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Ponte de Lima

Mais de 60 anos depois, Ponte de Lima lança ao rio barco que ligava a vila a Viana

Maior barco do género no rio Lima

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Foto: Florindo Sousa / Olhares (2015)

Uma réplica do barco “água arriba”, que antigamente fazia o transporte de pessoas e mercadorias no rio Lima, vai ser lançado à água, na sexta-feira, em Ponte de Lima, para “recuperar uma memória coletiva” e para fins turísticos.

“Há 60 anos que não existia uma “água arriba” nas águas do rio Lima. O nosso objetivo é recuperar uma memória coletiva associada à navegabilidade do rio e de toda a atividade comercial e social que existia nas margens do rio Lima, entre Ponte de Lima e Viana do Castelo”, afirmou hoje à agência Lusa o vereador da Câmara de Ponte de Lima, Paulo Sousa.

O “água-arriba” é uma construção artesanal que até meados do século XX assegurava o transporte de pipas, pelo rio Lima, das terras do interior até à foz, em Viana do Castelo, no Alto Minho.

“Já são escassos os exemplares deste tipo. Perde-se no tempo a memória da origem desta embarcação, que partia pela ribeira Lima, rumo às duas feiras mais importantes: Ponte de Lima e Viana do Castelo. Estes que foram dos mais emblemáticos barcos de trabalho do rio Lima saíam dos ancoradouros na hora da maré, de leme em mão, para que a corrente pudesse ser aproveitada. A vela era usada sempre que o vento o permitia. Mediam entre 12 a 15 metros e os seus compartimentos eram ocupados por pessoas, animais e mercadorias”, explicou Paulo Sousa.

Vídeo: Em 2010, conforme documentam as imagens partilhadas na Internet, foi lançado ao rio Lima o água-arriba “Lanhezes”, na freguesia de Lanheses, Viana do Castelo, que viajou até à vila limiana.

O responsável pelas áreas do Desenvolvimento Rural, Educação, Turismo e Modernização Administrativa disse que a embarcação, batizada com o nome de Ponte de Lima, pretende ainda “imprimir uma nova dinâmica turística no concelho, potenciando o turismo náutico a partir do centro histórico da vila, servindo de oportunidade para a criação de novos serviços e de novas experiencias turísticas”.

O “água arriba” era uma embarcação com vela e leme, com cerca de 12 a 15 metros de comprimento, que fazia a ligação pelo rio Lima entre Viana do Castelo e Ponte da Barca, transportando mercadorias e pessoas, nos tempos em que não havia transportes terrestres.

Paulo Sousa realçou ainda a vertente pedagógica, explicando que o “água-arriba” proporcionará aos alunos do concelho um “conhecimento da identidade local” e, através de passeios a realizar pelas escolas, conhecer a tradição do transporte e de comércio que era garantido por aquelas embarcações”.

Com 15 metros de comprimentos e entre quatro a cinco de largura, o barco “Ponte de Lima” vai ser lançado à água na sexta-feira, pelas 17:30.

Paulo Sousa adiantou que a embarcação, “em processo de certificação, terá capacidade para transportar 30 pessoas”.

A barco foi construído por um pescador da freguesia vizinha de Lanheses, no concelho de Viana do Castelo, conhecido por “Caninhas”.

“É um senhor com muita experiência na recuperação e construção deste tipo de embarcações antigas. Já construiu um barco igual para Lanheses e ainda réplicas das pirogas, achadas no rio Lima em 2003, ambas com cerca de 2.300 anos”, explicou Paulo Sousa.

O responsável adiantou que o autodidata “ofereceu” a mão-de-obra e o município investiu na aquisição dos materiais, a madeira, o ferro e um motor.

Imagem: Divulgação

Os preparativos para a construção da réplica arrancaram há seis meses, com a aquisição de um pinheiro de grandes dimensões, de onde foram serradas tábuas com o comprimento de 15 metros.

“O pinheiro foi comprado em Amares porque tinha de ser um exemplar de grandes dimensões”, especificou.

Na sexta-feira o Ponte de Lima irá fazer um passeio experimental para começar a operar “em breve”.

 

Notícia atualizada às 19h56 com mais informação

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Alto Minho

Alto Minho: Burla de ex-promotores bancários já envolve 60 lesados em vários milhões

Caso envolve autarca e ex-presidente de associação empresarial, ambos de Ponte de Lima

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As autoridades judiciais e policiais que investigam uma burla, que terá sido praticada, entre 2008 e 2019, por quatro ex-promotores do Deutsch Bank, do Alto Minho, receberam mais outras 50 queixas de pessoas lesadas, aumentando o seu número para cerca de 60 casos. Uma burla de vários milhões.

Em junho de 2019, – e de acordo com fonte judicial – quando a PJ/Braga deteve os suspeitos, em Viana do Castelo e em Ponte de Lima, o número de queixas atingia apenas as oito, com 1,6 milhões de prejuízos aos lesados. Mas as autoridades suspeitavam de outras 80 burlas.

O primeiro processo está em investigação no Ministério Público de Viana do Castelo, tendo este orgão judicial, decidido separá-lo dos restantes, para que se não atrase.

Assim, deu instruções à PJ para fazer inquéritos separados, faltando saber se, no final, serão apensos num único.

Conforme O MINHO então noticiou, em investigação estão António Lima, antigo presidente da Associação Empresarial de Ponte de Lima (à esquerda, na foto), Nuno Pimenta, autarca da Junta de Freguesia da Ribeira (à direita, na foto), no mesmo concelho, Alexandre Rodrigues Martins, bancário, de Ponte de Lima mas residente em Viana, e Filipe Martins Alves, de Chafé. Têm entre os 38 e os 56 anos e são suspeitos de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e abuso de confiança.

António Lima e Nuno Pimenta. Foto: DR

Na ocasião, a PJ/Braga revelou que os promotores lesaram oito vítimas, já identificadas, causando-lhes um prejuízo de 1,6 milhões de euros. “Mas o número deve atingir os 80”, referiu, então.

Ao que apurámos, há, também, várias queixas cíveis nos tribunais de Viana e de Braga, contra os suspeitos. Entre os queixosos está um empresário do ramo da construção de São Martinho da Gandra, e o dono do supermercado Camões, ambos naquela vila.

Atuando com base na “confiança” pessoal, prometiam juros acima dos do mercado, em aplicações “sem qualquer risco”, mas faziam o contrário, aplicando-os em produtos bancários tóxicos, ou fazendo desaparecer o dinheiro. Para acalmar os clientes, pagaram juros do capital investido.

A PJ apreendeu seis carros e mil euros. O Deutsch Bank não é responsável, nem está envolvido.

 

Notícia atualizada (26/05; 23h57): António Lima e Nuno Pimenta não são “cunhados entre si”, como estava escrito anteriormente. 

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Alto Minho

Máscaras e distanciamento na reabertura da feira de Ponte de Lima

Covid-19

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Foto: dkixot / Até brilhas

A feira quinzenal de Ponte de Lima reabriu hoje com as normas de segurança, no âmbito da contenção da propagação de covid-19, a serem cumpridas por comerciantes e visitantes.

O uso de máscara é obrigatório, bem como o distanciamento social, que está a ser fiscalizado pela PSP.

Ao que O MINHO apurou, as normas estão a ser cumpridas e a feira a decorrer com normalidade, dentro do que é possível.

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

O município anunciou na sexta-feira a reabertura da feira no seguimento da “decisão da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, ao confirmar a retoma da atividade das feiras em todos os concelhos do distrito a partir do dia 25 de maio, após o Governo ter incluído este setor na 2.ª fase do plano de desconfinamento”.

A retoma das feiras está condicionada a um plano de contigência, disponível para consulta no site da câmara, com as seguintes regras: é obrigatório o uso de máscara pelos feirantes e consumidores, podendo ser substituída com o uso de viseira; os feirantes terão de ter, para disponibilização aos utentes, solução antisséptica de base alcoólica; manter uma distância mínima de dois metros entre as pessoas; o atendimento terá de ser efetuado de forma organizada, limitado a um consumidor de cada vez, respeitando as regras de higiene e segurança; assegurar-se que as pessoas permanecem no recinto da feira apenas o tempo estritamente necessário à aquisição dos bens.

A feira de antiguidades e velharias é retomada a 14 de junho e a feira de artesanato a 28 de junho, ambas na Avenida dos Plátanos.

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Alto Minho

Ponte de Lima assume encargos no regresso às aulas dos alunos dos 11.º e 12.º anos

Transporte escolar

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Foto: Divulgação

O Município de Ponte de Lima assumiu todos os encargos e reorganizou toda a rede de transportes escolares, para os alunos neste enquadramento, que frequentam o ensino regular, e dispunham de passe, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia explica que “todo este trabalho de concertação [serve] para dar uma resposta eficaz a esta nova realidade”.

“Foi conseguido, através da articulação com as Juntas de Freguesia do concelho, que têm mostrado uma disponibilidade inequívoca, neste plano conjunto no combate à pandemia no momento de regresso paulatino às atividades regulares de um novo quotidiano”, acrescenta a nota.

No seguimento das novas orientações do Ministério da Educação, para o regresso às aulas presenciais dos alunos dos 11.º e 12.º anos, nas disciplinas que têm exame nacional, as escolas secundárias do concelho de Ponte de Lima, foram desinfetadas numa ação implementada pelos militares do regimento de Cavalaria nº 6 de Braga.

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