Mais de onze mil descargas elétricas nas últimas horas em Portugal

E já chegou ao Minho
Trovoada na Póvoa de Lanhoso. Foto: Adolfo Oliveira / Arquivo

A instabilidade que se formou sobre Portugal continental nas últimas 24 horas tem provocado trovoada em todo o país, de acordo com a rede de descargas atmosféricas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), consultada esta tarde por O MINHO.

Pelas 18:50, a rede registava 11.748 descargas (raios) em Portugal, com os primeiros sinais de instabilidade a aparecerem ainda de madrugada.

Por volta dessa hora, a atividade na zona do Minho era intensa.

Cada descarga corresponde a um raio de trovoada. Ao trovão chama-se o som da trovoada e ao relâmpago a luz. Nem todas as descargas caem no solo, algumas ocorrem apenas entre nuvens.

Segundo o mapa, há registo de 3.127 descargas elétricas positivas (as mais intensas) e 8.621 descargas elétricas negativas, contemplando não só o território continental mas também a atividade que acontece junto à costa e é audível e visível a partir de terra.

Nuvens cumuliforme

Segundo o IPMA, “a trovoada está geralmente associada a nuvens do tipo cumuliforme, nomeadamente cumulonimbus, isolados ou organizados em sistemas convectivos de meso-escala, podendo dar origem” a descargas elétricas, “precipitação intensa, rajadas de vento forte e granizo”.

“Este fenómeno resulta da separação de cargas elétricas dentro de uma nuvem, devido ao choque entre partículas, distribuindo-se dentro da nuvem conforme o tamanho e tipo das partículas e as correntes de ar, ascendentes ou descendentes, dominantes”, acrescenta o IPMA.

Um raio pode chegar aos 20 quilómetros de comprimento e 40 mil quilómetros por segundo, atingindo corrente elétrica superior a 100Kamp.

Parte dos raios chegam à terra, na sua grande maioria, com polaridade negativa, mas os mais comuns são entre as nuvens. Os raios com polaridade positiva, por sua vez, costumam estar associados a uma maior descarga de energia, provocando os trovões mais audíveis.

Rede de descargas nacional

A Rede de Descargas Elétricas Atmosféricas do IPMA possui cinco detetores em Portugal continental, um deles localizado junto ao aeródromo de  Braga, funciona desde junho de 2002, deteta e localiza “descargas elétricas atmosféricas (raios) no território continental e áreas oceânicas adjacentes”.

 
Total
0
Partilhas
Artigo Anterior

CIM Alto Minho diz que modelo e concurso de transportes foi aprovado pelos 10 municípios

Próximo Artigo

Duzentos estudantes da UMinho receberam bolsas de excelência e mérito

Artigos Relacionados
x