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Mais de metade dos óbitos em doentes acima dos 80 anos

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Foto: Arquivo

Mais de metade dos óbitos associados à covid-19 em Portugal são de pessoas com mais de 80 anos, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que regista 25 mortes nesta faixa etária.

Os dados da DGS indicam que morreram 13 homens e 12 mulheres (58,1% do total) com idades acima dos 80 anos.

Entre os 70 e 79 anos as autoridades registaram sete óbitos (homens), o mesmo número da faixa etária dos 60 aos 69 anos.

Os doentes mais novos com morte associada à covid-19 tinham entre os 50 e os 59 anos (três homens e uma mulher).

O boletim epidemiológico divulgado, esta quarta-feira, regista um total de 43 mortos – mais 10 do que na terça-feira -, dos quais 20 na região Norte, 10 na região Centro, 12 na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve.

Das 2.995 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (mais 633 do que na terça-feira), a grande maioria (2.719) está a recuperar em casa, indica a DGS, que regista 276 pessoas internadas (mais 73), 61 das quais em Unidades de Cuidados Intensivos (mais 13).

Desde 01 de janeiro foram registados 21.155 casos suspeitos, dos quais 1.591 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 16.569 casos em que os testes não confirmaram a infeção e 22 doentes que já recuperaram.

O boletim da DGS indica que há 13.624 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 1.517, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (992), da região Centro (363), do Algarve (62) e do Alentejo (12).

Há 16 casos na Madeira e 17 nos Açores. O boletim dá ainda conta de 11 infetados que têm residência no estrangeiro.

Os dados indicam que há 46 casos que resultam da importação do vírus de Espanha, 30 de França, 20 de Itália, 13 da Suíça, 12 do Reino Unido, seis dos Países Baixos, cinco do Brasil, cinco de Andorra, quatro da Áustria, três dos Emirados Árabes Unidos, três da Índia, dois da Alemanha, um da Bélgica, um da Alemanha e Áustria, um do Irão, um do Egito, um da Dinamarca e outro da Argentina.

Quanto à distribuição do número de infetados por faixas etária, são 551 os casos confirmados em pessoas entre os 40 e os 49 anos, seguindo-se dos 50 a 59 anos (535) e os doentes com idades entre os 30 e os 39 (490).

Entre os 60 e 69 anos há 424 doentes infetados e entre os 70 e 79 estão registados 276 doentes. O boletim regista ainda 260 pessoas acima dos 80 anos infetadas com o novo coronavírus.

Entre os mais jovens, há 348 com idades entre os 20 e 29 anos e 77 entre os 10 e os 19 anos. Até aos nove anos de idade há registo de 34 crianças com Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Segundo a DGS, só existe informação reportada sobre sintomas em 52% dos casos confirmados. Nesses, 62% têm tosse, 51% dos doentes apresentam febre, 36% dores musculares, 28% cefaleias, 23% fraqueza generalizada e 19% dificuldade respiratória.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados da Covid-19 foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 19.000 morreram.

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País

Covid-19: 380 mortos, 13.141 infetados e 196 recuperados no país

Covid-19

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Foto: DGS

Portugal regista hoje 380 mortos associados à covid-19, mais 35 do que na segunda-feira, e 13.141 infetados (mais 699), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Existem mais 12 recuperados em relação a ontem.

(em atualização)

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Cooperativa GDA vai criar fundo de emergência de um milhão de euros

Covid-19

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Foto: DR

A GDA – Gestão de Direitos dos Artistas criou um fundo de um milhão de euros “para acudir às pessoas [do setor] que estão sem qualquer tipo de rendimento”, disse hoje à Lusa o presidente da cooperativa, Pedro Wallenstein.

“Resolvemos canalizar um fundo de emergência para acudir mesmo àqueles casos de pessoas que estão sem qualquer tipo de rendimento e cujos direitos não geram um nível minimamente digno para a sua sobrevivência”, explicou.

A cooperativa está ainda a trabalhar no regulamento de acesso às verbas e conta ter o fundo operacional no prazo de uma semana, para responder aos artistas que ficaram sem rendimentos, na sequência da paralisação do setor cultural, por causa da pandemia da doença covid-19.

Segundo Pedro Wallenstein, 500 mil euros desse fundo serão para acudir a esses artistas, estimando que o patamar mínimo aceitável, para despesas essenciais, seja cerca 600 euros a repartir por três meses.

Os outros 500 mil euros ficam reservados para apoiar artistas e outros profissionais não necessariamente ligados à cooperativa, num fundo que a GDA deseja que seja coletivo com contributos de outras entidades.

“Já falámos com várias entidades, sobretudo na nossa área de intervenção, também com entidades de gestão de produtores, de autores (…), que estão dispostos a avançar e a ser solidários e a entrar nisto. Estamos a tentar perceber como e quando querem entrar”, disse.

Além deste fundo de emergência, a GDA já tinha anunciado anteriormente que iria antecipar, já para abril e maio, o pagamento dos direitos do Audiovisual e dos Fonogramas de 2018, que estava previsto inicialmente para julho, no valor cerca de 6,5 milhões de euros, tendo em conta as “circunstâncias excecionais” vividas atualmente.

Segundo Pedro Wallenstein, foi ainda decidido “fazer adiantamentos de direitos que seriam distribuídos em 2021, estabelecendo uma média dos direitos que foram gerados entre 2012 e 2017, e adiantar 50% desse cálculo”.

“No final do processo, em 2021, fazem-se acertos de contas” com os artistas, explicou.

Pedro Wallenstein referiu ainda que a GDA conta com sete mil artistas e profissionais, e trabalha com outros 10 mil que, não sendo membros da cooperativa, “deram mandato para serem administrados pela GDA”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes e 12.442 casos de infeções confirmadas.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Empresas em ‘lay-off’ vão poder reduzir potência da eletricidade e do gás natural

Covid-19

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Foto: Arquivo

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou hoje que as empresas que acionaram o regime de ‘lay-off’ vão poder ajustar os encargos de potência contratada e de energia para reduzir a fatura.

Além de prolongar até 30 de junho medidas excecionais que tinha adotado para o setor face ao contexto de pandemia de covid-19, o regulador decidiu novas medidas, como “o ajustamento dos encargos de potência ou capacidade e de energia a serem faturados a empresas que tenham acionado o regime do ‘lay-off’ em virtude do encerramento total ou parcial da sua atividade económica”.

De acordo com a ERSE, as empresas em regime de ‘lay off’ que pretendam aceder a este ajustamento de potência contratada ou de capacidade devem solicitá-lo junto do respetivo fornecedor de eletricidade e/ou de gás natural, utilizando o documento eletrónico que está previsto no próprio diploma legal que habilita a medida de ‘lay-off’ (decreto-lei n.º 10-G/2020).

A restante articulação, nomeadamente para a produção de fatura ajustada, é efetuada entre comercializador e distribuidor de energia, acrescenta num esclarecimento à Lusa.

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