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Braga

Manuel Monteiro diz “estar de bem com o CDS”, só não sabe se CDS está de bem consigo

Candidato da Nova Democracia em Braga nas eleições legislativas de 2009, Monteiro obteve apenas 0,7% dos votos e a sucessão de desaires ditou o fim do partido que disputava o espaço da direita ao CDS.

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Foto: abnoxio.com / Ademar Matos

O antigo líder do CDS-PP Manuel Monteiro, natural de Vieira do Minho, admitiu hoje ter dúvidas quanto a uma eventual refiliação no partido, dizendo estar “de bem com o CDS”, mas ainda não saber se o contrário se verifica.

“Eu quero estar de bem com o CDS, eu ainda não percebi se o CDS está de bem comigo”, afirmou Manuel Monteiro, numa conferência organizada pela Tendência Esperança e Movimento (TEM) do CDS-PP.

Desafiado por um militante democrata-cristão da Batalha a dizer quando voltará a filiar-se no partido que liderou entre 1992 e 1998, Manuel Monteiro admitiu ainda ter “imensas dúvidas” a esse respeito.

“Mas também não tenho nenhum comboio à espera nem horários a cumprir (…) Eu estou de bem com o CDS-PP e, portanto, se isso tiver de acontecer acontecerá com naturalidade. Se não tiver de acontecer, não será por isso que, se me convidarem, deixarei de fazer campanha pelo CDS”, assegurou.

Dizendo concordar com a maioria das ideias do partido, Monteiro salientou ter “o maior respeito pela presidente do CDS-PP”, Assunção Cristas, – cuja presença foi anunciada no encerramento da iniciativa pela TEM, mas acabou por não constar da sua agenda oficial – com quem esteve na quinta-feira, depois de a ter convidado para dar uma aula na cadeira que leciona na Universidade Lusíada, no Porto.

Monteiro, que saiu do CDS-PP para fundar um partido, a Nova Democracia, revelou que, na rua, as pessoas continuaram sempre a associá-lo aos democratas-cristãos.

“Eu não preciso de ser militante do CDS para, sempre que o CDS queira, eu esteja disponível para ajudar no que eu puder e desde que isso não cause nem ciúmes, nem engulhos, nem perturbações que não fazem sentido”, disse.

Na sua intervenção, subordinada ao tema “Portugal e o Mundo: Como nos reafirmamos?”, o antigo presidente centrista defendeu que se vive “um momento ímpar na vida política portuguesa”.

“Pode permitir que o CDS se catapulte em termos eleitorais, mas desde que seja para fazer diferença e não apenas para eleger mais umas quantas pessoas”, alertou.

Manuel Monteiro apontou um enviesamento ao sistema político português, salientando que “um regime que começa à esquerda e termina ao centro é um regime que lhe falta algo”.

“Houve uma época em que o CDS se afirmou claramente precisamente na ideia de que nenhum regime pode ser um regime estável se é coxo”, disse.

Afirmando-se como “uma pessoa de direita”, o antigo deputado referiu que hoje “há jovens que têm vergonha, receio, medo” de se assumirem como tal, o que considerou “profundamente grave e preocupante”.

Apontando a “crise de valores” como o principal problema do país, Monteiro considerou que esta deriva de um problema mais vasto no mundo ocidental e manifestou-se contra o que chamou uma “Europa de portas escancaradas”.

“Não tenho nada contra a emigração, mas atenção à ideia de que quem entra tem liberdade de ser exatamente como é. Amanhã serão a maioria na Europa e nós não teremos liberdade de sermos como somos”, alertou, lembrando que, no passado, os cristãos sempre tiveram como objetivo converter os que não partilhavam da sua religião.

Para o antigo líder do CDS-PP, atualmente os partidos, mesmo quando acreditam nestes princípios, “têm medo de os afirmar, convencidos que perdem voto”.

“Não perdem”, defendeu.

No encontro organizado pela TEM, liderada por Abel Matos Santos, que defende abertamente o regresso de Monteiro ao CDS, participaram várias personalidades, entre elas os economistas João Ferreira do Amaral, os professores universitários Nuno Garoupa e Paulo Otero, além de Francisco Rodrigues dos Santos, presidente da Juventude Popular.

Líder dos centristas entre 1992 e 1998, Manuel Monteiro saiu do CDS em rutura com Paulo Portas, para fundar o Partido da Nova Democracia, em 2003, extinto em 2010 pelo Tribunal Constitucional.

Candidato da Nova Democracia em Braga nas eleições legislativas de 2009, Monteiro obteve apenas 0,7% dos votos e a sucessão de desaires ditou o fim do partido que disputava o espaço da direita ao CDS.

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Braga

Comedouros e regulamento para alimentar animais de rua são as propostas do ‘Braga para Todos’

Movimento já tinha proposto a esterilização dos animais

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Foto: DR

O movimento político Braga para Todos veio a público sugerir a instalação de comedouros nos locais onde estão sinalizadas colónias de animais.

“O objetivo é os animais terem um local abrigado para comer, principalmente no inverno, e também ser possível os ativistas alimentarem os animais sem deixar a via pública suja”, referem em comunicado.

Outro dos pedidos do Movimento prende-se com a criação de um regulamento que permita a alimentação de animais de rua por parte dos bracarenses.

“Já elogiamos publicamente e não temos qualquer problema em fazê-lo sobre os esforços do presidente da Cãmara em cumprir a lei referente aos animais. Braga é sem dúvida uma cidade muito mais amiga dos animais do que era antes das nossas lutas”, reconhece Elda Fernandes.

Recorde-se que uma das sugestões do Movimento, a esterilização dos animais, foi acolhida pelo Município.

“Os nossos animais saem esterilizados do CRO, vacinados contra infecto contagiosas, contra a raiva com microship, temos um programa CED com uma verba que é das mais altas a nível nacional e uma ambulância que está a correr muito bem a nível de socorro a animais acidentados”, refere ainda a responsável.

No entanto, “achamos que falta a cidade mostrar este cuidado para com os animais na rua, porque as colónias legalmente só podem ser alimentadas pelas associações e a ração seca é colocada no chão ou em utensílios de cozinha o que não transparece uma cidade limpa e amiga dos animais”.

É por isso, que sugerem a concretização das duas medidas: um regulamento que permita que os ativistas alimentem os animais de rua e pequenos comedouros com proteção da chuva para colocar a comida.

Elda Fernandes do Braga para Todos, acredita que “estas duas medidas extra serão uma mais-valia às políticas implementadas no último ano”.

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Braga

Câmara de Braga cria Gabinete Municipal de Saúde

Apoio , sobretudo, para os mais carenciados

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Foto: CM Braga

O Município de Braga vai criar no início deste ano o Gabinete Municipal de Saúde, com uma equipa multidisciplinar e aglutinando todos os projetos relacionados com a Saúde e Bem-Estar.

O vereador Firmino Marques adiantou a O MINHO que “o objetivo é o de dar uma resposta de proximidade aos munícipes que necessitam de apoio, essencialmente para os mais carenciados, mas também ao nível da sensibilização e promoção de hábitos de vida saudável”.

“A Câmara compromete-se a terminar a elaboração do seu primeiro Plano Municipal de Saúde, caraterizando, na sua globalidade, todas as situações relacionadas com a Saúde, nomeadamente o levantamento das entidades que fornecem serviços em prol da saúde, farmácias, e das doenças que mais incidem nos bracarenses”, acrescentou.

O Plano de Atividades do pelouro da Ação Social – disse – determina que continue a ser membro de pleno direito na Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, e, através do “Braga a Sorrir”, desenvolve, com a “Mundo a Sorrir – Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses”, um programa de acesso à saúde oral para cidadãos adultos carenciados.

Este projeto – sublinhou – atua, ainda, junto das populações idosas inseridas em lares e centros geriátricos, promovendo cuidados diários de saúde oral”.

Pimpolho

O “Pimpolho” é outro dos programas do Município, em parceria com o Hospital de Braga e agrupamentos de escolas, para “a prevenção da Ambliopia, o “olho preguiçoso”, no concelho. Para tal é assegurada, com transporte do Município, a ida das crianças que completam quatro anos, ao Serviço de Oftalmologia do Hospital, de forma a realizarem um despiste desta patologia”.

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Braga

Cratera de 50 metros apareceu junto à EB 1 de Gualtar, em Braga

Área vedada pela Polícia Municipal

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Fotos: Junta de Freguesia de Gualtar

Uma cratera de 50 metros está a impedir a circulação na rua de acesso entre o MeuSuper e a Escola EB1, na freguesia de Gualtar, Braga.

A Junta de Freguesia já emitiu um comunicado onde apela à maior divulgação possível junto dos cidadãos.

“Devido ao aparecimento de uma grande “cratera” subterrânea com mais de 50 metros quadrados e 4 metros de profundidade, está absolutamente proibida a circulação na Rua de acesso entre o MeuSuper e a Escola EB1. O risco de queda é mesmo eminente sendo que os meios da proteção civil já foram ativados”, lê-se nesse comunicado.

A área foi vedada pela Polícia Municipal.

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