoiadas pela instituição desde o início da pandemia, prestando agora apoio a um total de cerca de 550 pessoas, com mais de 800 refeições diárias.

“Pelos atendimentos que fazemos, pelas pessoas que seguimos e encaminhamos, não me parece que se possa resolver esta crise com a velocidade com que se instalou”, referiu, contando que alguns dos que recorrem à ACERSI perderam o seu emprego, outros retomaram-no e outros retomaram-no mas acabaram por perdê-lo.

Ana Maria Cristóvão salientou que a instituição conta com vários casos de pessoas que, sem emprego e sem rede de suporte familiar, passaram a ter muitas dificuldades em “conseguir pagar coisas indispensáveis”.

“Não tenho grande esperança que tudo corra pelo melhor”, admitiu.

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País

Mais de 112 mil recorreram às urgências por quedas em casa ou em lazer no ano passado

Segundo o Instituto Ricardo Jorge

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Foto: Cruz Vermelha de Rio Caldo / Arquivo

Mais de 112.000 portugueses utilizaram os serviços de urgência em 2019 por causa de quedas em casa ou em lazer e as mulheres foram mais afetadas do que os homens, segundo o Instituto Ricardo Jorge.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), compilados no âmbito do sistema de vigilância EVITA, focado nos Acidentes Domésticos e de Lazer (ADL) com recurso ao serviço de urgência, 112.988 portugueses sofreram uma queda em ambiente doméstico e de lazer de que resultou a necessidade de ida às urgências.

As mulheres (74%) foram mais afetadas do que os homens (62%), segundo os mesmos dados.

A distribuição dos diferentes mecanismos de lesão variou com a idade e os grupos etários extremos – 65 e mais anos (88%) e 0-4 anos (72%) – foram os mais afetados.

Os acidentes domésticos que ocorreram na sequência de “contacto com pessoa/animal/objeto” representaram 19% nas crianças e jovens dos cinco aos 14 anos e 20% no grupo dos 15 aos 24 anos.

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Segundo o INSA, a proporção mais elevada de acidentes reportados como “corte, compressão e perfuração” ocorreu nas pessoas com idades entre os 25 e os 44 anos, representando 16% da totalidade dos acidentes registados neste grupo.

Das quedas que obrigaram a recorrer aos serviços de urgência, quase metade ocorreram em casa, menos de 20% na escola e pouco mais de 10% ao ar livre.

No passado mês de abril, o INSA revelou que as idas às urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na sequência de acidentes domésticos e de lazer tinham caído para perto de metade em março, passando de 40.000 para cerca de 20.000.

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O sistema EVITA – Epidemiologia e Vigilância dos Traumatismos e Acidentes, coordenado pelo INÇA, recolhe e analisa os dados sobre acidentes domésticos e de lazer que implicaram recurso às urgências de unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

São considerados acidentes domésticos e de lazer todos cuja causa não seja doença, acidente de viação, acidente de trabalho ou violência.

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País

Portugal com maior recuo homólogo da UE na produção industrial em junho

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A produção industrial recuou 12,3% na zona euro e 11,6% na União Europeia (UE) em junho, em termos homólogos, com Portugal a registar a maior quebra entre os Estados-membros (-14,8%), segundo o Eurostat.

As quebras homólogas em junho foram, no entanto, menos acentuadas do que as verificadas nos três meses anteriores, em que a economia europeia sofreu os efeitos económicos da pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Na comparação com maio, a produção industrial avançou 9,1% tanto na zona euro quanto na UE, um abrandamento face ao crescimento de 12,3% e 11,6% registado em maio e que inverteu as quebras mensais de março e abril devidas ao confinamento imposto no âmbito do combate à pandemia da covid-19.

Face a junho de 2019, Portugal registou o maior recuo (-14,8%), seguindo-se a Alemanha e Espanha (-14,1% cada), e a Itália (-13,7%), tendo havido apenas uma subida, na Irlanda, de 4,5%.

Na variação mensal, a Eslováquia (21,7%), a Hungria (17,1%) e a Roménia (16,3%) registaram os maiores aumentos, tendo a Bélgica (-1,4%) e a Finlândia (-0,8%) apresentado os únicos recuos.

Em Portugal a produção industrial avançou 11,3% de maio para junho.

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País

Chega vai referendar pena de morte, mas Ventura é contra

Política

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Foto: DR / Arquivo

Os militantes do Chega vão pronunciar-se sobre a introdução da pena de morte em Portugal num referendo interno que vai ocorrer ao mesmo tempo que as eleições diretas para a liderança do partido, em 05 de setembro.

“Concorda com a aplicação da pena de morte em casos de terrorismo, homicídio qualificado, abuso sexual de menores ou violação, quando decorram em contexto de especial perversidade ou censurabilidade, a definir em lei especial?”, será a pergunta colocada e à qual a agência Lusa teve acesso.

A convocatória publicada na página da Internet do partido populista de direita apela à participação de todos os militantes, entre as 10:00 e as 18:00, nos locais a indicar pelas estruturas políticas distritais de todo o país, nas votações para presidente da Direção Nacional do Chega, eleição para delegados distritais e regionais à II Convenção Nacional do partido (19 e 20 de setembro, em Évora) e o tal referendo sobre a pena de morte.

“O partido realizará no dia 05 de setembro um referendo à pena de morte em casos de criminalidade grave. Eu, pela minha formação e fé cristã, sou contra, mas respeitei este pedido dos militantes para que o assunto fosse discutido e votado antes da nossa proposta de revisão constitucional dar entrada na Assembleia da República”, declarou o líder demissionário e recandidato, André Ventura.

O deputado único do Chega já anunciara que pretende entregar no parlamento, em setembro, uma proposta de revisão constitucional para a adoção em Portugal da pena de prisão perpétua, igualmente para crimes mais graves.

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