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“Mank” de David Fincher lidera nomeações para os Óscares

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Foto: DR / Arquivo

O filme “Mank”, do realizador David Fincher, é o mais nomeado para a 93.ª edição dos prémios norte-americanos de cinema Óscares e, pela primeira vez, duas mulheres competem para Melhor Realização, foi hoje anunciado.

“Mank”, produzido pela Netflix, soma dez nomeações, incluindo nas categorias de Melhor Filme, Realização, Direção de Fotografia, Ator Principal (Gary Oldman) e Atriz Secundária (Amanda Seyfried), o que não significa necessariamente que seja o favorito, já que nos Globos de Ouro liderava as nomeações e acabou por não arrecadar qualquer prémio.

Além de David Fincher, para o Óscar de Melhor Realização estão nomeados Thomas Vinterberg – que tem “Another Round” na categoria de Melhor Filme Internacional -, Lee Isaac Chung (“Minari”), Chloé Zhao (“Nomadland – Sobreviver na América”) e Emerald Fennell (“Promising Young Woman – Uma miúda com potencial”).

É a primeira vez que duas mulheres competem nesta categoria: Para Chloé Zhao significa ainda que é a primeira mulher de ascendência asiática a consegui-lo, enquanto para Emerald Fennell, atriz britânica que integra o elenco da série “The Crown”, esta é uma dupla estreia, já que “Promising Young Woman” é a primeira longa-metragem que assina.

Em mais de 90 anos de história dos Óscares, apenas cinco outras mulheres estiveram indicadas nesta categoria: Lina Wertmüller, Jane Campion, Sofia Coppola, Kathryn Bigelow (premiada em 2010) e Greta Gerwig.

“Mank”, “Nomadland” e “Promising Young Woman” estão também indicados para o Óscar de Melhor Filme. A eles juntam-se ainda “O Pai”, “Judas and the Black Messiah”, “Minari”, “Sound of Metal” e “Os 7 de Chicago”.

Com seis nomeações cada surgem seis filmes: “Nomadland”, “O Pai”, “Judas and the Black Messiah”, “Minari”, “Sound of Metal” e “Os 7 de Chicago”.

As nomeações refletem um período condicionado pela pandemia da covid-19, que paralisou a exibição cinematográfica e levou ao adiamento de dezenas de produções e de estreias. Os filmes nomeados tiveram escassa audiência em sala e muitos deles existiram, sobretudo, em contexto de plataformas de ‘streaming’.

Para o Óscar de Melhor Atriz estão nomeadas Carey Mulligan (“Promising Young Woman), Frances McDormand (“Nomadland”), Viola Davis (“Ma Rainey: A mãe dos blues”), Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”) e Andra Day “The United States vs. Billie Holiday”).

Na representação masculina estão indicados Chadwick Boseman (a título póstumo por “Ma Rainey: A mãe dos blues”), Riz Ahmed (“Sound of Metal”), Anthony Hopkins (“O Pai”), Gary Oldman (“Mank”) e Steven Yeun (“Minari”).

Para Melhor Filme Internacional, em língua não inglesa – para o qual Portugal ainda candidatou “Vitalina Varela”, de Pedro Costa -, foram selecionados “Quo Vadis, Aida?” (Bósnia Herzegovina), “Another Round” (Dinamarca), “Better Days” (Hong Kong), “The Man Who Sold His Skin” (Tunísia) e “Collective”, filme romeno que está também na categoria de Melhor Documentário.

“Bora lá”, “Para além da lua”, “Soul – Uma aventura com alma”, “Wolfwalkers” e “Ovelha Choné: A quinta contra-ataca” competem pelo Óscar de Melhor Filme de Animação.

O filme “Kapaemahu”, com realização de Hinaleimoana Wong-Kalu, Dean Hamer e Joe Wilson e direção de animação do português Daniel Sousa, não chegou às nomeações finais para melhor curta de animação.

Os nomeados para a 93.ª edição dos Óscares foram hoje anunciados a partir de Londres pela atriz Priyanka Chopra Jonas e pelo músico Nick Jonas.

A cerimónia, que deveria ter acontecido em finais de fevereiro, foi adiada para 25 de abril por causa da pandemia da covid-19, e acontecerá em dois locais de Los Angeles, o Dolby Theatre e o edifício da estação de comboios Union Station.

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